sábado, janeiro 23, 2010

Li e gostei


" Existem momentos só nossos. Momentos em que o nosso corpo e mente procuram o bem-estar pleno.
Acarinhar, amar e cuidar são alguns dos elementos para que isso possa acontecer".

Foto:internet

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Um olhar


É uma companhia viva e acolhedora. Olhando-a vou aonde me leva o sonho e o devaneio. Imagino as chamas fortes nos seus tons vermelho, laranja e amarelo que são fonte de energia e enrosco-me nas mantas seduzida pela luz que dela se desprende, acabando por adormecer.

Foto minha
Lareira de uma amiga

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Li e gostei


Foto minha

“ Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso “.


Autor: Fernando Pessoa


“ O homem vive de razão e sobrevive de sonhos.”

Autor: Miguel Unamuno


“ Vivemos uma vida, sonhamos com outra, mas a verdadeira é a que sonhamos “.

Autor: Jean Guéhenno

terça-feira, janeiro 19, 2010

Um olhar

Fruto de extremos: ou se gosta ou se detesta!

Originário da China, sumarento, com um paladar agridoce, de uma beleza encantadora com um tom laranja avermelhado, saboreio-o à colher, bem madurinho.


É uma delícia!





fotos.sertago.net

Foto minha


segunda-feira, janeiro 18, 2010

Um olhar

No cimo do monte da Assunção sinto-me numa varanda sobre Santo Tirso. Dela avisto uma cidade pequenina, fechada, parada no tempo, caída no vale do Ave, onde resta alguma da sua beleza natural e histórica do "Couto" de outrora.




Fotos minhas

domingo, janeiro 17, 2010

Miguel Torga, um dos mais importantes escritores portugueses do século XX, morreu há 15 anos.



Presto-lhe a minha singela homenagem relembrando este poema que os meus alunos recitavam, no dia da Primavera.




Segredo

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...


Miguel Torga

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Ilha Terceira /Açores

Uma paisagem de sonho, onde o azul e verde se sucedem em perfeita sintonia.




Fotos : Suzana Fardilha


Vídeo meu

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Momento de Poesia


Ternura


Desvio dos teus ombros o lençol,

que é feito de ternura amarrotada,

da frescura que vem depois do sol,

quando depois do sol não vem mais nada...


Olho a roupa no chão: que tempestade!

Há restos de ternura pelo meio,

como vultos perdidos na cidade

onde uma tempestade sobreveio...


Começas a vestir-te, lentamente,

e é ternura também que vou vestindo,

para enfrentar lá fora aquela gente

que da nossa ternura anda sorrindo...


Mas ninguém sonha a pressa com que nós

a despimos assim que estamos sós!



David Mourão-Ferreira, in "Infinito Pessoal"

Foto minha

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Voltei ao baú!!!


Desta vez tirei de lá esta toalha de Natal. Usei-a pela primeira vez, neste último Natal. Só a renda em croché (linha fina) foi feita por mim. Não fiei o linho nem a bordei.

Como sempre sou suspeita.
Acho-a Linda!












sábado, janeiro 09, 2010

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Trovas





(O drama de Inês de Castro, assassinada em 7 de Janeiro de 1355, em Coimbra)

Estava a formosa Inês
com os filhos a brincar,
no seu amante a pensar.
No dia sete do mês
primeiro começa o drama:
o Príncipe está ausente
p’ros lados do Ocidente.
O séquito real brama…
Ora ao mundo contar vou
que sem culpa alguma estou.


D.Pedro, quando me viu,
ficou alheio de tudo,
d’espanto quedou-se mudo.
O olhar sensual traiu
seu rosto. Sou muito linda
e nem o traje disfarça
este meu “colo de garça”.
Logo uma paixão infinda
trouxe ao Pedro e a mim
inquietação sem fim.


Onde é que está o pecado
se ele é o meu Senhor,
o culpado deste amor?
Nada lhe foi recusado
e ele deu-me três rebentos
que são, oh!, o nosso encanto,
mas do pai vão ser o pranto
ao saber dos meus tormentos.
Imoral? Há boa-fé;
Anti-Estado não é.


Sabias, querido bem,
que a corte estava ali perto
e o caminho logo aberto
p’ra me tornarem refém.
Diz-me: por que te ausentaste?
Por que me deixaste só?
Nem dos filhos terás dó?
Em nada disto pensaste?
Perdoo tal desmazelo
que será teu pesadelo.


Podias ser meu esposo;
assim queria teu Pai.
Lágrimas ora chorais,
que o fado é invejoso
da nossa felicidade.
Dizias que, sendo Infante,
somente era tua amante;
em Rei, mulher de verdade.
O destino foi veloz
e destruiu um de nós.


Meu Deus, abriram o portão:
entram El-Rei, conselheiros
e sanhudos cavaleiros .
Arrastada pelo chão,
sou levada até El- Rei,
que diz ser eu ré de morte.
Pergunto: porquê tal sorte?
Cometi crime? Dizei.
Se querer bem é pecar,
então, o que é odiar?


Tua união com meu filho
pode fazer muito mal
ao reino de Portugal.
Basta de tanto sarilho!
Peço a D. Afonso, o Bravo,
compaixão e não me mate,
sou dos filhos baluarte.
Vosso filho, em desagravo,
porá tudo a ferro e fogo,
se não ouvirdes meu rogo.


Lembra-te, grande monarca,
que estes três são teus netos
e sob todos os aspectos
nasceram com nobre marca.
Serão órfãos, culpa Vossa.
Melhor lição dão as feras:
não são, ó Rei, tão severas.
Vê como a loba na choça
acariciou os dois.
E Vós, o que fazeis, pois?


Aceito ser afastada
p’ra longínquo deserto.
Os filhos comigo , é certo
ficam.Mas estou privada
do amor da minha vida.
As palavras d’Inês n’alma
do Rei produziram calma:
na dureza aí havida.
Os conselheiros acodem
e destroem quanto podem.


Os algozes Inês mataram.
Os filhos sem mãe. Que pena!
Como o touro na arena,
todos a Pedro escaparam.
Mas não tardou a vingança:
chacinou os três carrascos,
guardando as tripas em frascos.
Foi uma horrenda matança!
Dos pobres foi sempre amigo.
A justiça andou consigo.


Fym (Fim)


A “mísera e mesquinha”,
“bonina”talhada cedo,
casou com Pedro em segredo
e já morta foi Rainha.
Pelas quebradas dos montes
ecoou de Inês o nome
e daí o seu renome
que se acrescentou às fontes
d’Amores, onde Cupido
a ambos tinha ferido.

(Trovas, em coplas de dez versos de arte real, com “fym”, segundo esquema semelhante em todas as estrofes (abbacddcee).




Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Cantar os Reis

Quase em desuso nas grandes cidades, mas uma tradição que perdura na província.


terça-feira, janeiro 05, 2010

Li e gostei



"Os povos antigos ou são tristes, ou são cínicos. A nós, portugueses, coube ser tristes".


Fonte: "Máscaras de Salazar, Fernando Dacosta"
Tema: Portugal

Foto minha

segunda-feira, janeiro 04, 2010

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Momento de Poesia



Já se foi o ano velho,
agora temos um novo ano:
não queremos outro magano;
e a verdade seja o espelho
impoluto desta vida,
raras vezes quer sentida
ou de amor abastecida.


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra



Nota:sentida=apreciada

FELIZ ANO NOVO



Para todos vós!
Foto:internet

Mudança de visual


Acabado o mês de Dezembro e sendo Inverno, o blog, entristecido, acompanha a estação e cobre-se de cinza, até que a natureza renasça.

Foto:Patty

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Mensagem de Fim de Ano


“Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui p’ra diante vai ser diferente.”

Carlos Drummond de Andrade



Imagem:Dreamstime

terça-feira, dezembro 29, 2009

Momento de Poesia


Acreditar


Acredito em todas as crianças

Acredito em alguns adultos
mas desses acredito em todos os que acreditam nas crianças.

Acredito no amor
e em todas as formas de que ele se veste e escreve
escondido num sorriso pendente num ramo de árvore
vestido de pequeno bicho que pára e nos olha do campo.

Acredito na verdade
embora haja muitas verdades
e nunca saibamos bem qual delas é de quem
ou de qual ou até mesmo para que serve.

Acredito na justiça
e no que ela separa de bem e de mal
e naquilo que ela serve para que o bem ajude o mal
porque de verdade nunca ninguém permanece sozinho
abandonado em apenas um dos lados

Acredito na paz
é a arma mais forte que existe
porque com ela tudo
emesmo quando ausente dos gestos diários
escondida mesmo desaparecida e combate
ela há-de voltar pois é coisa absolutamente incontornável

Acredito na alegria
um bom dia de sol
uma música suave e terna
momentos de silêncio os nossos segredos
quando parece que o mundo fica sem mexer à volta

Acredito no abraço
de uma mão quando procura outra
e com ela fica junta terna quente
as festas que mais ninguém sente
quero essa pele qualquer pele
da mais lisa branca à mais escura ou rugosa

Acredito nos olhos
no que sempre dizem
porque os olhos nunca mentem
são sempre verdadeiros
falam de coisas que por vezes a alma não fala
pois não sabe não aprende ou
simplesmente porque não estão ainda inventadas
todas as palavras que dizem o que sentimos

Acredito na vida
ela é como as estações
mesmo depois dos dias de mau tempo
a primavera há-de voltar sempre diferente
por vezes inesperada ora precoce ora tardia
porque por cima das nuvens a luz continua a brilhar

Acredito que nada começa e nada acaba
não há definitivo
pois tudo se recompõe deixa correr
e há nas coisas um sentido que não se explica
se explicasse deixava de fazer sentido
e vida sem mistério não é coisa que se viva

Acredito que nenhum sofrimento é sem destino
e que tudo quanto é mais difícil agora
terá uma qualquer recompensa amanhã
porque acredito que no fim nem que seja mesmo só aí
a vida é como um filme de final feliz

Acredito que muitas vezes deixamos de acreditar
há coisas injustas ou más ou feias demais
para não conseguirmos evitar dizer é mentira
isto não devia estar a acontecer

Acredito que é possível voltar a acreditar

Só não acredito na morte
como um passo sem retorno
é verdade que todos continuam vivos
luz na memória dos outros
enquanto baterem à porta do coração.


Pedro Strecht
Foto: Suzana Fardilha(anazus)


segunda-feira, dezembro 28, 2009

Li e gostei




"O amor é, de todas as paixões, a mais forte, pois ataca simultaneamente a cabeça, o coração e os sentidos."

Voltaire



“Um abraço sempre conforta, quando temos a certeza de que há um pouco de nós em quem abraçamos.”

André de Moraes


Foto minha

domingo, dezembro 27, 2009

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Parabéns Mamã! Um beijo do tamanho do Mundo!


Mais um ano se passou. Andámos todos com o "coração nas mãos".
Ultrapassaste-o!

Hoje, estamos aqui todos reunidos, para festejar os teus 82 anos.

domingo, dezembro 20, 2009

Auto “um Presente divino”



Com o Auto “Um Presente Divino”, pretendemos imitar, modestamente, Gil Vicente, “único génio verdadeiramente dramático que Portugal teve”; “é o artista e escritor que dá a nota mais pessoal na literatura portuguesa”.


Deus


Mãos à obra: vou criar Céu e terra.
Tudo estará bem feito? Não e não!
Falta a arte que o Meu Amor encerra:
o homem, a quem darei o nome de Adão.
Irá habitar formoso jardim
com cheirosas flores e boa fruta.
Reservarei somente para mim
a árvore, no meio, impoluta.
É a árvore do conhecimento
do bem e do mal. Dela fugirás.
Mas Iavé, estando sempre atento,
queria vê-lo contente e em paz.
Da sua costela fez a mulher.
Olhou, sorriu e mostrou-se feliz.
O nome de Eva, se a ambos aprouver,
será e também do Mundo a raiz.



Serpente (Satanás), Eva e Adão

Bom dia. Como és formosa!
Queres maçã saborosa?
Aquelas, ali, são especiais.
Dessas não posso comer.
Tretas! ficareis, p’ra sempre, imortais.
Prova e o teu poder
oh! será imenso.
Comeu e ficou nua.
Ouviu-se da serpente a gargalhada.
Dele foi-se o senso
e a vergonha acentua;
tremendo, espera de Deus a chamada.



Deus, Adão, Eva e Serpente


Onde estás, ó Adão?
Estou de roupa vão.
Tenho vergonha de Ti.
Que fizeste, desgraçado?
Aquela maçã comi.
Por Eva fui enganado.
Ela acusa a serpente
de tanta maldade.
A ira de Deus sobre eles caiu:
vida dura presente
na Humanidade;
a serpente de peçonha feriu.



Deus, Pecado Original e a Virgem Maria


O homem a Deus desobedeceu.
Primeiro pecado ele cometeu.
É o pecado original.
Mas Iavé do homem teve dó
e logo esqueceu todo o mal.
E para que não ficasse só,
prometeu enviar o Messias Redentor,
que da “nova Eva”, chamada Maria,
de toda a mancha isenta por Deus,
cooperando o Santo Espírito Criador,
o Deus-Menino um dia nasceria,
cumprindo-se a promessa aos hebreus.




O Anjo S.Gabriel, a Virgem Maria e S.José



Salve, ó Maria, ó cheia de Graça,
diz Anjo à Virgem, judia de raça.
Alegra-Te, o Senhor Contigo está.
Maria, corando, perturbou-se:
nunca tinha ouvido esse dito cá.
Mas o Anjo logo adiantou-se:
não temas, Maria, vais ter um Filho;
O Pai será o Espírito Santo.
Dar-Lhe-ás o nome de Jesus.
Terra e Céu render-se-ão ao Seu brilho.
E tu, José, entoa a Deus um canto,
porque sob a tua guarda O pus.




Em Belém terminou a gravidez.
Maria, algures não teremos vez.
Entremos nesta gruta, diz José.
Vê, há manjedoura com palha.
Jesus nasceu. Sorriu. Os três, com fé,
louvam Deus-Pai, que logo atalha:
Maria e José, a Vós o Senhor
Seu Filho confia, enchei-O de amor.




Perto, nos montes, uns pastores
até da manhã aos alvores
vigiavam seus rebanhos.
Do Céu surge um exército de Anjos,
enchendo os ares de hinos tamanhos
com seus belos e afinados banjos.
Ide, correi depressa a Belém.
Nasceu Jesus para vosso bem.
Correram e encontraram o Deus- Menino.
Adorando, cantaram ao pequenino:



 

Cantiga paralelística
Com refrão


Refrão

 

(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).



I


Deus visitou a Terra. Noite feliz!
O homem pecou, mas Deus é brando Juiz.
(abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus –Menino veio morar cá).
Enviou Seu Filho para nos salvar
e das trevas eternas nos resgastar.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus- Menino veio morar cá).



II


O homem pecou, mas Deus é brando Juiz.
Sua Morada vai ser nosso país.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
E das trevas eternas nos resgatar
prometeu. Ora, alegres, vamos cantar.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).



III



Sua Morada vai ser nosso país.
Olhai p’r’Ele. Seu Amor sempre nos quis.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
Prometeu e, alegres, vamos cantar:
Deus é bom e nunca soube castigar.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).



IV





Olhai p’r’Ele. Seu Amor sempre nos quis.
Veio o Filho e ninguém será infeliz.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
Deus é bom e nunca soube castigar:
Que Deus é este para só perdoar?
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).




Vilancete


Mote

Cantai, ó Anjos, um hino,
louvai todos o Deus-Menino


Noite fria em Belém,
era noite de Natal.
Jesus, para nosso bem,
a nós se tornou igual.
E foi cumprida, afinal,
promessa do Pai Divino,
enviando o Deus-Menino.


Loas
(à Virgem Maria)






Maria, és a Aurora que anunciou
a vinda do Senhor.
És a Lua, que sempre nos guiou
até ao Céu nos pôr.
És o Sol, que de Deus recebe a Luz
e ao Filho nos conduz.





Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra



Foto:internet


sexta-feira, dezembro 18, 2009

Dossier de Recordações

É o último dia de aulas do 1-º período escolar.

Voltaram as saudades!

Folheei-o de novo e retirei de lá estas fotografias da participação da minha turma do 4-º ano (1997), na festa de Natal.








quinta-feira, dezembro 17, 2009

Mensagem de Natal






“A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio dos nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham na nossa caminhada pela vida.”


Autor desconhecido

Foto minha

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Momento de Poesia

Natal


Natal... Na província neva.

Nos lares aconchegados,

Um sentimento conserva

Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,

Como a família é verdade!

Meu pensamento é profundo,

Estou só e sonho saudade.


E como é branca de graça

A paisagem que não sei,

Vista de trás da vidraça

Do lar que nunca terei!


Fernando Pessoa



Foto minha

terça-feira, dezembro 15, 2009

A pobreza dos outros





O padre que, na infância, nos dava a catequese pregava a pobreza no púlpito mas, fora dele, tinha vinhas e senhorios e dizia-se que pagava as jornas mais avaras da região. Um dia em que apareceu com um carro novo, um Taunus azul escuro, o Américo, filho do taberneiro, pôs-lhe uma inocente questão teológica: porque é que Cristo andava a pé ou de burro e não de automóvel? O padre António ofendeu-se; respondeu que burro era ele, Américo, porque no tempo de Cristo não havia automóveis e que, se houvesse, Cristo teria um carrão. Nesse dia, a catequese foi sobre o pecado da inveja e o Américo teve que prometer que se iria confessar. Ocorreu-me esta história ao ler no DN que o Papa virá a Portugal (três horas de viagem) num avião adaptado para lhe assegurar o máximo conforto. "O espaço ocupado pela 1.ª classe terá um quarto com cama para o Papa, outro para o seu secretário pessoal, uma casa de banho com chuveiro, um salão social e até uma pequena capela". Aprendi a lição do padre António e não duvido que, se no seu tempo houvesse aviões, Cristo também andaria com cama, salão social e capela atrás de si.



Manuel António Pina
JN- 14/12/2009



Subscrevo

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Um símbolo de Natal

Este ano não falarei, pormenorizadamente, dos símbolos de Natal. Não querendo deixá-los no esquecimento, sorteei-os e ?!


The winner is!



Meias



A tradição de pendurar meias na lareira teve origem numa das histórias que envolvem São Nicolau, o santo que inspirou a figura do Pai Natal.

A história:



Nicolau ainda era jovem, quando deu mostras da sua extrema bondade. Na sua cidade vivia um homem muito pobre, que não tinha posses para realizar o casamento de suas filhas.Sabendo dessas dificuldades, Nicolau, que era de família muito rica, deixou escondido um saco de ouro na janela da filha mais velha. Repetiu a boa acção com as outras duas.Conta a lenda que Nicolau colocou o saco de ouro pela chaminé, onde secavam as meias.Daí o hábito das crianças deixarem as meias na chaminé ou janela à espera dos presentes.


Fonte:Tradições de Natal

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Um olhar

Fruto apreciado desde a antiguidade.
Uma “inspiração” para muitos pintores.

Com a chegada do Outono vestem-se de castanho. São um dos mimos da ceia de Natal.




Foto minha

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Dossier de Recordações: "Lenda do Pinheirinho de Natal"



Segundo a lenda, existiam três árvores próximas do estábulo onde nasceu o menino Jesus. Uma oliveira, uma tamareira e um pequeno pinheiro.
Para saudar a chegada do Menino, a oliveira ofereceu azeitonas, a tamareira as suas tâmaras, não tendo o pobre pinheiro nada para oferecer.
No céu, as estrelas, vendo a tristeza do pinheirinho desceram, pousaram nos seus ramos, enfeitando-o.
O pinheirinho ofereceu-as, a Jesus, como presente.
Assim nasceu a árvore de Natal.Resumo(colectivo) dos meus alunos (1991)

Imagem:internet

terça-feira, dezembro 08, 2009

Santo Tirso,"Capital do Presépio"




Deixo aqui um "cheirinho" da exposição.
Visitem-na!





Angola


Moçambique



Cabo Verde


Guiné Bissau


S.Tomé e Príncipe



Egipto


Burquina Farso



Camarões



Congo- Brazzaville


Uganda



Quénia



Marrocos

Fotos minhas


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