quarta-feira, junho 10, 2009
10 de Junho/Dia de Portugal
Luís de Camões morreu a 10 deJunho de 1580.
Por isso se celebra nesta data o Dia de Portugal, chamado oficialmente” Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”.
Há alguns anos, o 10 de Junho também era chamado o «Dia da Raça», «Raça» lusitana, ou seja, todos os que são portugueses, tanto os que estão em Portugal como os espalhados pelo mundo!
Os nossos símbolos
A Bandeira Nacional
O Hino Nacional
Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa, in "Mensagem"
terça-feira, junho 09, 2009
Momento de Poesia...com Paula Raposo

Olhas-me
Gosto quando me olhas
sorrindo
sem nada dizeres,
tocando o meu corpo
e procurando o meu beijo.
Gosto desse teu sorriso
que eu saberia reconhecer
em qualquer lugar,
no meio de todos os outros
sorrisos
que não distingo.
Gosto quando me olhas
e os teus olhos
também me falam de paixão.
Paula raposo
Foto:internet
segunda-feira, junho 08, 2009
Vida e cor na Primavera !
São uma beleza para ser voada, uma sinfonia da natureza, o encanto para qualquer olhar sedento de liberdade.
Fotos:recebidas por e-mail
Vídeo:meu
domingo, junho 07, 2009
Entre aspas

“ O que importa é não nos esquecermos durante quatro anos que os deputados portugueses estão lá. Pagos por nós. A representar-nos. E é nosso dever chateá-los. E espremê-los. E pô-los a dançar a nossa música. Que nem bailarinos.”
Miguel Esteves Cardoso
Cronista
Público
sábado, junho 06, 2009
Sabedoria Popular
de JunhoChovam trinta Maios e não chova em Junho.
Chuva de Junho, peçonha do mundo..
Feno alto ou baixo, em Junho é cegado.
Junho calmoso, ano formoso.
Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
Junho, dorme-se sobre o punho.
Junho, foice em punho.
Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente.
Sol de Junho, madruga muito.
Ande o Verão por onde andar pelo S. João cá vem parar.
Chuva pelo S. João bebe o vinho e come o pão.
Galinhas pelo S. João no Natal ovos dão.
Guarda pão para Maio, lenha para Abril e o melhor tição para o S. João
Junho chuvoso, ano perigoso.
Junho quente, Julho ardente.
Lavra pelo S. João e terás palha e pão.
Pelo S. João a sardinha pinga no pão.
Pelo S. João deve o milho cobrir o chão.
Quem em Junho não descansa enche a bolsa e farta a pança.
Quando o vento ronda o mar na noite de S. João, não há Verão.
sexta-feira, junho 05, 2009
Momento de Poesia

QUEM SERÁ?
Quem será? Quem será? Quem será?
Que te beija a boca e te deixa louca e te faz sonhar?
Quem será? Quem será? Quem será?
Que toca o seu corpo e que fica morto de tanto te amar?
Quem será o dono desse amor
Que viaja no seu pensamento
Que te arrepia a pele e mexe por dentro
Quem será o dono do seu sentimento?
E eu aqui a ponto de enlouquecer
Querendo saber de você
Eu não aceito te perder
E eu aqui morrendo, mordido por dentro
Querendo uma chance, um momento
Preciso dizer que te amo
Beatriz Kauffmann’s Web Site
Imagem:internet
quinta-feira, junho 04, 2009
Jorge Palma, nasceu a 4 de Junho de 1950
Como alguém um dia disse, "em Jorge Palma sobressai a capacidade de redescobrir a música, de criar uma forma atraente, de exibir sentimentos, explorar emoções, e cativar sempre mais gente, a acompanhar a sua solidão junto ao piano, num misto de querer estar só, mas com todos os outros".
Da sua discografia saliento do álbum “Voo Nocturno” a canção “Encosta-te a Mim”.
Apesar de ser uma das mais comerciais, tem um poema lindo!
Gosto dela!
Ouçam-na e leiam o poema!
Encosta-te a Mim
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos.
Encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar.
Encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegada da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver, em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes.
Vizinha de mim,
deixa ser meu o teu quintal,
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como foi.
Eu venho do nada
porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz.
Enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada,
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo, e o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar,
mas quero-te bem.
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Quero-te bem.
Encosta-te a mim.
quarta-feira, junho 03, 2009
Diz-me onde moras... (por Miguel Esteves Cardoso)

"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada.
Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com PIDE e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos.
O tamanho e a arquitectura da casa não interessam.
Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja… ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)
Ao ler os nomes de alguns sítios – Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?"
Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.
Verá que não é bem atendido.
(...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹, (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).
¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!! "
(Miguel Esteves Cardoso)
terça-feira, junho 02, 2009
Opinião

No entanto, segundo a sua declaração de rendimentos de 2006, sabe-se que o Dr. Vítor Constâncio ganha pouco mais de 23 mil euros por mês (o presidente da Reserva Federal ganha 15 mil). É certo que o Dr. Vitor Constâncio tem direito a carro de alta cilindrada e motorista pagos pelos contribuintes, taxas de juro bonificadas e reforma ao fim de 5 anos, mas que é isso para um licenciado pelo ISCEF e ex-secretário-geral do PS? Por isso, mais louvável ainda é o desprendimento e apego à causa pública com que o Dr. Vítor Constâncio e seus pares dolorosamente aceitaram prescindir este ano do aumento de 5% (mais 14 mil euros anuais) que chegou a ser anunciado. Deus lhes pague.
Jn 01/06/2009
segunda-feira, junho 01, 2009
Dia Mundial da Criança
A origem do nome do mês de Junho

Na Grécia era festejado Júpiter Olímpico, mês de festas e jogos que teriam sido iniciados por Hércules. Entre nós é o mês dos santos populares, das fogueiras e das canções invocando os seus milagres.
sábado, maio 30, 2009
sexta-feira, maio 29, 2009
Elogio ao Amor (Miguel Esteves Cardoso)

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível.A culpa é minha.
Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém.
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso – Expresso
Imagem:internet
quinta-feira, maio 28, 2009
Wolfgang Amadeus Mozart faleceu ,em Salzburgo ,a 28 de Janeiro de 1787 .
Foi um dos maiores compositores de música erudita de todos os tempos.
Começou aos 5 anos a escrever pequenos duetos e composições para piano.
Compôs ao todo 626 obras. 41 sinfonias, centenas de concertos, sonatas, músicas sacras e de câmara, além de 13 óperas.
Entre as de maior destaque estão, “As Bodas de Fígaro”, “Don Giovanni”, “A clemência de Tito” e “A flauta Mágica”.
Apesar de a achar melancólica, é uma das minhas preferidas. (Sonata Piano Concerto n-º 21)
quarta-feira, maio 27, 2009
Pintura de uma amiga
Ofereceu-me, como prenda de anos, esta belíssima tela em acrílico. Já a incentivei a abrir um blog para divulgar a sua arte.
Deixo aqui este” cheirinho”.
O original está muito melhor que a foto.
terça-feira, maio 26, 2009
Miles Davis nasceu a 26 de Maio de 1926
Miles Davis pertenceu a uma classe tradicional de trompetistas de jazz.
Como trompetista ,Davis tinha um som puro e claro.Tinha um registo baixo e minimalista de tocar.
Uma de suas obras-primas foi o álbum "Kind of Blue", de 1959.
Gosto de o ouvir tocar..."Summer Time"
Pesquisa:internet
segunda-feira, maio 25, 2009
Cantiga Romanceada
Rainha Santa Isabel
“Milagre das rosas”
De Isabel de Aragão ouso falar,
misturando a verdade com a lenda.
De Navarra também veio esta prenda.
Seu avô, D. Jaime, ao dela falar,
Isabel, Rainha de Portugal,
em caridade só Deus foi rival.
“a rosa de Aragão” chamar-lhe quis.
Com El-Rei D. Dinis fez casamento
e, colaborando no incremento
do reino, o marido disse: eu quis
Isabel, Rainha de Portugal,
em caridade só Deus foi rival.
que ora fossem aumentados os seus bens.
Com mais rendas surgem albergarias,
conventos e aos pobres...melhorias.
Paz familiar conseguida a bem,
Isabel, Rainha de Portugal,
e em caridade só Deus foi rival.
espalhou a harmonia e o amor
aos carenciados de toda a sorte.
Já Deus a distinguiu antes da morte,
fazendo milagres. Sem desamor,
Isabel, Rainha de Portugal,
em caridade só Deus foi rival.
vendo-a ao povoléu abençoar,
que, rindo, recebia algum pataco,
o Rei inquiriu: porquê tal recato?
Senhor, só o bom povo abençoei,
Isabel, Rainha de Portugal,
em caridade só Deus foi rival.
pois deram-me flores de bom cheirar.
Logo ela abriu o seu casto regaço
e das muitas moedas todo o espaço
lugar deu a rosas p’r Ele cheirar,
Isabel, Rainha de Portugal,
em caridade só Deus foi rival.
serenando a inquietação real.
Mas uma vez mais El-Rei, encontrando
fora D.Isabel e perguntando
o que ia no regaço de real,
Isabel, Rainha de Portugal.
em caridade só Deus foi rival.
se seriam esmolas feitas de pão…
Respondei, minha Esposa e Rainha,
e dizei o que escondeis tão azinha.
Sorri, mas, acariciando os pães,
Isabel, Rainha de Portugal,
em caridade só Deus foi rival.
responde:meu Marido e meu Senhor,
não sentis o fino odor destas rosas
que aqui trago e que são das mais formosas?
Desdobra o regaço e aos pés da Senhor
Isabel, Rainha de Portugal,
em caridade só Deus foi rival.
caem lindas flores. D.Isabel,
morto D. Dinis, tornou-se clarissa.
Foi Rainha da Paz e da Justiça.
Jaz em Coimbra, seu leal donzel.
O Anjo da Paz foi D. Isabel.
A todos fez bem, a ninguém quis mal.
Coimbra, 25 de Maio de 2009
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Vocabulário:
Senhor(substantivo uniforme)=amo, patrão, dona, senhora;
Estrutura da poesia:
cantiga (romanceada), de refrão, atafinda, mozdobre(ou mordobre) e finda, em estrofes de quatro versos decassilábicos(agudos e graves). Rima interpolada(nas estrofes).
Esquema: a b b a C C A c
Esclarecimento:
A rainha D. Isabel de Aragão era filha de D. Pedro III de Aragão e de D. Constança, de Navarra. Era seu avô D. Jaime I, o “Conquistador”.
Imagem:internet
domingo, maio 24, 2009
Amores

Cristina Ferreira
Psicóloga
Notícias Magazine- 24/05/2009
sábado, maio 23, 2009
MEME do Dicionário
1) Pegue o dicionário, de preferência de língua portuguesa, mais próximo que você encontrar...
2) Abra esse dicionário em qualquer página...
3) A primeira palavra que vir, retire-a e digite-a no “Google Imagens“...
4) Faça uma postagem a dizer qual a palavra que foi sorteada...
5) E mostre o primeiro resultado da imagem conseguida, digitando essa palavra.

Palavra: centauro (monstro fabuloso, com corpo de cavalo e busto de homem).
Repasso este desafio a todos os meus seguidores.
Gostava que o levassem.
sexta-feira, maio 22, 2009
Faz hoje 85 anos
Além de ser um dos mais populares cantores da França, é também um dos cantores ,franceses, mais conhecidos no mundo.
Destaquei as canções de que mais gosto.
Ouçam-nas comigo!
quarta-feira, maio 20, 2009
“Torga morria!”

Torga em versão SMS
VIAGM
É o vnto k m lva.
O vnto lusitano.
É st sopro humano
Univrsal
K nfurna a inkietaçao d Portugal.
É sta fúria d loucura msnsa
K td alcança
Sm alcançar.
K vai d céu em céu,
D mar em mar,
Ate nc chgar.
É sta tntaçao d m ncontrar
+ rico d amargura
Nas pausas da avntura
Portugal Profundo
Apreciem o nosso” Portugal Profundo” com características rurais onde o silêncio, o ambiente e o sossego aliados ao acolhimento das suas gentes são motivo para merecer a nossa visita.
Fotos:recebidas por e-mail
terça-feira, maio 19, 2009
Momento de Poesia

EU QUERIA
Eu queria você aqui, agora,
me dando um beijo, me olhando e...
sonhando.
Eu queria você
me beijando no ouvido,
falando baixinho,
me fazendo sonhar...
Eu queria você
me tirando do espaço,
me roubando um suspiro...
Eu queria você
para deitar no seu peito,
despertar o desejo,
esquecer o que é direito...
Eu queria você
para te olhar bem de perto,
te beijar sem censura,
te levar à loucura...
Eu queria você
brigando comigo
se te corto um pouquinho,
ou te chamo a atenção...
Eu queria você
a me morder de mansinho,
me fazer um carinho,
me fazer flutuar...
Eu queria você
para afagar meu cabelo,
descobrir o que penso,
ser um pouco de mim...
Eu queria você
para me deixar contente
quando o mundo parece
desabar sobre mim.
Eu queria você para,
se eu chorar, chorar comigo
e saber o motivo,
ser meu amor e meu maior amigo.
Letícia Thompson
Foto:internet
segunda-feira, maio 18, 2009
Alegria no trabalho
O facto de a directora regional de Educação do Norte escrever com erros de ortografia e sintaxe e se exprimir num tartamudeio vagamente parecido com o Português, ou lá que língua é, não seria notícia no estado de coisas (um "Estado Novo" pois, como diria Pessoa, é um estado de coisas como nunca se viu) a que chegou a Educação em Portugal. domingo, maio 17, 2009
Recebi este mimo!
I give her all my love
That's all I do
And if you saw my love
You'd love her too
I love her
She gives me ev'rything
And tenderly
The kiss my lover brings
She brings to me
And I love her
A love like ours
Could never die
As long as I
Have you near me
Bright are the stars that shine
Dark is the sky
I know this love of mine
Will never die
And I love her
Bright are the stars that shine
Dark is the sky
I know this love of mine
Will never die
And I love her
Sandro Botticelli morreu a 17 de Maio de 1510
Foi um dos mais importantes artistas italianos do Renascimento Cultural.
Desde jovem, dedicou-se à pintura mostrando grande talento para as artes. Nas suas obras seguiu temáticas religiosas e mitológicas.
Este importante artista resgatou, de forma brilhante, vários aspectos culturais e artísticos das civilizações grega e romana.
Fez retratos de pessoas famosas, da época.
As pinturas de Botticelli são marcadas por um forte realismo, movimentos suaves e cores vivas.
Da sua vasta obra destaca-se “O Nascimento de Vénus” e “A Primavera”. Nestas obras, observamos a valorização das forças da natureza, o realismo e o resgate da mitologia romana.
Inseri vídeo com algumas obras do pintor.
Apreciem!
Pesquisa:internet
Fotos:internet
quinta-feira, maio 14, 2009
Quem diz que a amizade virtual, não pode ser real?!
Aconteceu!
Houve desde o início uma empatia entre nós, a Carla do blog “cor-e- vontade” e eu.
Depois de alguns meses de troca de comentários (bem divertidos e instrutivos), surgiu a oportunidade de nos conhecermos,”ao vivo e a cores”!!!
Fazíamos uma ideia uma da outra, acho eu!, pois tínhamo-nos “espreitado” numas fotos ,lá pelos nossos “cantinhos”.
Encontro combinado e marcado:
Colombo, porta do “Gato Preto”!
Cheguei primeiro. Olhei, olhei…e, pouco depois, alegre e rindo, a Carla apareceu!
Seguiram-se os beijos da praxe e a Carla perguntou-me se eu me importava que a Maria do “Fios de Alfazema” viesse ter connosco.
Assim, o encontro a duas foi a três.
Foi giríssimo!
Podem calcular!...
Falámos, falámos horas a fio, ou não fossemos mulheres…
Vejam a foto e adivinhem:
Quem é Quem”?
Para abrilhantar o post do nosso “encontro”, a Carla sugeriu que inserisse um poema.
Escolhi este, de que gosto .
Um dia o amor
virou-se para a amizade e disse:
para que existes tu,
se já existo eu?
A amizade respondeu:
- para repor um sorriso,
onde deixaste uma lágrima.
(autor desconhecido)
A Carla presenteou-me com este “mimo”(uma telha pintada à mão)…uma delícia!...Como sabem, ela é uma “artista”!
Apreciem!
quarta-feira, maio 13, 2009
As mulheres, por Miguel Esteves Cardoso...

Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Isto não é conversa de engate. É a verdade. E é bonita.
Foto:internet
terça-feira, maio 12, 2009
Manuel Alegre , poeta e político português faz hoje 73 anos.

Após 1974 foi governante e deputado socialista.
A sua poesia combina a intenção política com uma dimensão lírica influenciada pela poesia trovadoresca e quinhentista.Para além do tom épico, tem também grande musicalidade, o que faz com que seja muito cantado.
Recebeu numerosos prémios literários entre eles o Prémio Pessoa em 1999.
Fonte: Enciclopédia Verbo na Internet
Inseri um poema de que gosto
Coração Polar
Não sei de que cor são os navios
quando naufragam no meio dos teus braços
sei que há um corpo nunca encontrado algures no mar
e que esse corpo vivo é o teu corpo imaterial
a tua promessa nos mastros de todos os veleiros
a ilha perfumada das tuas pernas
o teu ventre de conchas e corais
a gruta onde me esperas
com teus lábios de espuma e de salsugem
os teus naufrágios
e a grande equação do vento e da viagem
onde o acaso floresce com seus espelhos
seus indícios de rosa e descoberta.
Não sei de que cor é essa linha
onde se cruza a lua e a mastreação
mas sei que em cada rua há uma esquina
uma abertura entre a rotina e a maravilha .
há uma hora de fogo para o azul
a hora em que te encontro e não te encontro
há um ângulo ao contrário
uma geometria mágica onde tudo pode ser possível
há um mar imaginário aberto em cada página
não me venham dizer que nunca mais
as rotas nascem do desejo
e eu quero o cruzeiro do sul das tuas mãos
quero o teu nome escrito nas marés
nesta cidade onde no sítio mais absurdo
num sentido proibido ou num semáforo
todos os poentes me dizem quem tu és.
Manuel Alegre in" Poemas de Amor"
segunda-feira, maio 11, 2009
Salvador Dalí, nasceu a 11 de Maio de 1904
Desde a infância, Dalí demonstrou interesse pelas artes plásticas. Em 1921, entrou para a Escola de Belas Artes em Madrid.
Conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel, Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca.Em 1929, foi para Paris e conheceu Pablo Picasso, artista que muito influenciou a sua obra artística. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo.
A década de 1930 foi um período de grande produção artística de Dali. Nesta fase, o artista representava imagens do quotidiano de uma forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho também marcaram o estilo artístico de Dali.
Os trabalhos psicológicos de Freud influenciaram muito o artista, neste período. É desta fase uma das suas obras mais conhecida, “A persistência da Memória”, que mostra um relógio derretendo.
Em 1939, foi expulso do movimento surrealista por motivos políticos.
Em 1960, Dali colocou em prática um grande projecto: o Teatro-Museu Gala Salvador Dali, na sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras.
A Persistência da Memória
Não sendo dos meus pintores predilectos, inseri vídeo, para que possam apreciar a sua arte.
Pesquisa:internet
sexta-feira, maio 08, 2009
A 08/05/1903 morreu Paul Gauguin
Embora Gauguin tenha ficado conhecido como um pintor pós-impressionista,os seus estudos de arte começaram com o pintor impressionista Camile Pissarro.
O período posterior a 1880 regista uma mudança radical na pintura do artista, que o conduziu aos estágios primordiais do pré-impressionismo.
Guaguin desenvolveu a técnica do "sintetismo", um estilo de representação simbólica da natureza onde são utilizadas formas simplificadas e grandes campos de cores vivas chapadas.
Depois de uma breve colaboração com Van Gogh e Cézanne, Gauguin mudou-se para a Polinésia.
Lá, trabalhou incessantemente, inspirado pelos temas regionais das florestas do Taiti que o cercavam.
A sua tela, mais famosa, "De Onde Viemos? O Que Somos? Para Onde Vamos?", foi pintada nessa época e é a maior e mais clara expressão do "sintetismo" de Gauguin.
Infelizmente, Gauguin só foi reconhecido como um pintor de grande importância após a sua morte, em 1903.

De Onde Viemos?O Que Somos?Para Onde Vamos?
Inseri vídeo com algumas das suas obras.
Apreciem! Vale a pena!
Pesquisa:internet
quinta-feira, maio 07, 2009
Sabedoria Popular
Boa cepa, Maio a deita.
Chovam trinta Maios e não chova em Junho.
Em Maio queima-se a cereja ao borralho.
Em princípio de Maio, corre o Lobo e o Veado.
Fiandeira não ficaste, pois em Maio não fiaste.
Guarda o melhor saio para Maio.
Maio couveiro não é vinhateiro.
Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente.
Maio hortelão, muita palha e pouco grão.
Maio pardo e ventoso faz o ano formoso.
Quando Maio chegar, quem não arou tem de arar.
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
Quem em Maio não merenda, aos finados se encomenda.
Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
quarta-feira, maio 06, 2009
Apeteceu-me...Recordar!!!
Ainda aguento! E vocês?...
terça-feira, maio 05, 2009
Voltei ao baú!!!
Tirei de lá outra toalha em croché (linha fina). Diferente da anterior, mas também linda e delicada.
Claro! Sou suspeita!
segunda-feira, maio 04, 2009
Momento de Poesia

EU QUERIA TRAZER-TE UNS VERSOS MUITO LINDOS
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!
Mario Quintana
domingo, maio 03, 2009
Dia da Mãe

Resumo da História do Dia da Mãe
O dia da Mãe começou a celebrar-se em 1914.Anna Javis, uma órfã norte-americana empreendeu uma campanha com esse fim e o dia foi decretado oficial no ano seguinte, em Maio.
Oferecia-se às Mães uma flor branca se a Mãe tivesse falecido, colorida no caso de ser viva.
Em Portugal, o dia da Mãe foi decretado oficial em 1936, celebrando-se a 8 de Dezembro. Actualmente festeja-se no primeiro Domingo de Maio.
Para uma informação mais detalhada leiam aqui
Dedico este poema a todas as mães do mundo, especialmente à minha.
Para sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummont de Andrade ( Antologia Poética)
Apesar de triste, inseri esta bela canção que igualmente a dedico a todas as mães ausentes e presentes.
Imagem:internet
sábado, maio 02, 2009
Maio/ mês das Flores
Encantem-se!
Fotos:recebidas por e-mail
Víseo:meu
sexta-feira, maio 01, 2009
Origem do mês de Maio

O nome do mês de Maio terá tido origem em Maia, mãe de Mercúrio, e a ele está ligado o costume de enfeitar as janelas com flores amarelas (as maias). Este costume ainda se mantém em várias regiões do país: era neste mês que se realizava a festa em honra de Flora – os jogos florais - ,sendo coroadas com flores as mulheres que se destacassem nos jogos.
Maio era representado por um jovem vestido de branco e verde, com uma grinalda de rosas na cabeça e, eventualmente, com uma lira numa das mãos e um rouxinol na outra.

Maias
Imagens:internet
Pesquisa:internet






