segunda-feira, janeiro 09, 2012

Um olhar


Foto minha



O calceteiro talvez queira contar
os problemas que a vida a ele causou:
altos e baixos como as ondas do mar;
as cores, tristes, como a sorte o marcou.


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

14 comentários:

  1. O ondular da vida ,soberbamente ilustrado e legendado pela dupla de luxo.

    Abraço.

    AA.

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  2. Foto e poema em sintonia.

    Parabéns à dupla.

    Bjs.

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  3. Uma foto excelente, sublinhada por interpretação poética preocupada e inteligente.

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  4. Querida Mona Lisa, obrigada pelo teu comentário. Acho que estamos sempre a tempo de colorir o nosso serão com a realização de uma manta como esta. Mãos à obra!

    A foto é linda. É este o padrão do Calçadão da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, uma obra prima da calçada à portuguesa.
    O poema é lindo, puro e musical.

    Verifico que, embora nos visitemos, não nos seguimos.
    Por mim, vou retificar a situação e serei a seguidora nº 193.
    Se te agradar o meu espaço, instala-te. Serás muito bem vinda.
    Beijo

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  5. E esse calceteiro se fosse fazer uma outra calçada, não lhe mudaria nem as cores nem o desenho; é que a vida é sempre a mesma, com altos e baixos e cada vez mais triste; por mais que queiramos mudar essa sensação de desânimo não somos capazes, pois as notícias, os jornais e as conversas rondam sempre sobre a situação lastimável do nosso país. Bela foto e belos versos. Parabéns aos dois. Um beijinho, Lisa1
    Emília

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  6. Sublime esta associação a imagem à palavra escrita.


    Um beijo

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  7. É tão linda a nossa calçada, aqui cantada de forma igualmente triste e bela ...

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  8. É uma arte que eu admiro. Parece
    que já há poucos neste profissão.
    Mas fazem trabalhos maravilhosos.
    Uma sintonia entre a imagem e
    as palavras.
    Beijinho
    Irene

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  9. É uma arte que eu admiro. Parece
    que já há poucos neste profissão.
    Mas fazem trabalhos maravilhosos.
    Uma sintonia entre a imagem e
    as palavras.
    Beijinho
    Irene

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  10. Olá!
    Adoro calçada portuguesa!
    Muito a propósito a bonita quadra do papá Fardilha.

    Bj aos dois

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  11. Obrigada pelo comentário, amiga.
    Tem uma boa noite.
    Beijo

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  12. Linda calçada e aqui temos esssa herança portuguesa por onde andamos!
    uma obra de arte!

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  13. Imagino quantas vezes o calceteiro parou e ficou sem vontade nenhuma de continuar o seu trabalho.
    Trabalhando com a preocupação de alinhar e desalinhar os paralelos ,ora com altos e baixos ,muitas vezes pensaria se valeria a pena continuar com este jogo de cores.

    A vida , a sua vida, igual a tantas outras, mas que com tanto peso de responsabilidade,que em cada paralelo que colocava se interrogava sobre a sua sorte.

    A vida sem cor não é vida.
    A vida é como alguém já o disse:
    é como o mar com várias marés...

    Mas talvez este calceteiro tivesse chegado à conclusão de que valeria a pena ter passado os seus trabalhos, os seus sérios problemas, para que

    Todos pudessem passar nesta calçada, ora correndo, ora saltando, ora rezando, ora chorando.

    A vida não é um misto de tristezas e alegrias?

    Presto a minha homenagem ao calceteiro.
    Agradeço a quem teve sensibilidade para escrever sobre esta arte que tanto está esquecida !

    Um abraço de agradecimento pelo trabalho apresentado.

    Parabéns poeta!
    Parabéns Elisa!

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  14. Ora aqui está uma bela harmonia entre a fotografia e a quadra.
    Sempre presente a sabedoria devida que tem o paizinho.
    Um verdadeiro Mestre!
    Um beijinho aos dois!

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Obrigada pela visita.

Ora digam lá!