Hoje, adornando a casa de meus pais. Ontem, "ao serviço" na casa de meus avós maternos. Lembro-me de o ver lá e de o utilizar, como se de uma aventura se tratasse...
Desde sempre se contruíram pontes, com o intuito de encurtar distâncias, unir povos.Há-as de todos os estilos. Das mais antigas às sofisticadas, onde são visíveis os avanços científicos. Aprecio, particularmente, as mais antigas, imaginando a história, lendas e tradições que elas encerram.
Aqui perto, tenho esta, de estilo romano. Por baixo, corre o rio Ave, "pachorrento" ou "irrequieto", dependendo do seu "humor".
Esta imagem atira-nos, sem qualquer complacência, para um "ditado" de outrora, em situações de dificuldade. Uma claridade, iluminando um espaço fechado e escuro, leva-nos a gritar: Já se vê a luz ao fundo... E esse adágio poderá aplicar-se à situação económica e social deste "pobre" Portugal? Julgo que "não".
A loiça preta que ainda hoje se produz em Bisalhães, lugar da freguesia de Mondrões, em Vila Real, teve a sua origem há muitos séculos, quando as oficinas de oleiros se estendiam por várias localidades - Parada de Cunhos, Lordelo, Vila Marim - constituindo-se um centro produtor de loiça preta de considerável importância.
Comer em loiça de barro de Bisalhães
Hoje, e desde há uma vintena de anos, a olaria de Bisalhães mantém-se na mão de velhos oleiros. Não se vê gente nova a querer dedicar-se à arte. É certo que novos horizontes se abrem para que o barro continue a ser usado na criação de peças, mas o caminho parece passar pela realização de figurado, procurando-se deste modo novos clientes para novos usos. Se todos continuarem a usar nas cozinhas, em forno a gás, eléctrico ou em micro- ondas, as vasilhas destes oleiros, seguramente se contribui para manter uma arte ancestral.
" Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera, a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la".
"Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui p'ra diante vai ser diferente".
" A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio dos nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham na nossa caminhada pela vida".
Numa grande floresta de pinheiros, tílias,abetos e carvalhos, a norte da Dinamarca, morava um cavaleiro com a família. Todos os anos festejava alegremente o Natal com a mulher, parentes e criados. Mas, certo Natal, terminada a ceia, declarou que no próximo ano não estaria ali com eles, pois resolvera ir em peregrinação à Terra Santa. E lá partiu para a demorada e perigosa viagem, como eram as daquele tempo. Um ano depois estava na Palestina e, no dia de Natal, dirigiu-se para a gruta de Belém.Rezou muito nessa noite e pediu aos Anjos que o protegessem e guiassem na viagem do regresso, para que, daí a um ano, pudesse celebrar o Natal com os seus. Regressou em fins de Fevereiro na companhia doutros peregrinos, entre os quais um rico mercador de Veneza que o acolheu no seu palácio. mas ele queria partir e, um mês depois, caminhava em direcção a Génova para embarcar num dos navios que navegavam para a Flandres. Primeiro a doença que o acometeu, depois a falta de barcos obrigaram-no a fazer a viagem por terra, a cavalo. Só parava para comer e dormir, ansioso de chegar antes do Natal à sua terra. Mas, quando chegou à flandres, já era Inverno e os navios não podiam cruzar os rios e mares gelados. resolveu fazer a viagem por terra e caminhou durante longas semanas. Na antevéspera do Natal, chegou a uma pequena povoação a poucos quilómetros da sua floresta. Era o dia 24 de Dezembro e ele caminhava apressado através da grande e espessa floresta, indiferente a todos os perigos. A neve caía. Os lobos espreitavam. Meio perdido, a tremer de frio, não desistiu. Lembrando-se da grande noite azul de Jerusalém rezou a oração dos Anjos e então na massa escura dos arvoredos começou a crescer uma pequena claridade. A luz continuava a crescer e, à medida que crescia, subindo do chão para o céu, ia tomando a forma dum cone. Quando chegou em frente da claridade viu que se tratava do grande abeto escuro coberto de luzes. Os anjos tinham-no enfeitado com dezenas de pequenas estrelas para guiar o Cavaleiro. E é por isso que na noite de Natal se iluminam os pinheiros.
Este Bazar foi construído no século XVII para fazer parte do conjunto da Mesquita Nova, em frente ao Bósforo. O Bazar Egípcio também é conhecido como Bazar das Especiarias, porque durante vários séculos foi esta a principal mercadoria ali vendida.
Finalmente o povo português convenceu-se que a CRISE bateu à porta de alguns milhões de "infelizes". Mas ela envolveu até as desprotegidas avezinhas. De olhar atento fixo nas janelas esperam que algum ser humano - geralmente uma velhinha - lhes lance umas migalhas de pão, que ficaram na humilde toalha de mesa. Este triste "fado", com raras excepções, perseguiu sempre o Portugal de D. Afonso Henriques.