segunda-feira, novembro 29, 2010

Recordando Pamukkale ( Turquia )

Visto à distância, o panorama lembra um manto de algodão. Daí o seu nome "Pamukkale" que traduzido significa "Castelo de Algodão".
Obra da natureza, várias nascentes de águas quentes e calcárias formaram piscinas com os seus sedimentos.

Deixo-vos aqui um pouquinho da sua beleza.



Fotos minhas

segunda-feira, novembro 22, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha

Poesia do século XVII

A poesia lírica Cultista e Conceptista

O cancioneiro barroco: a “Fénix Renascida” e o “Postilhão de Apolo”



E a “viagem” é retomada. Agora com o poeta

Jacinto Freire de Andrade


A uma mosca bisbilhoteira


Sextilhas


És uma mosca audaz,
co’a esperteza suplantando o tamanho;
julgo-te até capaz
d’entrares em baú forrado a estanho.
Penetras e escondida
bisbilhotas, a rir, de todos a vida.


Como consegues entrar
em suposto fortim impenetrável?
Tal cupido a picar
um, o corpo; outro, o coração afável.
Devias ter pudor,
não dizendo às amigas o teu penhor.


Foste velhaca e má
ao contar-lhes o que viste na alcova
de um casal por Deus já
abençoado. Outro assunto te mova:
corrupção dos políticos,
mercância poluta dos sibaríticos.


És noctívago bicho
para melhor acometeres a vítima;
ébrios por capricho
escolhes para tua cor legítima
tentares encobrir:
serás sempre feia ora e no porvir.


Insecto repelente
pela tua porca alimentação.
Nem parece contente
o vidraceiro com a dejecção.
Tens sonido irritante,
que todos consideram aviltante.


Ao criar o Universo,
parece que Deus de ti se esqueceu;
do nada e ao inverso
te fez, mas dizem que se arrependeu.
Do ser a brevidade
não se compara co’ a tua maldade.


Corpo tão reduzido,
sempre na sombra; o Sol nem te descobre.
Provocas alarido,
quando aferroas algum rico ou pobre.
E se uma mão pesada
em ti cair? Ficarás esmagada.


Se promessa fizeres
de igualmente revelares ao Mundo
d’homens e de mulheres
o desejo do regresso profundo
d’amor e caridade,
rogarei que a lenda seja verdade. (a)


a) referência à lenda de que, no princípio do Mundo, os seres irracionais eram dotados da linguagem dos humanos.


Imagem:internet

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sábado, novembro 20, 2010

Li e gostei



...lembra-te sempre que a vida não se mede pelo número de vezes que respiraste, mas pelos momentos que o teu coração palpitou forte:
de muito rir...
de surpresa...
de êxtase...
de felicidade...
e sobretudo...
de amar sem medida.

Desconheço o autor

Foto minha

quinta-feira, novembro 18, 2010

Um olhar


Subi a escada envolta no silêncio, apenas quebrado pelo som dos teus passos.

Foto minha

Um mimo com amizade

Recebi-o destas duas amigas (http://comecardenovopt.blogspot.com/) a quem  agradeço e retribuo. Obrigada pelo carinho.


Mais uma vez quebro as regras, oferecendo-o a todos/as que por aqui passam, especialmente a quem pára e dedica um pouco do seu tempo , deixando a sua opinião.


terça-feira, novembro 16, 2010

Dia Nacional do Mar



Mar

Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.


E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.


Sophia de Mello Breyner


Foto minha

domingo, novembro 14, 2010

Júlio Dinis nasceu há 171 anos



Beijos


"Ouvia gabar os beijos.
Dizer deles tão bem.
Que me nasceram desejos.
De provar alguns também.
Essa fruta não é rara.
Mas nem toda tem valor.
A melhor é muito cara.
E a barata é sem sabor."


Júlio Diniz ( 1839 - 1871)

Imagem:internet

sexta-feira, novembro 12, 2010

Um olhar


A languidez, calma e frescura da água, "escorregando" e suavizando a dureza e agressividade coloridas da paisagem rochosa, porém, alindando-a.

Foto minha

quarta-feira, novembro 10, 2010

Um olhar


A chuva ouviu e guardou o meu segredo e bate no vidro trazendo a saudade...

Foto minha

segunda-feira, novembro 08, 2010

Chocante!

Um corte total de árvores a rebentar  para a vida.
Poder-se-ia evitar?
Na minha maneira de ver, sim.
Haverá outros motivos?









Fotos minhas

sábado, novembro 06, 2010

A minha singela homenagem a Sophia de Mello Breyner que faria hoje 91 anos.



AUSÊNCIA

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua


Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.


Sophia de Mello Breyner
Imagem:internet

quarta-feira, novembro 03, 2010

Um olhar



Esta cesta de flores que respira ternura, amor, vida, ajuda a alegrar os dias melancólicos que nos envolvem nesta época.

Foto minha

segunda-feira, novembro 01, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha



Nono mês, sim, foste outrora,
o undécimo és agora;
vamos perguntar ao lavrador
e também ao homem podador
medidas a tomar neste mês:
banir das árvores férteis
ramos vãos e cobrir a nudez
onde houver plantas sensíveis.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

quinta-feira, outubro 28, 2010

Continuando com a poesia de Agostinho Fardilha

Poesia do Século XVII

A Poesia Lírica Cultista e Conceptista

O cancioneiro barroco: A “Fénix Renascida” e o “Postilhão de Apolo”



E a “viagem” continua com o poeta

Padre Eusébio de Matos



A uma noiva chamada Áurea



Oitavas


Linda noiva, por que Áurea te chamas?
Chamas serão labaredas do Amor
que te lança nos braços de quem amas?
Teu cabelo ao ouro furtou a cor,
que, ao raiar da Aurora, nela derramas.
Em breve chegará o teu senhor.
Prepara a candeia. Acende o pavio.
Vem alegre. Já se ouve o assobio.


Estás cheio de vida. Qual teu nome?
Nomeado p’ra noivo desta dama
foste. Sou de linhagem de renome,
porém, de limitada dinheirama.
Argênteo de baptismo é prenome.
Ouro e prata matizam nossa cama.
E, se nenhum impedimento houver,
hoje, Deus faz-nos marido e mulher.


Estão já decorridos nove meses,
meses habituais p’ro nascimento.
As dores do parto surgem mais vezes
e os pais, ansiosos, esperam o evento.
Que cor tem o filho destes fregueses!
Não é do ouro, nem da prata, o rebento,
mas do ferro. Vem c’ele a nova era,
em que a Humanidade se torna fera.




Vocabulário
Freguês = paroquiano


imagem:internet


Agostinho Alves Fardilha (o meu Pai)
Coimbra

segunda-feira, outubro 25, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha

Poesia do Século XVII

A Poesia Lírica Cultista e Conceptista

O cancioneiro barroco: A “Fénix Renascida” e o “Postilhão de Apolo”





Prosseguimos a “viagem” com o poeta

D. Tomás de Noronha





A uma beata arrebitada


Endechas


Por que foste à Igreja,
“setentona” esguia?
P’ra que alguém te veja
e diga qu’és pia?


Queres devorar
algum mocetão?
P’ra ti a olhar
está um barão.


É velho qual tu:
procura um amparo.
Não é um gurú,
mas um bife caro.


Olhas com desprezo
e no teu pescoço,
que o pões bem teso,
eis grande caroço.


Olhou e fugiu,
temendo saísse.
O rosto encobriu,
t’arrenego, disse.


Não és peixe fresco
como o apregoas.
Nem és um refresco
p’ra goelas boas.


Bem vestida andas:
saia de veludo,
casaco de bandas,
sapato bicudo.


A cara com rugas
é grande tormento.
Mas, se as enxugas,
usa bom cimento.


Queres um conselho?
Mete no toutiço
que é melhor ser velho
do que ser derriço.



Vocabulário
caro = desejado
derriço = chacota
gurú = espécie de peixe


Foto : internet

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sábado, outubro 23, 2010

quinta-feira, outubro 21, 2010

Um olhar


"Frente a Frente", mantendo as suas convicções, quer chova ou faça sol, assim deveriam ser os nossos governantes que , infelizmente esquecem a frontalidade e honestidade que o povo luso lhes merece.


Foto minha

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