"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm autoridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos.Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidade e por interesses, por espelaculações e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"
Eça de Queiroz (in " O distrito de Évora" (1867)
Foto minha
Homenagem merecida ao meu escritor favorito, português.
ResponderEliminarBeijos.
... e tudo continnua tal qual ele descreveu! inacreditável!
ResponderEliminarnão só no seu país, pelo mundo afora.
o poder corrompe.
um abraço mlisa
Ser humano não muda.Assim como foi ontem...
ResponderEliminarAbraço
Amiga Elisa.
ResponderEliminarEça de Queirós deveria estar a pensar nos tempos que actualmente temos por companhia.Penso minha amiga que o compadrio,a falta de apetência para o cargo de político se está a degradar,fico muito triste e penso nos meus netos e no país que os espera amanhã.
Beijinho fica bem
Boa noite
ResponderEliminarA actualidade do Eça é indiscutível.
Haverá regeneração possível e a possibilidade de aparecimento de uma estirpe melhor do que a actual?
Bjs
Oi querida...
ResponderEliminarÉ incrível, mas tudo está como ele descreveu.Parece que nada realmente mudou.
Parabéns pela escolha do texto...
Tenha uma ótima semana iluminada...
Sempre uma presença
ResponderEliminarincontornável
Tão atual Eça de Queiroz! Tudo quanto escreveu, continua a acontecer...até a forma corrupta de governar este país.
ResponderEliminarUm beijo,
Maria luísa
Voltando pra oferecer o blog inteirinho rsrs é nosso , é seu ok?
ResponderEliminarsempre um prazer compartilhar com voce.
abraços Lisa
Eça de Queiroz... 1867...???
ResponderEliminarO país que temos é o retrato do que somos.E pelo visto, não é de agora.
L.B.
Ando a reler O Mandarim, no iPad (engraçado que estou a ler com as escrita dos anos 80 do século XIX).
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