Júlio César o nome te deu, uma morte covarde o abateu; lavra e rega o lavrador ocupa, havendo, porém, folga na labuta: os festejos do agrado do plebeu.
Adoro jardins , quando arranjados. Adornam, dão espaço, liberdade e vida a qualquer localidade. Praticamente sem flores, este é lindo! Apreciem como a simplicidade das plantas conjugada apenas com duas cores o tornam tão belo.
(…) Sou extremista em individualismo, em determinação, em teimosia e em solidão. Em egoísmo, em ambição, em amor-próprio. Desafio-me com facilidade para lutas cegas, exijo sempre metas distantes, invejo todo o saber, autorizo-me a qualquer tipo de iniciação. Tudo me urge. (…)Se eu própria me bastasse, fugiria para sempre. Do teu corpo, das mãos quentes. Mas sou frágil como um grão de neve. Derreto-me com leves sussurros e a ternura estonteia-me. Sofro de constante abstinência de amor." Pedro Paixão in A Noiva Judia
“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não me esqueço, de a que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-me um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...”
Para o relembrar selecionei algumas frases de que gosto.
“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”
Fernando Pessoa
“Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso."
Fernando Pessoa
“Não importa se a estação do ano muda... Se o século vira, se o milénio é outro. Se a idade aumenta... Conserva a vontade de viver, Não se chega a parte alguma sem ela."
“ Camões, só por si, vale uma literatura inteira. Foi o melhor português da escola petrarquista. É a síntese do Renascimento em Portugal. É a mais alta expressão da poesia nacional. É no soneto que o Poeta atinge a mais admirável e rara variedade rítmica”.
Homenageêmo-lo com este soneto:
À minha amada Teu nome não o direi a ninguém. Podem querer manchar-te com lasciva intenção. Tua beleza deriva da Beleza que somente Deus tem.
Desde a infância este amor se mantém. Esse teu mover de olhos me cativa; o cabelo dourado mais aviva as rosas da face e o sorrir também.
Nunca soubeste deste puro amor, fogo suave que meu ser abrasa. Agora só desejo a ventura,
para enganar esta encoberta dor, de ver-Vos, Amor, pois isso atrasa a ida fatal para a sepultura.
e a Cantiga que se segue
mote:
Helena, vai devagar, que te podes magoar, estorcegando os pezinhos, oh! meu Deus, tão perfeitinhos.
É Maio e a verde planura é um dom da Natureza. Lena ergue-se com destreza; cabelos d’oiro e a doçura dos seus verdes e lindos olhinhos, num rosto belo e rosado, formam um corpo bem talhado; e que talhes perfeitinhos!
A blusa de várias cores, com um pequeno decote; linda saia e um saiote; chapéu de palha com flores e nas orelhas uns brinquinhos. Abre ao rebanho o redil: que alegria infantil! Tudo corre, e os seus pezinhos? A pastora ao colo leva cabrinha há pouco nascida. Há disputa na corrida p’ra chegar à tenra erva. O rebanho vai pastar. Ela, num regato perto, dá banho à cria, decerto cuidando não magoar. Se alguma cabra ou bode, s’alguma ovelha ou carneiro se afasta do seu parceiro, Helena logo lhe acode. O dia está a findar. A “família” vai dormir; ela e o rebanho a balir regressam, mas devagar.