domingo, fevereiro 15, 2009

Nasceu há 445 anos




A 15 de Fevereiro de 1564, nasceu Galileu Galilei, matemático, astrónomo, físico e filósofo italiano.

As comemorações de Galileu Galilei começaram em Janeiro do corrente ano, com o lançamento do Ano Internacional da Astronomia, que marca os 400 anos da primeira observação astronómica da Lua, realizada por Galileu Galilei.

A data foi aproveitada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou 2009 o “Ano Internacional da Astronomia” ,para relembrar ao mundo a importância da Astronomia para o desenvolvimento das Ciências.



(Pesquisa:internet)

(fotos:internet)

sábado, fevereiro 14, 2009

Poema para o Dia dos Namorados


O LENÇO DOS NAMORADOS

(ponto-de-vista d’ ELA)
Num jardim, com perfume de alfazemas,
ouvia, declamando seus poemas,
um secreto poeta que eu não via.
Um lenço de pedidos me cobria
os olhos. O poeta me vendara
com tal destreza que eu jamais pensara
acontecesse assim em minha vida.
Sua atitude achei muito atrevida,
mas eu senti-lhe o gosto da paixão...
O lenço derreteu-me o coração
e o beijo que nos lábios recebi
me fez chegar aos lábios que não vi.
Ao perceber, então, que o aceitava
esse poeta me fez de sua escrava,
levou-me a passear por entre as flores
e, louca de paixão, lhes vi as cores,
senti perfumes que jamais sentira...
E o poeta tocava sua lira,
levando a cabra-cega ao paraíso...
Tirou-me o lenço, dei-lhe meu sorriso
e naveguei nas asas da poesia.
Dia dos Namorados... belo dia!
Jo®ge
O LENÇO DOS NAMORADOS

(ponto-de-vista d’ ELE)
Quero apanhar-te um dia de surpresa,
talvez num bosque de real beleza
e cobrirei teus olhos sem me veres.
Tu sentirás perfumes de prazeres
com as intenções que têm os namorados,
e ficarás com os olhos teus vendados
por lenço perfumado dos pedidos.
Hás de sentir vibrar os teus sentidos
nos beijos que darei sempre calado.
Num banco, sentadinha do meu lado,
sentirás nas delícias do algodão
o calor do meu louco coração.
Tu sorrirás, eu sei... serei gentil
nesse momento de paixão subtil.
Toda a conquista partirá de mim,
porque uma flor se colhe é no jardim.
Enfim, meus versos te declamarei.
Serás rainha e serei teu rei
no doce encanto de amorosa lenda,
pelo teu sim, removerei a venda
e, enamorados, cheios de poesia,
nos amaremos, sendo... o nosso dia!
Jo®ge

História do Dia dos Namorados


Segundo a versão mais conhecida, a comemoração teve origem na Roma antiga, no século III.

O padre Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras, acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.

Além de continuar a celebrar casamentos, Valentim casou-se secretamente, apesar da proibição do imperador. Recusando-se a renunciar ao Cristianismo, Valentim foi condenado à morte. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, apaixonou-se pela filha, cega, de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão.

Antes de partir, Valentim escreveu-lhe uma mensagem de adeus, na qual assinava como “Seu Namorado”.

Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de Fevereiro - também marca a véspera das lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa do matrimónio) e de Pã (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.

Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como o encontro dos Namorados. A data foi adoptada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o Valantine´s Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de Fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta da amada.

(Pesquisa:internet)
(Foto:internet)

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Momento de Poesia


AMAR...

Amar é um verbo praticado do substantivo Amor...

Amar não pode ser medido em Matemática...

Amar não pode ser explicado em Filosofia...

Amar não pode ser traçado em História...

Amar é simplesmente quando te olho nos olhos e os meus brilham...

Quando estou em teus braços e meu coração dispara...


Quando ganho um beijo teu e o mundo pára naquele instante...

É quando estou perto de Ti e não quero mais ficar longe...

AMAR é simplesmente AMAR!

Por isso, digo-te:

AMO-TE !!!

(Patrick W. O. Lima )
(Foto:internet)

Luís Represas volta aos grandes concertos


Autor, compositor e intérprete, Luís Represas está de volta aos grandes espectáculos. No passado dia 8 actuou no coliseu do Porto. Hoje sobe ao palco do Campo Pequeno, em Lisboa.

Os concertos têm como base o seu último trabalho intitulado “Olhos Nos Olhos”, não esquecendo também alguns temas incontornáveis do seu vasto repertório.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Porto Antigo

Viajando no tempo, apreciem a beleza histórica da cidade do Porto de então e, se a visitarem ,comparem-na com a degradação com que hoje se depara.




Porto Sentido

Quem vem e atravessa o rio,
junto à serra do Pilar,
vê um velho casario
que se estende até ao mar.

Quem te vê ao vir da Ponte
és cascata Sanjoanina
erigida sobre um monte,
no meio da neblina,
por ruelas e calçadas,
da Ribeira até à Foz,
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

Esse teu ar grave e sério
dum rosto de cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria.

Ver-te assim abandonado
nesse timbre pardacento,
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento…
e é sempre a primeira vez,
em cada regresso a casa,
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa.

(Carlos Tê)

(Fotos:recebidas por e-mail)
(Vídeo meu)

terça-feira, fevereiro 10, 2009

História dos Lenços dos Namorados

Os lenços dos namorados existem em todo o país, com maior incidência no Minho. Apresentam-se como a mais pura forma poética e artística utilizada pelas moças do Minho, em idade de casar.

Supõe-se que a origem dos “lenços dos namorados”, também conhecidos como “lenços dos pedidos”, esteja nos lenços senhoris dos séculos XVII e XVIII, e que foram adoptados e adaptados pelas mulheres do povo, com o fim de conquistar o seu namorado.

A moça, quando estava próximo da idade de casar, fazia o seu lenço bordado a ponto de cruz, num pano de linho fino ou de um lenço de algodão.

Era bordado com as simbologias que irrompiam da sua imaginação. Neste trabalho eram valorizados sentimentos humanos como a fidelidade, dedicação, amor…

Eram semanas ou meses de trabalho na elaboração de um lenço que poderia firmar ou não o início de um namoro.

Depois de bordado, o lenço ia ter às mãos do” namorado” ou “conversado” e conforme a atitude deste de o usar publicamente ou não, decidia-se o início do namoro.

Inseri algumas fotos dos lenços.



















(Pesquisa:internet)
(Fotos:internet)

Entrega dos Grammy's 2008

No passado dia 8, ocorreu a cerimónia da entrega dos Grammy's, os "Óscares" da música, no Staples Center, em Los Angeles.

De entre os vencedores, destaco o prémio "Música do Ano", atribuído aos Coldplay com a canção "Viva La Vida".

Considero-a uma canção alegre, da qual gosto bastante.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Centenário de nascimento...

Carmen Miranda, nasceu a 9 de Fevereiro de 1909 em Marco de Canaveses, Portugal.
Foi para o Brasil apenas com 10 meses de idade.

Foi uma cantora e actriz luso-brasileira. A sua carreira transcorreu no Brasil e nos Estados Unidos.
Fez carreira na rádio, teatro de revista, cinema e televisão.
O seu estilo era uma envolvente mistura de graça e” ingénua “malícia.


Inseri vídeo de uma das suas canções de que gosto.

domingo, fevereiro 08, 2009

Continuando com poesia...



Se tu viesses ver-me…

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesse toda nos teus braços…

Quando me lembra: esse sabor que tinha,
A tua boca…e o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte…os teus abraços…
Os teus beijos…a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

(Florbela Espanca)
(Foto:internet)

sábado, fevereiro 07, 2009

Momento de Poesia


O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...


Álvaro de Campos
(Fernando Pessoa)
(Foto:internet)

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1608


Padre António Vieira: A arte no púlpito

A obra de Vieira anda como poucas estreitamente ligada ao seu tempo e à vida.

Padre António Vieira, destacou-se pela sua luta na libertação dos índios da escravização na Amazónia, pela libertação dos judeus e cristão novos das garras da Inquisição e pela criação de um Quinto Império Universal.

Escreveu mais de quinhentas cartas e cerca de duzentos sermões. Destaco “O Sermão de Santo António aos Peixes”, pregado em S. Luis do Maranhão em 17 de Junho de 1654, pela sua imaginação e poder satírico notáveis.
(foto:internet)

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Só mesmo vinda de uma criança...



Definição de AvóArtigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo. Uma delícia!
“Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem 'Despacha-te!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.

Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão”

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Recordando


Almeida Garrett, escritor, dramaturgo, poeta, orador, político, nasceu no Porto a 4 de Fevereiro de 17799, há 210 anos.

Impulsionador do teatro em Portugal, foi uma das maiores figuras do romantismo, sendo o seu poema “Camões” a primeira obra romântica em português.
Editou a sua primeira obra “O Retrato de Vénus”, em 1821.

Da sua imensa obra, destaco algumas das mais conhecidas.

· “O Alfageme de Santarém”
· “Frei Luís de Sousa”
· “Flores sem Fruto”
· “Viagens na Minha Terra”
· “Folhas Caídas”


Inseri um poema de que gosto.
Os Cinco Sentidos

São belas-bem o sei, essas estrelas,
Mil cores- divinais têm essas flores;
Mas eu não tenho, amor, olhos para elas:
Em toda a natureza
Não vejo outra beleza
Senão-a ti- a ti!

Divina- ai! Sim, será a voz que afina
Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.
Será; mas eu do rouxinol que trina
Não oiço a melodia,
Nem sinto a harmonia
Senão- a ti- a ti!

Respira- n’aura que entre as flores gira,
Celeste- insenso de perfume agreste,
Sei…não sinto: minha alma não aspira,
Não percebe, não toma
Senão o doce aroma
Que vem de ti -de ti!

Formosos- são os pomos saborosos,
É um mimo- de néctar e racimo:
E eu tenho fome e sede…sequiosos,
Famintos meus desejos
Estão- mas é de beijos,
É só de ti- de ti!

Macia- deve a relva luzidia
Do leito- ser por certo em que me deito.
Mas quem, ao pé de ti, quem poderia
Sentir outras carícias,
Tocar noutras delícias
Senão- em ti!- em ti!

A ti! ai, a ti só os meus sentidos
Todos num confundidos
Sentem, ouvem, respiram;
Em ti, por ti deliram.
Em ti a minha sorte,
A minha vida em ti;
E quando venha a morte,
Será morrer por ti.
Almeida Garrett in “ Folhas Caídas”
Foto:internet)

terça-feira, fevereiro 03, 2009

A " Turma da Mónica Jovem "



A versão adolescente em estilo mangá (palavra usada para designar história aos quadradinhos, feita no estilo japonês), de Mónica, Magali, Cebolinha e Cascão, o êxito mais recente de Maurício de Sousa, já está disponível em Portugal.

O autor quis chegar ao público adolescente. Assim, os heróis da turma rondam os 15/16 anos e sofreram algumas mudanças, como as poses sensuais de Mónica e Magali (que continua a comer muito, mas de forma equilibrada), Cebolinha, agora “Cebola”- que troca os “rr” pelos “ll” (quando está nervoso) e Cascão que já toma banho.

Esta colecção terá os desenhos a preto e branco e abordará temas importantes para os jovens numa perspectiva educativa e didáctica.

Pesquisa: internet
Foto: internet

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Janelas de Lisboa





Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quarta entra a esperança
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho
que as vigias são redondas.
E o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humidade,
e o silêncio, e a surpresa,
e o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio
a que se chama poesia.
E a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade,
e o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo,
todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.

Com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.

(António Gedeão)

(Fotos:recebidas por e-mail)

(vídeo meu)

domingo, fevereiro 01, 2009

Um dia de domingo...

Origem do mês de Fevereiro


O nome deste mês provém do latim Februarius que deriva, por sua vez, das festas que os romanos celebravam em honra de Juno ou Februa, deusa das purificações. Durante essas festas era costume imolarem-se animais em sacrifícios expiatórios.

Era também neste mês que os romanos homenageavam Pan, o protector dos campos, dos rebanhos em geral e sobretudo dos pastores, bem como outros deuses – como era o caso de Termino ou Termo, divindade tutelar dos marcos e balizas dos campos.

Não existindo no primitivo calendário, só nele veio a ser introduzido com a reforma de Numa Pompílio, segundo rei de Roma.

Fevereiro era simbolizado por uma figura vestida de azul com uma ave aquática na mão e um vaso transbordante de água na cabeça.


(Pesquisa: internet)
(imagem:internet)

sábado, janeiro 31, 2009

Morreu há 20 anos



Fernando Namora, escritor, poeta, médico, morreu há 20 anos a 31 de Janeiro de 1989.
Estreou-se com “Relevos” (1938), livro de poesia.


Será homenageado, hoje, no auditório da Ordem dos Médicos, em Lisboa, onde serão lidos textos da sua obra “Retalhos da Vida de um Médico”.
Amanhã, será exibido no cinema S. Jorge o filme baseado na sua obra “Domingo à Tarde”, realizado por António Macedo.


Poema de Amor


Se te pedirem, amor, se te pedirem
que contes a velha história
da nau que partiu
e se perdeu,
não contes, amor, não contes
que o mar és tu
e a nau sou eu.

E se pedirem, amor, e se pedirem
que contes a velha fábula
do lobo que matou o cordeiro
e lhe roeu as entranhas,
não contes, amor, não contes
que o lobo é a minha carne
e o cordeiro a minha estrela
que sempre tu conheceste
e te guiou — mal ou bem.

Depois, sabes, estou enjoado
desta farsa.
Histórias, fábulas, amores
tudo me corre os ouvidos
a fugir.

Sou o guerreiro sem forças
para erguer a sua espada ,
sou o piloto do barco
que a tempestade afundou.

Não contes, amor, não contes
que eu tenho a alma sem luz.

...Quero-me só, a sofrer e arrastar
a minha cruz.

Fernando Namora, in”Relevos” (1938)

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Reconhecem Luanda ???

Olhando estas fotografias, nem acredito no que vejo! … mesmo sendo imagens dos arredores (musseques). Luanda transformou-se numa cidade do terceiro mundo…uma lixeira…

…e eu que leccionei durante 6 anos em escolas do “musseque”….


O que fizeram à “minha” LUANDA?!!!
























quarta-feira, janeiro 28, 2009

Faria 93 anos


Vergílio Ferreira, escritor, ensaísta, poeta, professor, nasceu a 28 de Janeiro de 1916.

Foi galardoado em 1992 com o Prémio Camões.
A sua obra “Manhã Submersa”, foi adaptada ao cinema pelo realizador Lauro António.

Inseri uma breve passagem de uma das suas obras “Aparição” e um poema (de que gosto).

“Sento-me aqui nesta sala vazia e relembro. Uma lua quente de Verão entra pela varanda, ilumina uma jarra de flores sobre a mesa. Olho essa jarra, essas flores, e escuto o indício de um rumor de vida, o sinal obscuro de uma memória de origens. No chão da velha casa a água da lua fascina-me. Tento, há quantos anos, vencer a dureza dos dias, das ideias solidificadas, a espessura dos hábitos, que me constrange e tranquiliza…”. “Ah, ter a evidência amarga do milagre que sou, de como infinitamente é necessário que eu esteja vivo, e ver depois, em fulgor, que tenho que morrer.”
Vergílio Ferreira “Aparição"


Que há para lá de sonhar?

Céu baixo, grosso, cinzento
e uma luz vaga pelo ar
chama-me ao gosto de estar
reduzido ao fermento
do que em mim a levedar
é este estranho tormento
de me estar tudo a contento,
em todo o meu pensamento
ser pensar a dormitar:
Mas que há para lá do sonhar?

Vergílio Ferreira, in “Conta-Corrente 1”
Foto:internet

terça-feira, janeiro 27, 2009

Ok! Do you want something simple?


Hoje, há pouco veio-me o título desta música à memória, assim meio do nada.

Esta letra fascina-me pela veracidade do que é proferido, escrito, pensado, sentido.

Do you want something simple? The love,the friends, the sex, the words,the job, the life, the family,the money,the songs,the cloths,the looks
, the fun...

Há uma constante ambiguidade no que muitas vezes pensamos, sentimos e na forma como agimos. Queremos atingir o amor perfeito, encontrar O homem ideal, aquela pessoa com quem temos tudo o que não teríamos com outra pessoa, o êxtase da paixão, a cumplicidade, a química, a sintonia, o companheirismo.

Não queremos o simples, o banal, o atingível mesmo de sempre, a repetição de todas as histórias do passado, de todas as experiências falhadas...queremos ter a love story improvável, a intensidade desmedida, a relação inabalável, a felicidade indescritível e duradoura, a certeza de um sempre.

Passamos a vida a medir, a quantificar, a comparar com o que já tivemos, com o que poderíamos ter tido e não tivemos, com os «ses» que nos esmagam e nos imobilizam; pensamos e não agimos, agimos sem pensar, pensamos em demasia e vivemos a conta-gotas.

Exigimos a perfeição sem que nós próprios alcancemos essa perfeição, vivemos em harmonia com os nossos defeitos, falhas, mas queremos a antítese no resto, nos namorados que tivemos e nos que ainda iremos ter, nos amigos que temos e nos que já tivemos, na realização profissional pela qual esperamos, mas nem sempre lutamos; nas escolhas que fazemos, mas pelas quais nem sempre damos a cara.

Vivemos na busca constante de um estado zen constante, de um equilíbrio estável entre nós e todas as pessoas que fazem o nosso mundo girar e esquecemo-nos de simplificar o que parece complexo e de viver livres e despidos da nossa própria complexidade.

Joana Pargana
(uma amiga)

Inscrição para uma lareira



A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida…

(Mário Quintana)
(Foto:internet)

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Comemoração



D. Vicente da Câmara, de 80 anos de idade, personagem incontornável da história do fado, comemora hoje e amanhã no Tivoli, em Lisboa, os seus 60 anos de carreira. Tudo começou em 1948, quando ganhou o prémio da Emissora Nacional.

“ A Moda das Tranças Pretas”, foi o seu principal cartão de visitas.





domingo, janeiro 25, 2009

O laço



Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço…uma fita dando voltas? Enrosca-se mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braços. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando…devagarinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah! Então, é assim o amor, a amizade? Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita? Enrosca, segura um pouquinho, mas pode-se desfazer a qualquer momento, deixando livre as duas pontas do laço. Por isso é que se diz: laço afectivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então diz-se: romperam-se os laços. E saem as duas partes iguais, os meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor é isso…não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca uma vez que, quando vira nó, já deixou de ser laço.

(Autor desconhecido)
(Foto:internet)

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Continuando com poesia...


Escalar-te lábio a lábio

Escalar-te lábio a lábio
percorrer-te: eis a cintura
o lume breve entre as nádegas
e o ventre, o peito, o dorso
descer aos flancos, enterrar
os olhos na pedra fresca
dos teus olhos,
entregar-me poro a poro
ao furor da tua boca,
esquecer a mão errante
na festa ou na fresta
aberta à doce penetração
das águas duras,
respirar como quem tropeça
no escuro, gritar
às portas da alegria,
da solidão.
Porque é terrível
subir assim às hastes da loucura,
do fogo descer à neve.
Abandonar-me agora
nas ervas ao orvalho-
a glande leve.

Eugénio de Andrade
(Foto:internet)

quarta-feira, janeiro 21, 2009

47-º aniversário da morte de João Villaret

O actor e declamador João villaret morreu a 21 de Janeiro de 1961, em Lisboa, aos 48 anos de idade.

Contribuiu para a divulgação da poesia e de poetas como Fernando Pessoa , José Régio, entre outros.

Ouçam -no numa das suas declamações.

142 anos depois continua actual...


terça-feira, janeiro 20, 2009

Momento de Poesia


A escola e os ovos

Não tinha leite nem ovos
A escola onde aprendi
Tinha antes palmatórias
E os “safanões” que sofri

Tem agora boa cantina
Mas ausência de valores
Com muita indisciplina
E agressões a professores

A política chegou à escola
E agora muito mais
Conta é o lugar político
Não os alunos e pais

O que será deste país
Quando os homens do poder
Forem os alunos de agora?
Não é difícil prever…

(António Faria)
S. Mamede de Infesta

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Recordar os "Sitiados"


Morreu ontem, dia 18, em Lisboa, o músico José Aguardela, vocalista, líder e fundador dos "Sitiados".


A sua canção "Vida de Marinheiro", foi por mim coreografada para uma festa, de final de ano lectivo, em 1996.

2-º ano/1996 (escola Conde S. Bento/ Santo Tirso)

2-ºano/1996 (escola Conde S.Bento/Santo Tirso)

Efeméride

Eugénio de Andrade (pseudónimo de José Fontinhas), nasceu há 86 anos, a 19 de Janeiro de 1923.
A sua obra poética é sobretudo lírica, sendo a musicalidade um dos seus aspectos mais marcantes.
.Entre os seus lábios

Entre os seus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o polén do fogo
se junta à nascente,
alartra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
(Foto:internet)

domingo, janeiro 18, 2009

Ser negro (velho) em África





"Ser-se velho em África é um privilégio. Cada velho que morre, cada velho que nos deixa, é uma biblioteca que arde.

Tem que ver com o respeito pela experiência e com a tradição oral."

(escritor e narrador africano)

"Hampeta Ba"

ShareThis