segunda-feira, outubro 03, 2011

Um olhar


Na calma envolvente desta paisagem bucólica espreguiça-se, pachorrento e dolente o rio, deixando que alguns tufos de relva se refresquem, aproveitando o dia quente outonal. Ao longe, a ponte vetusta olha complacente, o seu irreversível caminhar para a foz...

Foto minha

sábado, outubro 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha





Outubro leva-nos a Balasar;
uma donzela, p'ra salvar a honra,
trata d'uma alta janela saltar:
uma paralisia e não desonra
bafejaram a só Jesus amar;
rogou a cura; respondeu Maria:
o teu alimento é a Eucaristia.


Vocabulário
bafejar = auxiliar

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

quarta-feira, setembro 28, 2011

Um olhar


Foto minha


Sempre que o Sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrocel. (...)

Vinícius de Moraes

 

domingo, setembro 25, 2011

Momento de poesia com Agostinho Fardilha

Frei José de Santa Rita Durão

(1722 – 1784)




“ É um poeta brasileiro, nascido em Minas, da fase neoclássica. Colaborou na política antijesuita de Pombal. É o autor do poema épico Caramuru, de feitio camoniano, no qual o poeta penetra na alma e nos costumes dos indígenas. Inspira-se nas aventuras semilendárias de Diogo Álvares Correia, pioneiro da colonização brasileira, no século XVI, que naufragou na Bahía, vindo a casar com uma ameríndia.”



Lembremo-lo com as seguintes estrofes:




Os amores do náufrago

(Luada e Machu)




I


Descoberto o Brasil, percorre a fama
de riquezas naturais a Colónia.
Nobres e burgueses de dinheirama
arrebatam ou compram sem cerimónia
famílias de índios. Oh! Que drama!
Vão acorrentados e com acrimónia
são tratados. Alguns, de alta linhagem,
prefiguram o chamado bom selvagem.

II

A notícia, prenhe de avidez,
qual deus Mercúrio em velocidade,
sacode o Reino mais do que uma vez;
agita de um tal Diogo a vaidade:
contrata centenas, apenas num mês,
de camponeses, fugindo à herdade.
Mais deserto fica este Portugal:
antes, cultura; agora, matagal.


III


Partem, rumando p’ra costa africana,
onde pilham, a esmo, magotes de pretos,
sem respeito p’la sua regra arcana;
bocas gritando, corações com espetos.
Negreiros e a chorosa caravana,
regando de lágrimas os amuletos,
suportando dificuldades mil,
ancoram, enfim, nas costas do Brasil.


IV

Para concubinas tomou Luada,
sendo de Diogo a mais preferida
esbelta de corpo. Outra, a Calulada,
bem talhada, foi por ele acolhida.
Arrebanha a esguia e bela Murada
e a altiva Quibanda já apetecida.
Completam o “serralho” a jovem Kienda
e ainda a sua triste irmã Xipenda.
V

Nos areais, fronteira que será
um dia de S.Paulo grande Estado,
lançam âncoras. P´ra onde a turba irá?
Embrenham-se no mato. Único fado:
exploração e o resto surgirá.
Agarram índios e o grupo é aumentado.
Diogo amplia o seu concubinato:
toma algumas e com Machu fará acto.
VI

Uns vão mais além: são os bandeirantes.
Outros vasculham os rios: garimpeiros
são. O café e açúcar importantes
ganhos deram àqueles que em cativeiros
tinham pretos, índios e filhos de amantes;
são estes do Brasil os pioneiros!
Foi a Igreja quem lhes deu dignidade,
com missionação e liberdade.
VII

A mescla de três civilizações,
(europeia, africana e amaríndia),
atravessa os tempos e até canções
as noites preenchem com nostalgia.
Onde foram geradas as devoções
ao laico António e Cícero abadia?
E os carnavais, mais cultos com feitiços?
E alimentos naturais tão castiços?
VIII

Luada, ferida de grande inveja,
insulta Diogo e sua mulher.
Mas ele novos horizontes deseja.
Parte e vai até onde Deus quiser.
Porém, o Mar é quem tudo maneja;
na Baía naufragou: que mister!
Poucos, nadando, salvaram a vida.
No sertão, a voz de Luada era ouvida!



Vocabulário
fazer acto = casar-se


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)

Coimbra
imagens:internet

quarta-feira, setembro 21, 2011

Li e gostei


" O silêncio é como se fosse água. Daquela água pura da montanha que se bebe directamente pelo coração".

( Jorge Sousa Braga)

Foto minha

segunda-feira, setembro 19, 2011

Um olhar


Um belo recanto da nossa costa nortenha, quase inóspito, devido à forte nortada que a protege da avalanche humana.

Foto minha

sexta-feira, setembro 16, 2011

Um olhar


A dureza, agressividade, respeito e imponência da natureza, contrastando com a força da vida, que ali nasceu, torna tudo pejado de magia e irresistível.

Foto minha

terça-feira, setembro 13, 2011

Um olhar

Foto minha



Serão as coisas naturais mais satisfeitas
se tudo estiver despido de sordidez.
Havendo receptáculos e mais límpidez,
até a vida fica isenta de maleitas.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

Vocabulário
satisfeita= farta

quarta-feira, setembro 07, 2011

Um olhar

Foto minha

De dia aromatizas o ambiente,
de noite destróis a escuridão.
Alumia pois meu coração
e de amor sejas aí nascente.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

domingo, setembro 04, 2011

Um olhar


Foto minha

A serenidade da gaivota rodeada pela calmaria da àgua que se "esperguiça" indolente num fim de tarde de Verão.


quinta-feira, setembro 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha





Santa Beatriz da Silva, o amor
especialmente à Virgem Maria
teve em ti da fundação o motor
e sua regra de uma Ordem Pia,
matriz de Instituto, cujo Mentor
b(B)eatriz escolheu como seu guia;
rápido prosperou, dando nas vistas,
o Instituto das Concepcionistas.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

terça-feira, agosto 30, 2011

Excertos de livros




"É tão estranha a sensação de não viver. De estar só à espera que aconteça. Olhar para trás e ver que em quase meio ano nada aconteceu. Pelo menos comigo. (...) eu estou em stand by. (...) Como os passageiros à espera de um outro destino naquelas salas de aeroporto que são onde melhor se ouve a solidão de estarmos tão perdidos assim como eu aqui, que por momentos nos transformamos em verdadeiros fantasmas, sem sombra sequer, sem nada. Até acontecer alguma coisa. Vai ter de acontecer alguma coisa. E não acontece."

Pedro Paixão in Viver Todos os Dias Cansa
Foto:internet

domingo, agosto 28, 2011

Li e gostei



" É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe, mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti."


Nuno Júdice
Foto minha

quinta-feira, agosto 25, 2011

Um olhar


A bebida mais consumida no mundo.
Preto, vermelho, verde, branco, de frutos ou infusões. Faz parte do meu quotidiano.É sempre um momento de pausa para relaxar.

Acompanham-me?!

Foto minha

segunda-feira, agosto 22, 2011

Um olhar


Ora adivinhem lá o que vos diz a foto?!...
Isso mesmo, um gelado! Para quem acertou uma colher deste saboroso gelado!
Hummm...já estou a salivar...

Foto minha

terça-feira, agosto 16, 2011

Morreu há 110 anos

Relembro-o com uma das suas citações sempre actuais.


"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm autoridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que  há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos.Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidade e por interesses, por espelaculações e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"

 Eça de Queiroz (in " O distrito de Évora" (1867)

Foto minha

sábado, agosto 13, 2011

Li e gostei


As mais belas frases de amor são ditas no silêncio de um olhar.

(Paulo Coelho)

Foto minha

quarta-feira, agosto 10, 2011

Excertos de livros que gostei

...Por outro lado encontrei magníficos sonhadores, homens e mulheres que porfiadamente acreditam nos seus sonhos. Mantêm-nos, cultivam-nos. Eu, humildemente, à minha maneira também fiz o mesmo."

Luis Sepúlveda in (O Poder dos Sonhos)

domingo, agosto 07, 2011

Um olhar


Cada amanhecer traz-nos um novo dia , com novos sonhos, novas esperanças...

Foto minha

quinta-feira, agosto 04, 2011

Li e gostei


Foto minha


" O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos sem-carácter, nem dos sem- éctica. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!"

Martin Luther King

segunda-feira, agosto 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha





Agostinho e tua Santa Mãe Mónica,
gozando estais delícias do Céu;
o crente na filosofia agnóstica,
sofreu muito, mas destruiu o véu;
tornou-se no mais Santo Bispo d'África,
onde, em Hipona, ensinou e viveu.


Vocabulário
Véu = ilusão

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sábado, julho 30, 2011

Li e gostei


" A vida é uma lotaria gigante em que apenas as cautelas vencedoras são visíveis".

Foto minha

quarta-feira, julho 27, 2011

Um olhar


O oceano, a praia, as ondas que, preguiçosamente, rolam, indiferentes à mão humana que modificou a paisagem natural...

Foto minha

sexta-feira, julho 22, 2011

Li e gostei



" Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive".

Padre António Vieira
Foto minha

terça-feira, julho 19, 2011

Um olhar


(...)
Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim.(...)

Delfins

Foto minha

sábado, julho 16, 2011

Um olhar


Uma lanterna alumia a singeleza da hera, força da vida, que desce pela rudeza do xisto.

Foto minha

quarta-feira, julho 13, 2011

Um olhar


A vida é como uma viagem em que se embarca rumo ao desconhecido...

Foto minha

domingo, julho 10, 2011

Um olhar


Areia escaldante, sol tórrido e o pregão ritmado do vendedor de bolas de Berlim...

Booooola...olha a bola quentinha...booooola...bolinha de Berlim...booooola...

Foto minha

quinta-feira, julho 07, 2011

Recordando Bled (Eslovénia)

Um local de uma beleza paradisíaca, onde as montanhas se reflectem nas águas límpidas e transparentes do lago.


Fotos minhas

segunda-feira, julho 04, 2011

Um olhar

Habita aqui perto esta amoreira brava, como que perdida, no meio de plátanos e castanheiros. Os seus frutos não comestíveis são espezinhados por quem passa.
Sinto-lhes a dor!

Gosto imenso de amoras.
Sabem -me a Verão!




Fotos minhas

sexta-feira, julho 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha





Já vos lembrais ainda dos avós?
um mês é pouco para os recordar;
lá um c’o neto, mas aqui dois sós;
hoje poucos os querem aturar:
o que pode o futuro a esses dar?

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

quarta-feira, junho 29, 2011

Um olhar


O lago, espelho esverdeado de um cenário idílico,  esquecido e inexplorado.

Foto minha

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