Sétimo mês do almanaque latino e foi raiz do nono actual; tem conotações em Portugal, evocando o tumulto setembrino; mondam-se as terras de cultivo, banindo todas as ervas daninhas; retiram-se os cachos das vinhas, obrando néctar gustativo.
Vibro a paixão eloquente Inesquecível e irrepetível Não falada não dita. Vibro profundamente A tempestade Numa maré Em espuma desfeita, Uma vaga de magia. Vibram os sentidos Em todas as palavras Que se dizem.
Olhando o rio que serve de poiso onde as gaivotas mariscam, deparei-me com uma apreciando o voo da outra, possivelmente numa ida relaxante sem limite, com volta ao "porto seguro". Quem sabe não terá pensado?! Também vou voar, até que as asas me doam!
Estas lapas vivinhas e frescas fazem-me lembrar outras "lapas", não tão frescas como estas, das quais fujo sempre que posso. Sabem a que" lapas" me refiro?!
Passou-me uma tangente!...Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...sacudi-me...saltei...finalmente vi-a no tecto e registei. Quem a mata?!
Augusto imperador teu nome inspirou, gostou muito da plebe miserável: ouviu sempre o povo que o abençoou; se o ano foi de clima favorável, teremos boas ceifas e gostosos frutos: olavrador em celeiro guarda os produtos.
“Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raizes e pouca ramagem. As raizes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos. E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar”
Passados 42 anos, revisitei o Penedo da Saudade, em Coimbra, e sofri uma desilusão... O lugar encantador, fonte de inspiração para tanto poeta, do qual guardo recordações inesquecíveis, encontra-se neste estado de abandono.