segunda-feira, junho 06, 2011
Um olhar
Os Santos Populares, curiosos, espreitam:
Será que ouvi?
Pareceu-me que apregoavam:
- Olha a bela sardinha assada!
Foto minha
sexta-feira, junho 03, 2011
quarta-feira, junho 01, 2011
Momento de Poesia com Agostinho Fardilha
Junho é o mês dos santos populares:
um dos Santos em o nome de António;
nunca (de) João, Pedro e Paulo nos lares
houve ingratidão também. O demónio
ou esbrabeja ou vai p'ro pandemónio.
Vocabulário
pandemónio = lugar onde os demónios se reunem
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
segunda-feira, maio 30, 2011
sábado, maio 28, 2011
Passaram-se 114 anos, mas continua actual
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com orelhas é capaz de sacudir as moscas...
Guerra Junqueiro, in Pátria (1896)
Imagem:internet
quarta-feira, maio 25, 2011
Um olhar
Um castelo...história e património de um povo, outrora espaço defensivo e residencial.
Hoje, olhando-o, vejo também o seu lado romântico e lendário, imaginando as histórias ocultas que as suas muralhas encerram.
Foto minha (castelo de Fougéres /Bretanha)
domingo, maio 22, 2011
quinta-feira, maio 19, 2011
Um olhar
Prazenteiros, brotam da terra os legumes. Apreensivos, olham para quem os observa. Morrem no silêncio de uma panela, saciando com seus sabores o apetite de quem os aprecia.
Foto minha
segunda-feira, maio 16, 2011
Momento de poesia com Agostinho Fardilha
António Dinis da Cruz e Silva
(1731 – 1799)
“Nascido em Lisboa, de família humilde, consegue, mesmo assim, as protecções que lhe permitiram seguir estudos secundários no Oratório e cursar a Universidade de Coimbra. A experiência da Lusa Atenas constitui-se, também, em traumatismo para este notável satírico. Mas é este um dos momentos culminantes de ataque ao fradismo mental dos lentes.
Em 1764 encontramo-lo como juiz auditor em Elvas. O “Hissope” é a obra-prima de Cruz e Silva. Ele baseia-se num assunto trivial: a disputa entre o Deão da Sé de Elvas e o Bispo. Quando este visitava a Sé, era costume ser recebido pelo Deão, que lhe fazia a entrega do hissope para as aspersões rituais. Certo dia, o Deão recusa-se a cumprir com esta praxe. E das querelas daí derivadas nasce a matéria para o “Hissope”. Neste poema o que está em questão é todo um mundo ainda eivado de feudalismo, em plena época das Luzes.
O “Hissope” cristaliza a crítica iluminista ao alto clero da terra. É uma sátira social.”
Relembremo-lo com um pequeno poema satírico e humorístico, mas respeitando (excepto na rima e na métrica) a sua intencionalidade e personificação de imagens abstractas (alegorias).
O Turíbulo
I
Pr’as bandas, onde a bela Aurora o Sol beija,
um recanto era, chamado Quimeras:
diferentes costumes e muita Inveja,
todos discutiam por Bagatelas:
a Excelência, da Senhoria,
mesmo de falsa geneologia,
se afastava: então medrava a Discórdia.
A Lisonja tinha agora bom pasto,
à Depêndencia perdeu-se o rasto.
II
No rincão viviam um sábio Arcipreste,
mui versado na “Summa” Teológica,
tudo contestando oposto ao Celeste;
a moda do francês, pr’ele, era alógica;
o Sacristão, devotado tomista,
de hábitos de antigo seminarista,
e o Acólito, de mente brilhante,
que assimilou o ensino de Descartes,
mas espalhou o Ódio em várias partes.
III
Ira e Afronta mal-estar geraram
entre o Acólito e o Sacristão:
ambos o Turíbulo cobiçaram
e queriam segurá-lo na mão,
quando o Predendado lhe punha o incenso.
Um citava a Tradição e o bom senso;
o outro considerava isso trapaça.
Um, direito medievo invocava;
p’ra o outro, iluminismo tudo inovava.
IV
Ao Clérigo levaram a pendência.
Ambos alegaram os seus argumentos:
p’ra Acólito, Escolástica, falência;
p’r outro, Tomismo, o melhor dos alimentos.
O Arcipestre, douto e prudente, assim
decidiu: algum de Vós viu o fim
da Impaciência e de outras fúrias?
Acalmem-se e reine sempre a Paz.
Alternem o serviço e isso me apraz.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
Fotos:internet
sexta-feira, maio 13, 2011
Recordando a Mesquita Azul em Istambul/Turquia
A Mesquita Azul ou Mesquita do Sultão Ahmed construída no séc.XVII na antiga cidade de Byzantium é a maior mesquita de Istambul e famosa pelos seus seis minaretes. Deve o seu nome à cor azul e verde predominante nos azulejos das paredes e da cúpula.
Mesquita Azul
Porta do átrio interior
Cúpula da Mesquita (átrio interior)
Alguns pormenores do interior da mesquita
Fotos minhas
terça-feira, maio 10, 2011
Um olhar
" Uma só gota de água tem a mesma solenidade que a cascata inteira."
(autor desconhcido)
Foto minha
sábado, maio 07, 2011
Noite de Lua Cheia
(…)A noite é nua na noite de lua cheia
O céu flutua na noite de lua cheia
O amor actua na noite de lua cheia
Ocupa a rua na noite de lua cheia(…)
Gilberto Gil
quarta-feira, maio 04, 2011
Um olhar
" Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento."
Érico Veríssimo
Foto minha
domingo, maio 01, 2011
Momento de Poesia com Agostinho Fardilha
Mas que tem de especial este mês?
ainda perguntam? É nossa senhora,
informando simples crianças três:
o mundo vai ser castigado agora.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
sexta-feira, abril 29, 2011
Li e gostei
" O mundo muda quando dois se olham e se reconhecem...
Amar, é despir-se de nomes."
(Octávio Paz)
Foto minha
quarta-feira, abril 27, 2011
Um olhar
Era uma vez um castelo...
Era uma vez um rei e uma rainha...
Era uma vez três fadas e uma princesa...
Era uma vez um príncipe...
...e foram felizes para sempre!
Foto minha
segunda-feira, abril 25, 2011
domingo, abril 24, 2011
quinta-feira, abril 21, 2011
segunda-feira, abril 18, 2011
Momento de poesia com Agostinho Fardilha
Paulino António Cabral de Vasconcelos
(Abade de Jazente)
(1719 – 1789)
“ Natural de Amarante, foi Abade em Jazente e frequentou os círculos sociais e mundanos da burguesia portuense, incluindo uma Academia Portuense que reunia no paço episcopal do Porto.
O Abade de Jazente, padre e anti – ultramontano, inclui na “áurea mediania” e no epicurismo horacianos a amizade pelos seus cães de caça e as efemérides das suas aventuras eróticas. Mas o que há mais de vivo na sua obra é o diário da sua própria vida íntima, referindo-se à sua amada ou pedindo a morte para fugir à velhice caquéctica e à doença.
Sem atingir o ofício e a amplidão temática de Nicolau Tolentino, mais novo uns anos que o poeta de Amarante, deve ser considerado, todavia,um dos grandes poetas satíricos da nossa literatura, um agudíssimo e filosófico observador dos costumes da burguesia nortenha.”
Honremo-lo com 2 sonetos:
I-A insconstância do amor juvenil
II-“Carpe diem”…(goza a vida o melhor possível, porque ela é curta)
I-A inconstância do amor juvenil
A esse ovo matizado que fizeste
Ó querida, encanto dos olhos meus?
Descuidada, estorcegaste os pés teus:
Caíste, partiu-se e tenção desdeste.
Comprámos um balão azul celeste,
mas alheios ao ar e aos escarcéus,
prenhe de mais, roçando nos ilhéus,
estoirou; Cupido a fugir foi preste.
Saltam as fogueiras de S.João
enlaçados os dois. Mas as orvalhadas
tudo apagam e lá vai mesmo a afeição.
O amor, na juventude, alfinetadas
sofre às vezes: tal ovo a ir ao chão,
do balão e das fogueiras, risadas.
Vocabulário:
Tenção=intenção
Desdar=desfazer
Ilhéu= rochedo no meio do mar
II-“Carpe diem…”
Se fores ao Porto, ouve o meu conselho:
saboreia as tripas e as gostosas papas
de sarrabulho. Não e’squeças de natas
o bacalhau e o pernil já vermelho.
Vai , amigo, mesmo que doa o artelho,
à Foz do Douro e aprecia as lapas,
outrora – dizem – alimento dos trapos.
Come à vontade. Ainda não és velho.
Não irás beber água, com certeza.
Prova o puro verdinho de Amarante.
No fim, verás ser pequena a despeza.
Vida curta, sim, mas nela és migrante.
Prepara teu futuro com destreza,
sendo do corpo o espírito mandante.
Vocabulário:
Lapa= molusco
Trapa= trapista (membro de ordem monástica)
Fotos :internet
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
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