terça-feira, outubro 20, 2009

Voltei ao baú!!!

Para variar tirei de lá uma toalha, para camilha, feita em croché (linha fininha).

Acho-a linda!
Claro!...Sou suspeita!





Fotos minhas

sexta-feira, outubro 16, 2009

Dia Mundial da Alimentação

Para lembrar este dia e porque a sopa é a base da alimentação publico este poema de meu pai.




Trovas

A lenda de “A sopa de pedra”

Conta-se que em Almeirim e tempos idos
um frade esfomeado e barrigudo,
instruído, expedito e não sisudo,
às portas batia, mas seus gemidos
nem os ricos lavradores convenciam
a darem para a fome qualquer cousa.
Muito madraço e preguiçoso ousa
vestir hábito e freires pareciam.

Até os cães sabiam distinguir
um falso irmão, de um conventual.
Ao nosso fradinho, que era real,
ladravam, é verdade, mas o latir
era outro: p’ra dizer que estava ali
alguém, a chorar, que metia dó;
tinha como que, na garganta, um nó;
de certo pedia algo para si.

Em ano de crise, pior ainda.
Uma vez mais insiste e do cancelo
chama os donos e em lastimoso apelo
descreve o motivo da sua vinda.
Era um casal rico, mas avarento.
O mendigo, de barriga vazia,
diz que sopa de pedra fazer ia.
Na panela, emprestada, pô-la dentro.

No pote- tudo dado- pondo vai
chouriço, unto, feijão, batata, sal.
Fervendo, sobe ao ar cheirinho tal
que o casal, pasmado, dali não sai.
A malga cedida, mais de uma vez
encheu e comeu o caldo com prazer.
E a pedra?- disse ela sem perceber.
Respondeu o frade:… p’ramanhã talvez!

Fym (fim)

Os bens, que temos cá, a Deus pertencem.
Entregar parte devemos aos pobres.
De coração sejamos sempre nobres
e os mais desamparados agradecem.
A avareza é hostil ao amor.
Decerto o frade não ia esquecer
o bem que o casal tinha de fazer:
pediria sorte p’ro lavrador!


Observação: trova, em oitavas de decassílabos, segundo o esquema abbacddc. Nas 1-ª e 3-ª estrofes a rima é grave; nas 2-ª e 4-ª, é aguda. No “fym”, os primeiros quatro versos são de rima grave e os restantes, de aguda. Em todas as estrofes adoptou-se a rima interpolada.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra



quinta-feira, outubro 15, 2009

Parabéns, Paula, por mais um novo livro de poemas.



Visitem-na. Vale a pena!




Hoje, seleccionei este.


Princípio

Serão os olhos mansos
Que recordo
Ou o sorriso mudo
Da tua boca?
Será que serão
As mãos brandas
E o corpo perturbador
Que recordo ainda
E serão as palavras cansadas
E os beijos enlouquecidos
Que me acordam
E que recordo
Hoje como um princípio
De tudo?

Paula Raposo

quarta-feira, outubro 14, 2009

Momento de Poesia



OS DEGRAUS

Não desças os degraus do sonho

Para não despertar os monstros.

Não subas aos sótãos – onde

Os deuses, por trás das suas máscaras,

Ocultam o próprio enigma.

Não desças, não subas, fica.

O mistério está é na tua vida!

E é um sonho louco este nosso mundo...

Mario Quintana - Baú de Espantos
Foto minha

terça-feira, outubro 13, 2009

Tamareira "rainha" em Marrocos.

Viajando por Marrocos deparei-me com uma imensa e sumptuosa extensão de palmares de tamareiras.

Um “mar” verde!









Fotos minhas

segunda-feira, outubro 12, 2009

Opinião


Uff, acabou



Como na comédia de terror "Welcome to Zombieland", que bate recordes de bilheteira nos Estados Unidos, na última sequência, ontem, domingo, da comédia que animou o ano português, as personagens principais tinham nomes de cidades e sedes de concelho.
Perseguidas durante seis longos meses por "zombies" de todas as colorações possíveis (laranja, cor-de-rosa, vermelho, azul, verde…), as vítimas podem finalmente respirar fundo e dizer "uff!". Os comedores de carne eleitoral regressarão agora, durante uns anos, aos seus gabinetes ou refugiar-se-ão, ressentidos, nos obscuros tugúrios da oposição, das TV e dos jornais desaparecerá a palavrosa e astrológica subespécie dos politólogos e os cidadãos poderão voltar a frequentar as ruas sem serem agredidos por cartazes, discursos, beijos, arruadas e caravanas automóvel com música pimba aos berros. O país regressará à "normalidade" de sempre, a da miséria, da corrupção e do incumprimento das promessas, mas, pelo menos, durante algum tempo, ninguém nos pedirá (ou, se calhar ir por diante a vontade do imperador dos Açores, nos exigirá) que ratifiquemos tudo isso.

Manuel António Pina

JN 12-10-2009


Subscrevo

domingo, outubro 11, 2009

Achei interessante!

Num país africano (Marrocos) a propaganda eleitoral está restrita a uma parte da parede, na praça, dividida em partes iguais pelo número de partidos (ver fotos).
Os candidatos, apenas aí, podem expor as suas ideologias, diminuindo deste modo a poluição visual.





Fotos minhas

quarta-feira, outubro 07, 2009

Memórias (1968)

Decorrem as recepções aos caloiros.Recordo uma em que participei.



( eu ) Disfarçada com as tranças da minha irmã Teresa


(eu) Desfilando na passerelle

Onde estou? Descubram-me!

segunda-feira, outubro 05, 2009

Implantação da República




Há cem anos o regime e os valores mudaram.

Para melhor?
Para pior?

Cada um saberá avaliar em consciência qual a melhor opinião.


Imagens:internet

sábado, outubro 03, 2009

Sabedoria Popular

Alguns



de Outubro
Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.

Em Outubro, o fogo ao rubro.

Em Outubro, paga tudo.

Logo que Outubro venha, procura a lenha.

Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.

Outubro quente traz o diabo no ventre.

Outubro suão, negaças de Verão.

Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.

Se em Outubro te sentires gelado, lembra-te do gado.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Frases lógicas




"Se Sócrates governar de modo diferente, diminuir a arrogância do estilo e o voluntarismo das políticas, não será por ter perdido a maioria absoluta mas porque o País mudou... Aumentaram os pobres e os desempregados...”

Maria José Nogueira Pinto, "Diário de Notícias", 1-10-2009



“Tanta gente a refilar com o governo e a dizerem o quão descontentes estão com as politicas do mesmo e depois vê-se uma taxa de abstenção tão grande?! Se querem mudar alguma coisa votem, em vez de andarem a protestar por tudo e por nada. Tamanha taxa de abstenção é uma vergonha.”



Sofia M(" i",1-10-2009)


Imagem:internet

quinta-feira, outubro 01, 2009

Origem do nome do mês de Outubro




É o décimo mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Outubro deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em Março. Uma curiosidade é que Outubro começa sempre no mesmo dia da semana que o mês de Janeiro, quando o ano não é bissexto.

Pesquisa: internet
Imagem: internet

terça-feira, setembro 29, 2009

Momento de Poesia com Paula Raposo

O caminho






O caminho deveria
ter-se cruzado
há anos.

Deveria.

Assim não sendo
cruza-se agora
para me encantar
no teu olhar.


Paula Raposo

Foto minha

domingo, setembro 27, 2009

O país ao longo do tempo



Ontem

Um país de mudos governado por um surdo.

Hoje

Um país de papagaios governado por um surdo.

E amanhã?



Imagem:internet

sábado, setembro 26, 2009

Parabéns Frederico!


Faz hoje 28 anos o Frederico (Kiko), meu sobrinho e afilhado, e um dos contribuidores (muito silencioso) deste blog.
Reparem no homem charmoso em que se está a transformar o meu sobrinho.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Isto de não ser de esquerda


Os caminhos da liberdade são muitos e misteriosos. Mas talvez só à direita se possa perceber isso. Fui para a direita para ser livre.




Cresci num país "a caminho do socialismo". O governo era de esquerda, os meus pais eram de esquerda, os professores no liceu eram de esquerda, os jornais eram de esquerda, os cantores da moda eram de esquerda, os militares eram de esquerda, os bispos eram de esquerda e até os partidos ditos de "direita" também eram de esquerda (do "centro-esquerda").


Aqueles que viveram nesse Portugal de há trinta anos sabem do que falo. O ar cheirava a esquerda e parece-me que até a comida sabia a esquerda. A sabedoria, o talento e a bondade só podiam ser de esquerda.


A esquerda era o bem. Ser de esquerda era estar salvo, redimido de todos os pecados, isento de todas as dúvidas, dispensado de todas as reflexões. O respeitinho era de esquerda.


Num país assim, era talvez fatal que a perversidade inerente à adolescência me levasse a acreditar que nada do que me fascinava pudesse ser de esquerda.


Henry James, Borges, Nabokov não eram de esquerda. Os Estados Unidos não eram de esquerda. A rapariga mais bonita do liceu também não era, aparentemente, de esquerda.


O que era não ser de esquerda?



Era ler os poemas de Fernando Pessoa sem os reduzir à "expressão da angústia de classe da burguesia". Era reconhecer que o Natal não era quando um homem quisesse ou que o mundo não pulava e avançava como bola colorida nas mãos de uma criança.


Era chamar as coisas pelos nomes e perceber os limites de tudo.


Era aceitar o pluralismo e a contradição como características permanentes da humanidade, e não como imperfeições para serem passadas a ferro pela planificação científica da sociedade. Não ser de esquerda era compreender que Cuba era uma ditadura, ponto final.


Onde tudo começou


Eis como fui parar à direita - um lado que, depois da revolução, era como aqueles descampados entre prédios onde brincávamos em miúdos: um espaço vago, sem organizações, sem hierarquias, sem rituais, sem dogmas, sem líderes. Foi por aí que passei a andar, anarquicamente. Se tivesse nascido noutra época, estaria eu noutro lado? Talvez.



O ano passado, li um texto em que Bernard Henri-Lévy justificava as suas parcialidades políticas. Descobri, sem espanto, que as razões pelas quais ele diz que é de esquerda são precisamente as mesmas pelas quais eu digo que não sou de esquerda, ou, se preferirem, pelas quais eu estou à direita (não digo "ser de direita", porque esse é um ponto de vista da esquerda).



Resumo: ele fez-se de esquerda para ser livre; eu fui para a direita pela mesma razão. Os caminhos da liberdade são muitos e misteriosos. Mas talvez só à direita se possa perceber isso.






Rui Ramos “Historiador”

Jornal i 30/05/2009




Foto:http://gentedefe.com

quarta-feira, setembro 23, 2009

Um olhar: Bonsai

Achei original! Não resisti…



Bonsai videira




Bonsai (japonês: 盆栽, bon-sai), que significa "árvore em bandeja".
Foto minha

terça-feira, setembro 22, 2009

Chegou o Outono!


Com a chegada do Outono a paisagem inicia um novo ciclo de mudança.
O blog acompanha-a, renovando o seu visual. Vestir-se- á de dois tons de castanho, duas das cores das folhas que caem!

Foto:www.flickr.com/photos

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