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sexta-feira, março 23, 2012

Um olhar


Foto minha


A tristeza nos olhos estampada,
o olhar constante ao Céu requer
da liberdade seja esmoler,
dádiva por todos desejada.
O canto da ave prisioneira
é misto de tristeza escondida
e de uma ameaça reprimida
contra a Natureza traiçoeira.
E quanto humano, na mente sua,
da escravidão é sempre refém,
sendo privado do melhor bem:
liberdade e aí Deus recua!

Agostinho Alves  Fardilha (o meu pai)
Coimbra


segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Um Olhar


Foto minha


Segundo o dicionário,
o espanador
serve p'ra limpar o pó.
Mas o seu valor
pode evitar o calvário
e muito clamor
aos pobres orfãos de dó:
basta ser autor
da limpeza dos políticos desonestos
que roubaram Portugal, deixando só restos.


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

terça-feira, janeiro 24, 2012

Um olhar






Fotos minhas



Mala de Cartão, insígnia do português!
Legal ou a "salto" ele vai fronteiras fora
de olhos marejados e inquieto a Deus ora
para que chegue ao destino e com rapidez
arranje labor p'ra sacudir a quem ficou
à espera, em Portugal. Sou de provecta idade
e assisti a alguns dramas de infelicidade.
o Governo só queria o que se poupou.
A maioria, essa, adaptou-se muito bem
ao novo estilo de vida. Honrou o país.
Julguei termos erguido, de vez, a cerviz,
mas, quando me disseram que alvitrou alguém
a emigração de jovens, mesmo com cultura,
pasmei. Mas eles, em passos largos, subiram
ao sotão, procurando as malas que serviram
aos avós, outrora, em dolorosa aventura.
Vão ser as reparadas malas de cartão
que, somadas à crise em tudo persistente,
farão do nosso Portugal país descrente,
mais pobre, amorfo e sem fé na renovação.


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Um olhar


Foto minha



O calceteiro talvez queira contar
os problemas que a vida a ele causou:
altos e baixos como as ondas do mar;
as cores, tristes, como a sorte o marcou.


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

quinta-feira, outubro 06, 2011

Um olhar


Foto minha


I

Que tentadores são estes nabos!
O interior: ocos ou nutridos?
Fartos, parecem seios brasidos
de mulheres fogosas, quais diabos.

II

Cá, nabos há para variar
e até são origem de aforismo:
"cabeça (de) nabo", menos civismo;
"tirar...(do púcaro), bisbilhotar.

III

"Comprar nabos (em) seco",mor sangria;
"estás (como) o nabo", grande borracho;
com quantos "nabos" a conviver me acho.
nesta vida e talvez neste dia?


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

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