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segunda-feira, outubro 26, 2009

O corpo feminino por Paulo Coelho


Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer que se tem forma de guitarra…está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros- é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheiinhas, femininas. Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fracção de segundo.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquilhagem foi inventada para que as mulheres a usem:
Usem!
Para andar com a cara lavada, basta a nossa. Os cabelos quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas…porque razão as cobrem com calças longas?
Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto.

Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim.
Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

Entendam de uma vez!
Tratem de agradar a nós e não a vocês. Porque, nunca terão uma referência objectiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher.

As jovens são lindas…mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado.

O corpo muda…cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas.

Ou seja, aquela que quando come tem que comer, come com vontade ( a dieta virá em Setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se batoteia e não sofre).

Quando têm que ter intimidade com o parceiro, têm com vontade; quando têm que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas do rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas estrias não lhes tiram a beleza.

São feridas de guerras, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não estiveram anos “em formol” nem em spa…viveram.


A beleza é tudo isto
(Paulo Coelho)



Foto: pos-de-perlimpimpim


segunda-feira, maio 18, 2009

Alegria no trabalho

O facto de a directora regional de Educação do Norte escrever com erros de ortografia e sintaxe e se exprimir num tartamudeio vagamente parecido com o Português, ou lá que língua é, não seria notícia no estado de coisas (um "Estado Novo" pois, como diria Pessoa, é um estado de coisas como nunca se viu) a que chegou a Educação em Portugal.


Notícia é continuar a fazê-lo, ante a mandarínica indiferença do Ministério da "Educação". Agora deu-lhe para o lirismo metafísico, num e-mail de agradecimento às escolas pelo seu "apoio" (pelos vistos está convencida de que tem o apoio das escolas): "Faz hoje 4 Anos./ Tem dias que parece que o tempo se emaranhou nas coisas e nas pessoas./ Tem outros dias em que tudo parece ter ocorrido ontem./ Contudo há algo que o tempo tem os limites certos".


É verdade que momentos, ou "algo que o tempo tem os limites certos", de boa disposição como os que provoca a correspondência da directora regional são importantes em dias de tensão como os que hoje se vivem nas escolas.


Talvez, quem sabe?, seja esse louvável objectivo que move Margarida Moreira: pôr as escolas a rir.



Manuel António Pina
In JN 18/05/2009

domingo, março 29, 2009

A voz da razão


'Opera buffa'

O Eng. Sócrates e o primeiro-ministro de Cabo Verde chegaram meia hora atrasados a uma ópera no CCB. Em países ligeiramente mais civilizados, ficavam ambos à porta. E entravam no intervalo, caso houvesse um.
Pelos vistos, este procedimento normal e ‘democrático’ não aconteceu. E o restante auditório, cansado de esperar, desatou em vaias quando os governantes entraram na sala. Um erro. A vaia, inteiramente compreensível, devia ter ido para o próprio CCB, que não respeita o seu público, e nunca para os governantes que têm todo o direito de chegar atrasados. Esta lembrança não serve apenas para a ópera. Serve para tudo: para a justiça, para o ensino, para a política e para a mera civilidade. Só teremos um país do Primeiro Mundo quando todas as regras forem uniformemente aplicadas.

João Pereira Coutinho, Colunista
In “Correio da Manhã”
29/03/2009

domingo, outubro 05, 2008

Quem chega à cidade Invicta parece entrar numa lixeira

Quem percorre a cidade do Porto vê ruas que são verdadeiras picadas, prédios a cair, obrigando a mudar de passeio, exemplo do gaveto das ruas Formosa e Alegria. A própria rua de Santa Catarina, na zona dos peões, toda emporcalhada, com mendigos andrajosos, vendedores ilegais, casal a pedir para instituições( que não existem ) de tratamento da sida em crianças. Quase todas as ruas com prédios abandonados, degradados, falta de limpeza de ruas e passeios. Troços quase completos de ruas com prédios degradados, caso de Santa Catarina e de Gonçalo Cristóvão. Quem vem do estrangeiro e chega à Invicta mais parece que está a entrar numa lixeira.

( Alberto Gonçalves
Em "Cartas"-JN de 05/10/2008 )


" Não retirando a beleza à cidade do Porto, subscrevo inteiramente a opinião do leitor acima citado."
(Elisa Fardilha)

quinta-feira, julho 17, 2008

" O Socialismo na Gaveta"


Li na imprensa de hoje, que o nosso governo se prepara para empobrecer mais uns milhares de portugueses que , por acaso, são funcionários públicos, ao baixar em cerca de 18% as suas reformas. Isto é BRILHANTE ,para um GOVERNO SOCIALISTA.
Viva o SOCIALISMO do Sr. José Sócrates!!!

(Foto: pesquisa google)

terça-feira, julho 15, 2008

E quem perdoa às famílias mais desfavorecidas?

(Li este artigo nas "cartas dos leitores", do JN e concordo plenamente com o autor. Trancrevo-o na íntegra.)

Fiquei estupefacto com a notícia de que o estado português tinha perdoado uma dívida de muitos milhões de euros a Moçambique! É realmente uma notícia que nos deixa perplexos.
Portugal é um país onde a economia está abaixo da EU e não entendo o perdão assim de uma dívida astronómica.
Deve-se perdoar, sim, mas não desta maneira, ou melhor, facilitar o seu pagamento.
Quero fazer uma pergunta ao governo: às famílias mais desfavorecidas, que chegam ao fim do mês e não têm dinheiro para pagar a prestação da casa, luz, a água, etc., quem é que lhes perdoa?


(manuelpereira@sapo.pt)

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