segunda-feira, novembro 08, 2010

Chocante!

Um corte total de árvores a rebentar  para a vida.
Poder-se-ia evitar?
Na minha maneira de ver, sim.
Haverá outros motivos?









Fotos minhas

sábado, novembro 06, 2010

A minha singela homenagem a Sophia de Mello Breyner que faria hoje 91 anos.



AUSÊNCIA

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua


Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.


Sophia de Mello Breyner
Imagem:internet

quarta-feira, novembro 03, 2010

Um olhar



Esta cesta de flores que respira ternura, amor, vida, ajuda a alegrar os dias melancólicos que nos envolvem nesta época.

Foto minha

segunda-feira, novembro 01, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha



Nono mês, sim, foste outrora,
o undécimo és agora;
vamos perguntar ao lavrador
e também ao homem podador
medidas a tomar neste mês:
banir das árvores férteis
ramos vãos e cobrir a nudez
onde houver plantas sensíveis.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

quinta-feira, outubro 28, 2010

Continuando com a poesia de Agostinho Fardilha

Poesia do Século XVII

A Poesia Lírica Cultista e Conceptista

O cancioneiro barroco: A “Fénix Renascida” e o “Postilhão de Apolo”



E a “viagem” continua com o poeta

Padre Eusébio de Matos



A uma noiva chamada Áurea



Oitavas


Linda noiva, por que Áurea te chamas?
Chamas serão labaredas do Amor
que te lança nos braços de quem amas?
Teu cabelo ao ouro furtou a cor,
que, ao raiar da Aurora, nela derramas.
Em breve chegará o teu senhor.
Prepara a candeia. Acende o pavio.
Vem alegre. Já se ouve o assobio.


Estás cheio de vida. Qual teu nome?
Nomeado p’ra noivo desta dama
foste. Sou de linhagem de renome,
porém, de limitada dinheirama.
Argênteo de baptismo é prenome.
Ouro e prata matizam nossa cama.
E, se nenhum impedimento houver,
hoje, Deus faz-nos marido e mulher.


Estão já decorridos nove meses,
meses habituais p’ro nascimento.
As dores do parto surgem mais vezes
e os pais, ansiosos, esperam o evento.
Que cor tem o filho destes fregueses!
Não é do ouro, nem da prata, o rebento,
mas do ferro. Vem c’ele a nova era,
em que a Humanidade se torna fera.




Vocabulário
Freguês = paroquiano


imagem:internet


Agostinho Alves Fardilha (o meu Pai)
Coimbra

segunda-feira, outubro 25, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha

Poesia do Século XVII

A Poesia Lírica Cultista e Conceptista

O cancioneiro barroco: A “Fénix Renascida” e o “Postilhão de Apolo”





Prosseguimos a “viagem” com o poeta

D. Tomás de Noronha





A uma beata arrebitada


Endechas


Por que foste à Igreja,
“setentona” esguia?
P’ra que alguém te veja
e diga qu’és pia?


Queres devorar
algum mocetão?
P’ra ti a olhar
está um barão.


É velho qual tu:
procura um amparo.
Não é um gurú,
mas um bife caro.


Olhas com desprezo
e no teu pescoço,
que o pões bem teso,
eis grande caroço.


Olhou e fugiu,
temendo saísse.
O rosto encobriu,
t’arrenego, disse.


Não és peixe fresco
como o apregoas.
Nem és um refresco
p’ra goelas boas.


Bem vestida andas:
saia de veludo,
casaco de bandas,
sapato bicudo.


A cara com rugas
é grande tormento.
Mas, se as enxugas,
usa bom cimento.


Queres um conselho?
Mete no toutiço
que é melhor ser velho
do que ser derriço.



Vocabulário
caro = desejado
derriço = chacota
gurú = espécie de peixe


Foto : internet

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sábado, outubro 23, 2010

quinta-feira, outubro 21, 2010

Um olhar


"Frente a Frente", mantendo as suas convicções, quer chova ou faça sol, assim deveriam ser os nossos governantes que , infelizmente esquecem a frontalidade e honestidade que o povo luso lhes merece.


Foto minha

terça-feira, outubro 19, 2010

Recordando a Capadócia ( Turquia )

Fantástico! Incrível!
Região única que se deve a dois vulcões (já extintos) que expeliram a sua lava e cinzas que formaram o "tufo", escavado depois pela erosão dos ventos e chuvas, durante milhares de anos.


Fotos minhas

sábado, outubro 16, 2010

Dia Mundial da Alimentação

A Panela ! De ferro, de barro, de alumínio ou de qualquer outro material será sempre o símbolo da comida do rico ou do pobre.

Visitando uma feira de velharias reparei numa panela de ferro, como esta, que parecia dizer-me:
Lembras-te de mim?!
Sorri, ao recordar onde tinha convivido com ela. Recuei no tempo e senti o cheirinho da sopa da minha avó materna.
Foi um recordar agradável, pois tinha revivido mais uma "novidade" de quando vínhamos de férias a Portugal.

Imagem:internet

quarta-feira, outubro 13, 2010

A minha singela homenagem a Manuel Bandeira, poeta brasileiro, falecido há 42 anos.


A Estrela



Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.


Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.


Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?


E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

Manuel Bandeira


Imagem :internet

segunda-feira, outubro 11, 2010

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