segunda-feira, setembro 19, 2011

Um olhar


Um belo recanto da nossa costa nortenha, quase inóspito, devido à forte nortada que a protege da avalanche humana.

Foto minha

sexta-feira, setembro 16, 2011

Um olhar


A dureza, agressividade, respeito e imponência da natureza, contrastando com a força da vida, que ali nasceu, torna tudo pejado de magia e irresistível.

Foto minha

terça-feira, setembro 13, 2011

Um olhar

Foto minha



Serão as coisas naturais mais satisfeitas
se tudo estiver despido de sordidez.
Havendo receptáculos e mais límpidez,
até a vida fica isenta de maleitas.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

Vocabulário
satisfeita= farta

quarta-feira, setembro 07, 2011

Um olhar

Foto minha

De dia aromatizas o ambiente,
de noite destróis a escuridão.
Alumia pois meu coração
e de amor sejas aí nascente.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

domingo, setembro 04, 2011

Um olhar


Foto minha

A serenidade da gaivota rodeada pela calmaria da àgua que se "esperguiça" indolente num fim de tarde de Verão.


quinta-feira, setembro 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha





Santa Beatriz da Silva, o amor
especialmente à Virgem Maria
teve em ti da fundação o motor
e sua regra de uma Ordem Pia,
matriz de Instituto, cujo Mentor
b(B)eatriz escolheu como seu guia;
rápido prosperou, dando nas vistas,
o Instituto das Concepcionistas.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

terça-feira, agosto 30, 2011

Excertos de livros




"É tão estranha a sensação de não viver. De estar só à espera que aconteça. Olhar para trás e ver que em quase meio ano nada aconteceu. Pelo menos comigo. (...) eu estou em stand by. (...) Como os passageiros à espera de um outro destino naquelas salas de aeroporto que são onde melhor se ouve a solidão de estarmos tão perdidos assim como eu aqui, que por momentos nos transformamos em verdadeiros fantasmas, sem sombra sequer, sem nada. Até acontecer alguma coisa. Vai ter de acontecer alguma coisa. E não acontece."

Pedro Paixão in Viver Todos os Dias Cansa
Foto:internet

domingo, agosto 28, 2011

Li e gostei



" É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe, mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti."


Nuno Júdice
Foto minha

quinta-feira, agosto 25, 2011

Um olhar


A bebida mais consumida no mundo.
Preto, vermelho, verde, branco, de frutos ou infusões. Faz parte do meu quotidiano.É sempre um momento de pausa para relaxar.

Acompanham-me?!

Foto minha

segunda-feira, agosto 22, 2011

Um olhar


Ora adivinhem lá o que vos diz a foto?!...
Isso mesmo, um gelado! Para quem acertou uma colher deste saboroso gelado!
Hummm...já estou a salivar...

Foto minha

terça-feira, agosto 16, 2011

Morreu há 110 anos

Relembro-o com uma das suas citações sempre actuais.


"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm autoridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que  há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos.Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidade e por interesses, por espelaculações e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"

 Eça de Queiroz (in " O distrito de Évora" (1867)

Foto minha

sábado, agosto 13, 2011

Li e gostei


As mais belas frases de amor são ditas no silêncio de um olhar.

(Paulo Coelho)

Foto minha

quarta-feira, agosto 10, 2011

Excertos de livros que gostei

...Por outro lado encontrei magníficos sonhadores, homens e mulheres que porfiadamente acreditam nos seus sonhos. Mantêm-nos, cultivam-nos. Eu, humildemente, à minha maneira também fiz o mesmo."

Luis Sepúlveda in (O Poder dos Sonhos)

domingo, agosto 07, 2011

Um olhar


Cada amanhecer traz-nos um novo dia , com novos sonhos, novas esperanças...

Foto minha

quinta-feira, agosto 04, 2011

Li e gostei


Foto minha


" O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos sem-carácter, nem dos sem- éctica. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!"

Martin Luther King

segunda-feira, agosto 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha





Agostinho e tua Santa Mãe Mónica,
gozando estais delícias do Céu;
o crente na filosofia agnóstica,
sofreu muito, mas destruiu o véu;
tornou-se no mais Santo Bispo d'África,
onde, em Hipona, ensinou e viveu.


Vocabulário
Véu = ilusão

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sábado, julho 30, 2011

Li e gostei


" A vida é uma lotaria gigante em que apenas as cautelas vencedoras são visíveis".

Foto minha

quarta-feira, julho 27, 2011

Um olhar


O oceano, a praia, as ondas que, preguiçosamente, rolam, indiferentes à mão humana que modificou a paisagem natural...

Foto minha

sexta-feira, julho 22, 2011

Li e gostei



" Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive".

Padre António Vieira
Foto minha

terça-feira, julho 19, 2011

Um olhar


(...)
Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim.(...)

Delfins

Foto minha

sábado, julho 16, 2011

Um olhar


Uma lanterna alumia a singeleza da hera, força da vida, que desce pela rudeza do xisto.

Foto minha

quarta-feira, julho 13, 2011

Um olhar


A vida é como uma viagem em que se embarca rumo ao desconhecido...

Foto minha

domingo, julho 10, 2011

Um olhar


Areia escaldante, sol tórrido e o pregão ritmado do vendedor de bolas de Berlim...

Booooola...olha a bola quentinha...booooola...bolinha de Berlim...booooola...

Foto minha

quinta-feira, julho 07, 2011

Recordando Bled (Eslovénia)

Um local de uma beleza paradisíaca, onde as montanhas se reflectem nas águas límpidas e transparentes do lago.


Fotos minhas

segunda-feira, julho 04, 2011

Um olhar

Habita aqui perto esta amoreira brava, como que perdida, no meio de plátanos e castanheiros. Os seus frutos não comestíveis são espezinhados por quem passa.
Sinto-lhes a dor!

Gosto imenso de amoras.
Sabem -me a Verão!




Fotos minhas

sexta-feira, julho 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha





Já vos lembrais ainda dos avós?
um mês é pouco para os recordar;
lá um c’o neto, mas aqui dois sós;
hoje poucos os querem aturar:
o que pode o futuro a esses dar?

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

quarta-feira, junho 29, 2011

Um olhar


O lago, espelho esverdeado de um cenário idílico,  esquecido e inexplorado.

Foto minha

segunda-feira, junho 27, 2011

Recordando...


Saciei-me de beleza , paz e liberdade ao serpentear a montanha.

Foto minha

quinta-feira, junho 23, 2011

Um olhar


O mosteiro de Santa Clara reflecte o silêncio das águas calmas do Mondego e espelha a sua ancestralidade.

Foto minha

sábado, junho 18, 2011

Um olhar


O tempo aquenta, os dias medram, as férias avizinham-se e os grelhados ao ar livre, apetecem...

Foto minha

quinta-feira, junho 16, 2011

Um olhar


Um pouco por todo o país deixam a sua marca: a cinza da destruíção, o cheiro da desolação, uma paisagem de sofrimento...

Foto minha

terça-feira, junho 14, 2011

Parabéns


a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos  de vida

Hoje é dia de festa 
cantam as nossas almas
para o menino Blog
uma salva de palmas.

Foto minha

domingo, junho 12, 2011

Um olhar


Desci compassadamente as escadas e em cada degrau senti um olhar teu.

Foto minha

quinta-feira, junho 09, 2011

Momento de poesia com Agostinho Fardilha

Domingos dos Reis Quita
(1728-1770)

“ Nasceu em Lisboa em 1728. Filho de um negociante arruinado, teve de seguir o ofício de cabeleireiro, aos 13 anos, para ajudar a sustentar a família. Nos ócios da oficina, tomado de amor pelas letras, lia com entusiasmo, sobretudo Rodrigues Lobo. Começou a ensaiar-se na poesia e adquiriu certa popularidade.
O poeta cabeleireiro frequentava a casa de um amigo, por cuja filha se apaixonou, fazendo dela a sua musa, sob o nome poético de Tirceia. Esta, porém, casou com outro e o pobre Quita desfez-se em poéticas lamentações. O terramoto de 1755 deixou-o sem recursos.  Então Tirceia, já viúva, recolheu-o em sua casa.
Em 1761 Quita tuberculizou. Tirceia, casada segunda vez com um médico, conseguiu que o marido  tratasse da sua cura. Mas o poeta, em 1770, sucumbiu, correndo o rumor que fora o marido quem envenenara o estranho hóspede de sua mulher.
A obra de Quita, vasada nos moldes clássicos, embora ressinta falta de cultura, adquire, por vezes, um tom brando, langoroso e melancólico, que anuncia a nova disposição das almas, que o pré-romantismo dá vida”.

Lembremo-lo com o “idílio”, que se segue.






Idílio

I          
Ó Tágides do rio caudaloso,
ó côncavos rochedos, que guardais
os meus e de Dulcineia meigos ais,
dai-me um coração menos  lutuoso

II

Rústicas e odorantes flores os prados
enfeitam.É a úbere Primavera:
das louçãs pastoras meiga quimera,
pr’os rebanhos pastos de muitos grados.

III

P´ra mim sois desvelo e também receios
d’ela faltar ao combinado encontro.
Vinde depressa assistir ao recontro
dos meus suspiros, lágrimas e anseios.

IV

Algo no meu coração me avisava
que ela algures ficaria retida
e contra sua vontade impedida
de abraçar por quem tanto suspirava.

V

Como as lágrimas dos olhos secar?
Haverá quem suporte esta amargura?
Para a minha dor não encontro cura;
dia p’ra dia aumenta o meu pesar.

VI

Meu amor, o que daria p’ra ver
agora os teus formosos e tristes olhos,
que, de repente, se tornaram abrolhos,
que rasgam a Alma, fazendo-a sofrer?

VII

O pensamento só em ti repousa.
Sou companheiro do céu estrelado;
ainda vivo, mas descontrolado:
não durmo e confortar-me ninguém ousa.

VIII

Soube hoje que teu par noivo arranjou
p’ra ti. Mas as nossas juras de amor
não são perenes? Sofres e a minha dor
p’ro corpo a sepultura já cavou.

IX

Choro quando recordo de, ao sol posto,
ver-te sentada na areia, brincando,
e com a espuma da água molhando,
rindo-te, esse teu belo e alvo rosto.

X

Disseram-me que já enviovaste
e que outro marido, rico, já tens.
Não foste leal, mas presa manténs
quem ainda te ama, e atraiçoaste.

XI

No corpo habita doença mortal.
Meu pecado foi entregar-me a ti.
Valeu a pena pelo que senti!
Sê feliz; perdoo-te todo o mal.


Vocabulário:
lutuoso = triste
grado = gosto
recontro = peleja
abrolho = espinho

Agostinho Alves Fardilha( o meu pai)
Coimbra
 Foto:internet 

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