sábado, janeiro 08, 2011

"Olaria de Bisalhães:rostos de barro preto", patente no Museu Abade Pedrosa (Santo Tirso)

O centro olárico de Vila Real

A loiça preta que ainda hoje se produz em Bisalhães, lugar da freguesia de Mondrões, em Vila Real, teve a sua origem há muitos séculos, quando as oficinas de oleiros se estendiam por várias localidades - Parada de Cunhos, Lordelo, Vila Marim - constituindo-se um centro produtor de loiça preta de considerável importância.

Comer em loiça de barro de Bisalhães

Hoje, e desde há uma vintena de anos, a olaria de Bisalhães mantém-se na mão de velhos oleiros. Não se vê gente nova a querer dedicar-se à arte. É certo que novos horizontes se abrem para que o barro continue a ser usado na criação de peças, mas o caminho parece passar pela realização de figurado, procurando-se deste modo novos clientes para novos usos. Se todos continuarem a usar nas cozinhas, em forno a gás, eléctrico ou em micro- ondas, as vasilhas destes oleiros, seguramente se contribui para manter uma arte ancestral.

(Museu de Arqueologia e Numismática- Vila real)



Olaria de Bisalhães

Carga de loiça dentro do cesto


Serviço de chá


Talha

Barro e sachola


Giesta e carqueja (usadas na cozedura da loiça)

Peneiras e pico

Roda e banca

Fotos minhas (pequena amostra da exposição)



quinta-feira, janeiro 06, 2011

"A Crise"


" Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera, a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro.

Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la".


Albert Einstein

Foto minha

terça-feira, janeiro 04, 2011

sábado, janeiro 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha




Já temos entre nós o Rei do Mundo
a quem confiamos o nosso ser;
nos vai livrar de Satanás imundo;
e (E) pifania do Senhor viver
ignifica-nos. Com isto o profundo
rugirá por tantas almas perder;
oh! à Terra a Paz vieste trazer.

Vocabulário
profundo= inferno
ignificar=abrasar
Agostinho Alves Fardilha ( o meu pai)
Coimbra

Feliz Ano Novo



Para todos vós

Foto minha

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Mensagem de Fim de Ano



"Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui p'ra diante vai ser diferente".

Carlos Drummond de Andrade
Foto minha

terça-feira, dezembro 28, 2010

Li e gostei



"As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar".

Leonardo da Vinci

Foto minha

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Mensagem de Natal



" A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio dos nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham na nossa caminhada pela vida".

Autor desconhecido
Foto minha

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Este ano relembro a história das bolas de Natal (um dos seus símbolos).



Simbolizam as graças divinas que nos são concedidas diariamente; os frutos da "árvore da vida" ou seja o próprio Cristo.

Fonte: Tradições de Natal
Foto minha

sábado, dezembro 18, 2010

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Um conto de Natal (resumo)



Numa grande floresta de pinheiros, tílias,abetos e carvalhos, a norte da Dinamarca, morava um cavaleiro com a família.
Todos os anos festejava alegremente o Natal com a mulher, parentes e criados. Mas, certo Natal, terminada a ceia, declarou que no próximo ano não estaria ali com eles, pois resolvera ir em peregrinação à Terra Santa.
E lá partiu para a demorada e perigosa viagem, como eram as daquele tempo.
Um ano depois estava na Palestina e, no dia de Natal, dirigiu-se para a gruta de Belém.Rezou muito nessa noite e pediu aos Anjos que o protegessem e guiassem na viagem do regresso, para que, daí a um ano, pudesse celebrar o Natal com os seus.
Regressou em fins de Fevereiro na companhia doutros peregrinos, entre os quais um rico mercador de Veneza que o acolheu no seu palácio. mas ele queria partir e, um mês depois, caminhava em direcção a Génova para embarcar num dos navios que navegavam para a Flandres.
Primeiro a doença que o acometeu, depois a falta de barcos obrigaram-no a fazer a viagem por terra, a cavalo.
Só parava para comer e dormir, ansioso de chegar antes do Natal à sua terra. Mas, quando chegou à flandres, já era Inverno e os navios não podiam cruzar os rios e mares gelados. resolveu fazer a viagem por terra e caminhou durante longas semanas. Na antevéspera do Natal, chegou a uma pequena povoação a poucos quilómetros da sua floresta.
Era o dia 24 de Dezembro e ele caminhava apressado através da grande e espessa floresta, indiferente a todos os perigos. A neve caía. Os lobos espreitavam.
Meio perdido, a tremer de frio, não desistiu. Lembrando-se da grande noite azul de Jerusalém rezou a oração dos Anjos e então na massa escura dos arvoredos começou a crescer uma pequena claridade. A luz continuava a crescer e, à medida que crescia, subindo do chão para o céu, ia tomando a forma dum cone. Quando chegou em frente da claridade viu que se tratava do grande abeto escuro coberto de luzes.
Os anjos tinham-no enfeitado com dezenas de pequenas estrelas para guiar o Cavaleiro.
E é por isso que na noite de Natal se iluminam os pinheiros.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha



Poesia do Século XVII

A Poesia Lírica Cultista e Conceptista

O cancioneiro barroco: a” Fénix Renascida” e o” Postilhão de Apolo”

Chegamos ao fim da” viagem” com o poeta

Jerónimo Baía



Ao Menino Jesus

Adão e Eva pecaram,
desobedecendo a Deus;
os males, incluindo os meus,
ao Pai Eterno rogaram


que tivesse piedade
dos Seus filhos penitentes,
de maldades sempre utentes.
Ele ouviu a Humanidade.


Resolveu gerar um Filho
numa Virgem imaculada,
desde sempre consagrada
a Deus com todo o Seu brilho.


Neste mundo ficará
enquanto aqui vida houver.
A Hóstia, como esmoler,
no Sacrário estará.


Já na infância a todos deu
bênção e amor infinito.
Fez amizades n’Egipto,
onde alguns anos viveu.


Ajudava o pai terreno
na arte de carpinteiro;
e gravava no madeiro
a missão do Nazareno.


Morto Herodes, regressou
com os Pais a Nazaré.
Sua vida ignorad’é:
mas futuro preparou.


É tempo de catequese:
lá vai Ele p’la Judeia;
os atalhos calcorreia,
buscando quem O despreze.


Jesus, p’ra te conhecer
tenho de olhar para dentro
de mim. Se estiveres no centro,
Contigo passo a viver.


Inveja e ódio à morte
Te condenaram. Mas ela
tu derrubaste qual vela
desfeita p’lo vento Norte.


Meu Deus- Menino és do Padre
Trino obra divina e humana,
fizeste uma Caravana,
cujo guia é tua Madre.


Diáfano Lampadário,
és farol das nossas vidas.
Com doçura nos convidas
a seguir o Teu calvário.




Vocabulário:

brilho=esplendor
esmoler=dádiva
caravana=Igreja




Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Recordando o Bazar Egípcio (Istambul/ Turquia)

Este Bazar foi construído no século XVII para fazer parte do conjunto da Mesquita Nova, em frente ao Bósforo.
O Bazar Egípcio também é conhecido como Bazar das Especiarias, porque durante vários séculos foi esta a principal mercadoria ali vendida.


Fotos minhas

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Escada Em Caracol



É uma escada em caracol
e que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
mas nunca passa do chão.

Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
o lastro do coração.

Sobe-se numa corrida.
Corre-se p'rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão.

David Mourão Ferreira

Foto minha

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Um olhar




Finalmente o povo português convenceu-se que a CRISE bateu à porta de alguns milhões de "infelizes". Mas ela envolveu até as desprotegidas avezinhas. De olhar atento fixo nas janelas esperam que algum ser humano - geralmente uma velhinha - lhes lance umas migalhas de pão, que ficaram na humilde toalha de mesa.
Este triste "fado", com raras excepções, perseguiu sempre o Portugal de D. Afonso Henriques.


Fotos minhas

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Um olhar

Indiferente à crise, a autarquia continua a esbanjar, iluminando a cidade, em detrimento do essencial.


Fotos minhas

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha



Décimo mês dos tempos idos
e, actualmente, o décimo segundo;
zangam-se as gentes peninsulares a fundo
e Portugal foge aos bandidos;
mas olhemos para a agricultura:
bonitas árvores se vão plantar,
rasga-se a terra com brandura
onde haverá flores de bom cheirar.


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

segunda-feira, novembro 29, 2010

Recordando Pamukkale ( Turquia )

Visto à distância, o panorama lembra um manto de algodão. Daí o seu nome "Pamukkale" que traduzido significa "Castelo de Algodão".
Obra da natureza, várias nascentes de águas quentes e calcárias formaram piscinas com os seus sedimentos.

Deixo-vos aqui um pouquinho da sua beleza.



Fotos minhas

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