Foto minha
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Mensagem de Natal
Foto minha
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Momento de Poesia
Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
Fernando Pessoa
Foto minha
terça-feira, dezembro 15, 2009
A pobreza dos outros
O padre que, na infância, nos dava a catequese pregava a pobreza no púlpito mas, fora dele, tinha vinhas e senhorios e dizia-se que pagava as jornas mais avaras da região. Um dia em que apareceu com um carro novo, um Taunus azul escuro, o Américo, filho do taberneiro, pôs-lhe uma inocente questão teológica: porque é que Cristo andava a pé ou de burro e não de automóvel? O padre António ofendeu-se; respondeu que burro era ele, Américo, porque no tempo de Cristo não havia automóveis e que, se houvesse, Cristo teria um carrão. Nesse dia, a catequese foi sobre o pecado da inveja e o Américo teve que prometer que se iria confessar. Ocorreu-me esta história ao ler no DN que o Papa virá a Portugal (três horas de viagem) num avião adaptado para lhe assegurar o máximo conforto. "O espaço ocupado pela 1.ª classe terá um quarto com cama para o Papa, outro para o seu secretário pessoal, uma casa de banho com chuveiro, um salão social e até uma pequena capela". Aprendi a lição do padre António e não duvido que, se no seu tempo houvesse aviões, Cristo também andaria com cama, salão social e capela atrás de si.
Manuel António Pina
JN- 14/12/2009
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Um símbolo de Natal
The winner is!

A história:
Fonte:Tradições de Natal
sábado, dezembro 12, 2009
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Um olhar
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Dossier de Recordações: "Lenda do Pinheirinho de Natal"
Para saudar a chegada do Menino, a oliveira ofereceu azeitonas, a tamareira as suas tâmaras, não tendo o pobre pinheiro nada para oferecer.
No céu, as estrelas, vendo a tristeza do pinheirinho desceram, pousaram nos seus ramos, enfeitando-o.
O pinheirinho ofereceu-as, a Jesus, como presente.Assim nasceu a árvore de Natal.Resumo(colectivo) dos meus alunos (1991)
Imagem:internet
terça-feira, dezembro 08, 2009
Santo Tirso,"Capital do Presépio"
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Um olhar
Acho-a linda, saborosa e sumarenta. O seu tom rosa avermelhado fascina-me.
Prefiro vê-la, como enfeite, numa cesta de fruta ou numa tela.
Uma curiosidade: a romã é símbolo de fertilidade, em Israel sua terra natal.
sábado, dezembro 05, 2009
sexta-feira, dezembro 04, 2009
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Sabedoria Popular
de DezembroDos Santos ao Natal bico de pardal.
Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.
Dezembro frio, calor no estio.
Dia de S. Silvestre (31/12), quem tem carne que lhe preste.
Do Natal à Sta. Luzia, cresce um palmo em cada dia.
Dos Santos ao Natal, é Inverno natural.
Ande o frio por onde andar, há-de vir pelo Natal.
Para que o ano não vá mal, os rios enchem 3 vezes entre S. Mateus e o Natal.
Pelo Natal, neve no monte, água na ponte.
Quem quer bom ervilhal semeia antes do Natal.
Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.
Em Dezembro descansa, em Janeiro trabalha.
Em Dezembro, treme de frio cada membro.
Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.
Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Momento de Poesia com Paula Raposo

Poema Único
Este é o poema mágico da noite
o poema despido e frontal
do canto imaginado dos pássaros
é o poema colorido de paixão
de flores e de gestos precisos.
Este é o poema único
nascente e foz
vivo e persistente
o poema da tua vida
quando nossa.
Este é o poema imortal
da tua voz.
Paula Raposo
Foto:Suzana Fardilha (anazus)
terça-feira, dezembro 01, 2009
Origem do nome do mês de Dezembro

Pesquisa internet
Novo Visual
Uma cor quente, viva e alegre, lembrando o calor humano, as lareiras acesas e festividades do mês.
segunda-feira, novembro 30, 2009
Fernando Pessoa morreu há 174 anos
domingo, novembro 29, 2009
sexta-feira, novembro 27, 2009
Desafio
Aqui fica:
1 - Quatro filmes que assisto, sempre que passam:
Gosto imenso de cinema, embora já tenha visto mais.
- A Escolha de Sofia
- A Vida é Bela
- As palavras que nunca te direi
- O Pianista
2 - Quatro lugares onde já morei:
-Nasci em Cortegaça (vivi lá 2 anos).
-Macau( tenho poucas recordações).
-Luanda (os melhores anos/eterna saudade).
-Coimbra (recordações inesquecíveis).
Gostava de voltar a morar junto ao mar (sinto a sua falta).
3 - Quatro programas de televisão que gosto de ver:
Vejo pouca televisão.
-Telejornais
-O Eixo do Mal
-Plano Inclinado (recentemente)
-Alguns programas de música e dança
4 - Quatro pessoas que me mandam e-mails regularmente:
-Joana Louçã
-Isabel Louçã
-Teresa Fardilha
-Waléria Lima
5 - Quatro coisas que faço todos os dias (s/falta):
Coloquei mais uma
- Tomar café
-Ler o jornal
- Sentar-me e pensar (não dispenso estes momentos)
-Navegar na net (um vício)
-Telefonar à minha filha e meus pais
6 - Quatro comidas favoritas:-Peixe grelhado
-Arroz de polvo
-Frutos tropicais
-Bolo de chocolate
7 - Quatro lugares que gostaria de ir (ou estar):
-Índia
-Tibete
-Patagónia
quinta-feira, novembro 26, 2009
A 26 de Novembro de 2006 morreu Mário Cesáriny, escritor e pintor português

Poema
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
Foto:internet
quarta-feira, novembro 25, 2009
Nasceu há 164 anos

Política de Interesse
Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.
Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora (1867)
segunda-feira, novembro 23, 2009
Momento de Poesia
Há pétalas a celebrarem sozinhas
a linguagem do amor
o cheiro da terra molhada
quando sobre o jardim cai Novembro
a humidade que nos abraça
o lusco-fusco precoce da mudança da hora
o crepúsculo já frio da tarde
pede o calor da lareira um interior
que aconchegue e sorva
o sabor do chá então servido.
todo o tempo do mundo pode parar
assim que alguém lho peça
mas o maior motivo sabemo-lo
não tem hora marcada nasce cresce mata
sempre que menos se espera
já tive dias horas meses assim
suspenso na vida pelo coração
a maior das ilusões todos os desenganos
mas não importa que interessa
não os trocava por nada
e o que as pétalas desse jardim ensinam
não vem nos livros tem séculos
é um cheiro a suavidade de um toque
tudo o que não falaremos
os movimentos da memória das vidas
o cor de que são pintadas
o a diferença de tom em todas as flores
o beleza eterna de cada
como uma dávida é isso
sim é isso
o que fica por dizer.
Pedro Strecht
Foto: Anazus (Suzana Fardilha)
sábado, novembro 21, 2009
quinta-feira, novembro 19, 2009
terça-feira, novembro 17, 2009
Parabéns ,José Saramago!
segunda-feira, novembro 16, 2009
Para recordar o Dia Nacional do Mar
Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo




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