sexta-feira, outubro 01, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha


Oitavo mês do repertório antanho
uberou, então, o décimo da agora;
terminou das uvas e milho o apanho,
urge colher as castanhas: está na hora;
berros e protestos em Paris:
reclama a multidão infeliz
o poder, sendo do Rei juiz.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

10 comentários:

  1. Belo e perfeito acróstico que abarca o essencial do mês.

    Abraço

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  2. olá amiga

    Obrigada pelos comentários constantes! Beijinho e óptimo fim de semana... estou em viena austria numa conferência.

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  3. comunicadoras1/10/10 16:47

    Em pouco este poeta, creio que seu pai, disse o importante do mês de Outubro. Muito bonito! Gostei! Um beijinho e um bom fim de semana
    Emília

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  4. Olá Elisa!

    fantástico e artístico pai, sem dúvida. :)

    Beijinho,
    Daniela Tavares.

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  5. O nosso amigo e poeta Agostinho Fardilha "brinca com as palavras" e daí sai o resultado a que todos nós já nos habituamos.Ou seja com a palavra «antanho» conseguiu obter um trocadilho do passado com o presente e despertar a curiosidade do leitor.
    A mim pessoalmente fez-me recuar uns tempos atrás e sentir que o reviver e o viver são sinal de vida.

    Por motivos pessoais não me foi possível fazer comentários dos seus trabalhos anteriores.
    Hoje, com muito gosto aqui estou.
    Na verdade nós somos um todo , constituído por partes.
    Neste "todo" mês de Outubro o nosso poeta também consegue com o seu Acróstico somar duas coisas numa só, ou seja:
    Refere que este mês era
    «Oitavo mês do reportório antanho»
    e agora," no nosso tempo"
    «...então, o décimo da agora»

    Temos em simultâneo um espaço onde se fala do passado e do presente.
    Que facilidade de escrita!!!
    Invejável!

    De imediato salta para o terceiro verso, rematando o que já se fez

    «terminou das uvas e milho o apanho»

    Tudo corresponde à faina agrícola, mas duma forma bem ritmada.

    Mas o passado já não conta! Vamos ao presente .O que urge fazer?
    É caso para dizer que o lavrador é uma pessoa que não pára no tempo.
    Mas um conselho, um aviso, para um eventual esquecimento é sempre bem
    aceite.

    «Urge colher as castanhas; está na hora;»

    Mas o mundo está em grande conflito.

    ««berros e protestos em Paris;

    Meu Deus,que ponto crucial aqui foi registado! Sim . Em Paris e por outras partes do mundo.
    Todos " protestam" e não é caso para menos!!!
    Em todas a parte se

    «reclama a multidão infeliz«

    A rima é perfeita e bem realista!

    «o poder, sendo do Rei juíz.»

    Este acróstico é tão pertinente!

    O domínio das letras dão-nos esta visão da actual situação em que se vive.

    Parabéns, mais uma vez pelo seu trabalho.
    Gostei imenso.
    O que se pode fazer com as palavras!!!
    O que pode fazer com as palavras quem está, esteve e estará com capacidade intelectual que lhe é inerente?!
    Pretendi!? O quê?
    «Ser um espaço onde se fala sobre "cousas" do passado sem esquecer obviamente o presente.»

    Sim! esta interrogação estará presente na mente do nosso poeta.
    Com muito engenho e sabedoria, Dr. Agostinho!

    Muito bem haja!

    Para ti, Elisa um abraço amigo .
    Parabéns, pela tua filiação!

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  6. Os acrósticos do teu pai são sempre perfeitos. Gostei de todos eles!
    Beijos amigos
    Graça

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  7. O poeta Agostinho com seu belo acróstico mensal que encanta a todos.
    Parabéns pelo "Outubro "
    um grande abraço

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  8. Bom outubro.

    Prazer, ΛмeвΛ!

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  9. Mais um acróstico, sempre com o rigor a que nos habituou.

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  10. Um grande Poeta o teu Pai, gosto muito de ler sempre o que ele escreve, mas também já tinha saudades de ler o comentário da nossa amiga Anónima. Bjs

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