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sexta-feira, novembro 27, 2009
Desafio
Aqui fica:
1 - Quatro filmes que assisto, sempre que passam:
Gosto imenso de cinema, embora já tenha visto mais.
- A Escolha de Sofia
- A Vida é Bela
- As palavras que nunca te direi
- O Pianista
2 - Quatro lugares onde já morei:
-Nasci em Cortegaça (vivi lá 2 anos).
-Macau( tenho poucas recordações).
-Luanda (os melhores anos/eterna saudade).
-Coimbra (recordações inesquecíveis).
Gostava de voltar a morar junto ao mar (sinto a sua falta).
3 - Quatro programas de televisão que gosto de ver:
Vejo pouca televisão.
-Telejornais
-O Eixo do Mal
-Plano Inclinado (recentemente)
-Alguns programas de música e dança
4 - Quatro pessoas que me mandam e-mails regularmente:
-Joana Louçã
-Isabel Louçã
-Teresa Fardilha
-Waléria Lima
5 - Quatro coisas que faço todos os dias (s/falta):
Coloquei mais uma
- Tomar café
-Ler o jornal
- Sentar-me e pensar (não dispenso estes momentos)
-Navegar na net (um vício)
-Telefonar à minha filha e meus pais
6 - Quatro comidas favoritas:-Peixe grelhado
-Arroz de polvo
-Frutos tropicais
-Bolo de chocolate
7 - Quatro lugares que gostaria de ir (ou estar):
-Índia
-Tibete
-Patagónia
quinta-feira, novembro 26, 2009
A 26 de Novembro de 2006 morreu Mário Cesáriny, escritor e pintor português

Poema
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
Foto:internet
quarta-feira, novembro 25, 2009
Nasceu há 164 anos

Política de Interesse
Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.
Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora (1867)
segunda-feira, novembro 23, 2009
Momento de Poesia
Há pétalas a celebrarem sozinhas
a linguagem do amor
o cheiro da terra molhada
quando sobre o jardim cai Novembro
a humidade que nos abraça
o lusco-fusco precoce da mudança da hora
o crepúsculo já frio da tarde
pede o calor da lareira um interior
que aconchegue e sorva
o sabor do chá então servido.
todo o tempo do mundo pode parar
assim que alguém lho peça
mas o maior motivo sabemo-lo
não tem hora marcada nasce cresce mata
sempre que menos se espera
já tive dias horas meses assim
suspenso na vida pelo coração
a maior das ilusões todos os desenganos
mas não importa que interessa
não os trocava por nada
e o que as pétalas desse jardim ensinam
não vem nos livros tem séculos
é um cheiro a suavidade de um toque
tudo o que não falaremos
os movimentos da memória das vidas
o cor de que são pintadas
o a diferença de tom em todas as flores
o beleza eterna de cada
como uma dávida é isso
sim é isso
o que fica por dizer.
Pedro Strecht
Foto: Anazus (Suzana Fardilha)
sábado, novembro 21, 2009
quinta-feira, novembro 19, 2009
terça-feira, novembro 17, 2009
Parabéns ,José Saramago!
segunda-feira, novembro 16, 2009
Para recordar o Dia Nacional do Mar
Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo
sábado, novembro 14, 2009
Um olhar...um rever
sexta-feira, novembro 13, 2009
Li e gostei
" Na vida, existem momentos em que você sente tanto a falta de alguém, que somente realizaria seus sonhos envolvendo esse alguém em seus braços."
Foto minha
quinta-feira, novembro 12, 2009
Um olhar
quarta-feira, novembro 11, 2009
Dossier de Recordações/ Dia de S. Martinho
terça-feira, novembro 10, 2009
Momento de Poesia com Paula Raposa
Emoção
Uma carícia
um olhar
e um simples despertar
da emoção.
O gesto meigo
um beijo
e o forte desejo
de voltar.
Um dolente afago
um carinho
é o sol, o mar
e o eterno Amor
ao alcance
de um sonho.
Paula Raposo
Foto minha
segunda-feira, novembro 09, 2009
Um olhar
Verdadeiro néctar dos deuses, fruto eleito desde a antiguidade.
Enfim, já em tempos idos se dizia:
"In vini veritas" (É no vinho que existe a verdade)
Fotos minhas
domingo, novembro 08, 2009
Momento Musical
sábado, novembro 07, 2009
sexta-feira, novembro 06, 2009
Sabedoria Popular
Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
Tudo em Novembro guardado; em casa ou arrecadado.
Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.
Outubro lavrar, Novembro semear, Dezembro nascer.
Cava fundo em Novembro, para plantares em Janeiro.
Se queres pasmar teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo São Martinho.
No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho.
Pelo São Martinho, mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
quinta-feira, novembro 05, 2009
Um país que tresanda

Ora porque não haveriam os criminosos e corruptos nacionais de usufruir também de tão aprazível e condescendente clima penal? O que se vai sabendo da recente operação "Face Oculta" dá uma ideia da quantidade de gente fina (empresários, políticos, gestores públicos…) que tem enriquecido à sombra da estranha (?) inacção de governos e AR no combate à corrupção. Todos os dias se conhecem novos braços do polvo: REN, REFER, CP, EDP, GALP, Estradas de Portugal, Carris, CTT, IDD, EMEF, Portos de Setúbal, Estaleiros de Viana, Lisnave, Portucel, autarquias… O país tresanda de alto a baixo; o problema é que uma barrela não interessa a ninguém.
António Pina
JN- 04/11/2009
Imagem:internet
Subscrevo
quarta-feira, novembro 04, 2009
Trovas (Final)

Será assim?
Que fulvo nascer do Sol!
Oh! Dia com tanta luz!
Meus braços erguidos pus,
saudando o arrebol.
As aves multicolores
aclamavam mais um dia
com o seu canto à porfia.
E agora os meus amores?
Aceitando o que foi dito,
O cuidado em mim assente
resolvi torná-lo ausente
p’ra fugir ao lar maldito.
Mas pensando na “Senhor”,
ficaram no esquecimento
dos aflitos o lamento.
Vou servi-la inda melhor.
Comparação
Na candeia não há luz
se faltar o alimento.
Mas a chama já reluz
se lhe dermos o sustento.
Comigo se passa assim:
a ardência do inferno
amor despertou em mim:
serei Vosso e sempre terno.
Fym (fim) (conclusão)
Prefiro, Senhora, então
receber todo o castigo
d’inferno. Seria em vão
Vosso amor para comigo.
Já Vos dei meu coração,
onde encontrareis abrigo.
Aí nasceu a paixão
que esquece todo o perigo.
Observação:
Trova em oitava rima e verso de arte real, segundo os esquemas abbacddc nas 13 estrofes; ababcbcd na “comparação” e abab no “fym”.
No poema é evidente a influência de Dante, Santilhana e Diogo Brandão. Muitas poesias de Diogo Brandão foram inseridas por Garcia de Resende no seu Cancioneiro Geral.Vocabulário:
Senhor (substantivo uniforme)= amo, patrão, dona, senhora.
Coimbra
Imagem: almadormecida
terça-feira, novembro 03, 2009
Trovas (continuação)
“Quem, neste mundo, amou de mais, terá, no outro, cuidados dobrados”.
Será assim?Cessou toda a berraria,
montão de vultos disformes
em mim seus olhos enormes
fixaram, estando em sangria.
Um deles, chamado Orfeu,
cantor, músico famoso,
todo o animal furioso
com ele sempre viveu,
ergueu-se e assim falou:
estou a penar aqui,
leis divinas transgredi;
p’r inferno mulher voltou.
No mundo amei Euridice,
subjugando-me a Cupido
de paixão sempre munido;
cometi a mor doidice!
Não pode haver de momento
cá e lá apenas folgança.
Aí, bem-aventurança,
aqui, horrível tormento.
O que custa suportar
é recordação havida
da alegria aí vivida
sem esp’rança de voltar.
Se não queres este viver,
tal rumo abandona já.
A quentura é tanto má
que nos faz muito sofrer,
trespassando-nos de frio,
trazendo aos sentenciados,
eternamente penados,
mui doloroso arrepio.
Olha p´raquelas cavernas,
são cheias de atormentados.
Por amores desvairados
as dores são mais internas,
repara: Dido lá vem.
Foi vítima de Cupido,
bom era não ter nascido.
O amor vingou-se também.
Ouve a minha opinião:
se desejas ser feliz,
usa como directriz
guiar-te pela razão.
Obedecer à vontade
dos nossos cinco sentidos
é para sermos ardidos
por toda a eternidade.
D’instantâneo e chorando,
Orfeu meter-se na bruma
talvez pesaroso, em suma,
do seu antigo desmando.
Fui levado donde vim
sem estar de tudo informado.
Fiquei muito baralhado:
que será agora de mim?(continua)
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
segunda-feira, novembro 02, 2009
Trovas
“Quem, neste mundo, amou de mais, terá, no outro, cuidados dobrados”.
Será assim?Era uma noite d’inverno,
do céu a chuva caía,
sibilos da ventania
lembravam gritos d’inferno.
Os males do coração
torturavam minha vida.
Tinha a mente adormecida
ou todo o “eu” em acção?
Ignoram o que aconteceu:
às cavernas fui parar,
Cérbero pôs-se a ladrar,
por sorte a mim não mordeu.
Não ouvi aves canoras,
porém, brados de serpentes;
ouvi choros de inocentes
por suas progenitoras.
Adormecido no antro
o monstro de três goelas,
transpus às apalpadelas
um rio e ouvi longo pranto.
Em vez de rósea manhã
o fogo rompia o escuro;
de enxofre havia um monturo,
donde reinava Satâ.
O que mais me comoveu?
As almas sempre a berrar,
o sofrimento a aumentar
e o fogo nunca cedeu.
Embora atemorizado,
mas num acto de coragem
usei desta linguagem:
porquê tanto condenado?(Continua)
Agostinho Alves Fardilha(o meu pai)
Coimbra
Foto:iupui.edu
domingo, novembro 01, 2009
Origem do nome do mês de Novembro
É o décimo primeiro mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 30 dias.
Novembro deve o seu nome à palavra latina novem (nove), dado que era o nono mês do calendário romano.
Pesquisa internet
sábado, outubro 31, 2009
sexta-feira, outubro 30, 2009
Primeiro e-mail foi enviado há 40 anos.
A primeira mensagem de correio eletrónico entre dois computadores situados em locais distantes foi enviada a 29 de Outubro de 1969, dois meses antes de ter surgido a internet. Hoje mais de 70% dos internautas utilizam com regularidade o correio electrónico como meio de comunicação.
JN-29/10/2009
Foto:JN
Informação completa aqui.
quinta-feira, outubro 29, 2009
Um olhar...um breve rever: Sevilha
quarta-feira, outubro 28, 2009
Explicações de Português…por Miguel Esteves Cardoso

(...) Gosto de sossegar como verbo transitivo. Sossegar só por si não chega. É mais bonito sossegar alguém. Quando se pede “Sossega o meu coração” e se consegue sossegar. Quando se sai, quando se faz um esforço para sossegar alguém. E não é adormecendo ou tranquilizando alguém. E não é adormecendo ou tranquilizando, em jeito de médico a dar um sedativo, que se sossega uma pessoa. É enchendo-lhe a alma de amor, confiança, alegria, esperança e tudo o que mais que é o presente a tornar-se, de repente, futuro. É o futuro que sossega. “Amanhã vamos passear” sossega mais que “Não te preocupes” ou “Deixa lá, que eu trato disso”.
Miguel Esteves Cardoso In “Explicações de Português”
terça-feira, outubro 27, 2009
Um olhar
segunda-feira, outubro 26, 2009
O corpo feminino por Paulo Coelho

Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer que se tem forma de guitarra…está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros- é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheiinhas, femininas. Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fracção de segundo.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquilhagem foi inventada para que as mulheres a usem:
Usem!
Para andar com a cara lavada, basta a nossa. Os cabelos quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas…porque razão as cobrem com calças longas?
Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto.
Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim.
Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
Entendam de uma vez!
Tratem de agradar a nós e não a vocês. Porque, nunca terão uma referência objectiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher.
As jovens são lindas…mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado.
O corpo muda…cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas.
Ou seja, aquela que quando come tem que comer, come com vontade ( a dieta virá em Setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se batoteia e não sofre).
Quando têm que ter intimidade com o parceiro, têm com vontade; quando têm que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas do rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas estrias não lhes tiram a beleza.
São feridas de guerras, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não estiveram anos “em formol” nem em spa…viveram.
A beleza é tudo isto
(Paulo Coelho)
Foto: pos-de-perlimpimpim
sábado, outubro 24, 2009
Momento Musical
Ouçam-na comigo!
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