sábado, junho 25, 2011
quinta-feira, junho 23, 2011
Um olhar
O mosteiro de Santa Clara reflecte o silêncio das águas calmas do Mondego e espelha a sua ancestralidade.
Foto minha
terça-feira, junho 21, 2011
sábado, junho 18, 2011
Um olhar
O tempo aquenta, os dias medram, as férias avizinham-se e os grelhados ao ar livre, apetecem...
Foto minha
quinta-feira, junho 16, 2011
Um olhar
Um pouco por todo o país deixam a sua marca: a cinza da destruíção, o cheiro da desolação, uma paisagem de sofrimento...
Foto minha
terça-feira, junho 14, 2011
Parabéns
a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida
Hoje é dia de festa
cantam as nossas almas
para o menino Blog
uma salva de palmas.
Foto minha
domingo, junho 12, 2011
quinta-feira, junho 09, 2011
Momento de poesia com Agostinho Fardilha
Domingos dos Reis Quita
(1728-1770)
“ Nasceu em Lisboa em 1728. Filho de um negociante arruinado, teve de seguir o ofício de cabeleireiro, aos 13 anos, para ajudar a sustentar a família. Nos ócios da oficina, tomado de amor pelas letras, lia com entusiasmo, sobretudo Rodrigues Lobo. Começou a ensaiar-se na poesia e adquiriu certa popularidade.
O poeta cabeleireiro frequentava a casa de um amigo, por cuja filha se apaixonou, fazendo dela a sua musa, sob o nome poético de Tirceia. Esta, porém, casou com outro e o pobre Quita desfez-se em poéticas lamentações. O terramoto de 1755 deixou-o sem recursos. Então Tirceia, já viúva, recolheu-o em sua casa.
Em 1761 Quita tuberculizou. Tirceia, casada segunda vez com um médico, conseguiu que o marido tratasse da sua cura. Mas o poeta, em 1770, sucumbiu, correndo o rumor que fora o marido quem envenenara o estranho hóspede de sua mulher.
A obra de Quita, vasada nos moldes clássicos, embora ressinta falta de cultura, adquire, por vezes, um tom brando, langoroso e melancólico, que anuncia a nova disposição das almas, que o pré-romantismo dá vida”.
Lembremo-lo com o “idílio”, que se segue.
Idílio
I
Ó Tágides do rio caudaloso,
ó côncavos rochedos, que guardais
os meus e de Dulcineia meigos ais,
dai-me um coração menos lutuoso
II
Rústicas e odorantes flores os prados
enfeitam.É a úbere Primavera:
das louçãs pastoras meiga quimera,
pr’os rebanhos pastos de muitos grados.
III
P´ra mim sois desvelo e também receios
d’ela faltar ao combinado encontro.
Vinde depressa assistir ao recontro
dos meus suspiros, lágrimas e anseios.
IV
Algo no meu coração me avisava
que ela algures ficaria retida
e contra sua vontade impedida
de abraçar por quem tanto suspirava.
V
Como as lágrimas dos olhos secar?
Haverá quem suporte esta amargura?
Para a minha dor não encontro cura;
dia p’ra dia aumenta o meu pesar.
VI
Meu amor, o que daria p’ra ver
agora os teus formosos e tristes olhos,
que, de repente, se tornaram abrolhos,
que rasgam a Alma, fazendo-a sofrer?
VII
O pensamento só em ti repousa.
Sou companheiro do céu estrelado;
ainda vivo, mas descontrolado:
não durmo e confortar-me ninguém ousa.
VIII
Soube hoje que teu par noivo arranjou
p’ra ti. Mas as nossas juras de amor
não são perenes? Sofres e a minha dor
p’ro corpo a sepultura já cavou.
IX
Choro quando recordo de, ao sol posto,
ver-te sentada na areia, brincando,
e com a espuma da água molhando,
rindo-te, esse teu belo e alvo rosto.
X
Disseram-me que já enviovaste
e que outro marido, rico, já tens.
Não foste leal, mas presa manténs
quem ainda te ama, e atraiçoaste.
XI
No corpo habita doença mortal.
Meu pecado foi entregar-me a ti.
Valeu a pena pelo que senti!
Sê feliz; perdoo-te todo o mal.
Vocabulário:
lutuoso = triste
grado = gosto
recontro = peleja
abrolho = espinho
Agostinho Alves Fardilha( o meu pai)
Coimbra
Foto:internet
segunda-feira, junho 06, 2011
Um olhar
Os Santos Populares, curiosos, espreitam:
Será que ouvi?
Pareceu-me que apregoavam:
- Olha a bela sardinha assada!
Foto minha
sexta-feira, junho 03, 2011
quarta-feira, junho 01, 2011
Momento de Poesia com Agostinho Fardilha
Junho é o mês dos santos populares:
um dos Santos em o nome de António;
nunca (de) João, Pedro e Paulo nos lares
houve ingratidão também. O demónio
ou esbrabeja ou vai p'ro pandemónio.
Vocabulário
pandemónio = lugar onde os demónios se reunem
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
segunda-feira, maio 30, 2011
sábado, maio 28, 2011
Passaram-se 114 anos, mas continua actual
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com orelhas é capaz de sacudir as moscas...
Guerra Junqueiro, in Pátria (1896)
Imagem:internet
quarta-feira, maio 25, 2011
Um olhar
Um castelo...história e património de um povo, outrora espaço defensivo e residencial.
Hoje, olhando-o, vejo também o seu lado romântico e lendário, imaginando as histórias ocultas que as suas muralhas encerram.
Foto minha (castelo de Fougéres /Bretanha)
domingo, maio 22, 2011
quinta-feira, maio 19, 2011
Um olhar
Prazenteiros, brotam da terra os legumes. Apreensivos, olham para quem os observa. Morrem no silêncio de uma panela, saciando com seus sabores o apetite de quem os aprecia.
Foto minha
segunda-feira, maio 16, 2011
Momento de poesia com Agostinho Fardilha
António Dinis da Cruz e Silva
(1731 – 1799)
“Nascido em Lisboa, de família humilde, consegue, mesmo assim, as protecções que lhe permitiram seguir estudos secundários no Oratório e cursar a Universidade de Coimbra. A experiência da Lusa Atenas constitui-se, também, em traumatismo para este notável satírico. Mas é este um dos momentos culminantes de ataque ao fradismo mental dos lentes.
Em 1764 encontramo-lo como juiz auditor em Elvas. O “Hissope” é a obra-prima de Cruz e Silva. Ele baseia-se num assunto trivial: a disputa entre o Deão da Sé de Elvas e o Bispo. Quando este visitava a Sé, era costume ser recebido pelo Deão, que lhe fazia a entrega do hissope para as aspersões rituais. Certo dia, o Deão recusa-se a cumprir com esta praxe. E das querelas daí derivadas nasce a matéria para o “Hissope”. Neste poema o que está em questão é todo um mundo ainda eivado de feudalismo, em plena época das Luzes.
O “Hissope” cristaliza a crítica iluminista ao alto clero da terra. É uma sátira social.”
Relembremo-lo com um pequeno poema satírico e humorístico, mas respeitando (excepto na rima e na métrica) a sua intencionalidade e personificação de imagens abstractas (alegorias).
O Turíbulo
I
Pr’as bandas, onde a bela Aurora o Sol beija,
um recanto era, chamado Quimeras:
diferentes costumes e muita Inveja,
todos discutiam por Bagatelas:
a Excelência, da Senhoria,
mesmo de falsa geneologia,
se afastava: então medrava a Discórdia.
A Lisonja tinha agora bom pasto,
à Depêndencia perdeu-se o rasto.
II
No rincão viviam um sábio Arcipreste,
mui versado na “Summa” Teológica,
tudo contestando oposto ao Celeste;
a moda do francês, pr’ele, era alógica;
o Sacristão, devotado tomista,
de hábitos de antigo seminarista,
e o Acólito, de mente brilhante,
que assimilou o ensino de Descartes,
mas espalhou o Ódio em várias partes.
III
Ira e Afronta mal-estar geraram
entre o Acólito e o Sacristão:
ambos o Turíbulo cobiçaram
e queriam segurá-lo na mão,
quando o Predendado lhe punha o incenso.
Um citava a Tradição e o bom senso;
o outro considerava isso trapaça.
Um, direito medievo invocava;
p’ra o outro, iluminismo tudo inovava.
IV
Ao Clérigo levaram a pendência.
Ambos alegaram os seus argumentos:
p’ra Acólito, Escolástica, falência;
p’r outro, Tomismo, o melhor dos alimentos.
O Arcipestre, douto e prudente, assim
decidiu: algum de Vós viu o fim
da Impaciência e de outras fúrias?
Acalmem-se e reine sempre a Paz.
Alternem o serviço e isso me apraz.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
Fotos:internet
sexta-feira, maio 13, 2011
Recordando a Mesquita Azul em Istambul/Turquia
A Mesquita Azul ou Mesquita do Sultão Ahmed construída no séc.XVII na antiga cidade de Byzantium é a maior mesquita de Istambul e famosa pelos seus seis minaretes. Deve o seu nome à cor azul e verde predominante nos azulejos das paredes e da cúpula.
Mesquita Azul
Porta do átrio interior
Cúpula da Mesquita (átrio interior)
Alguns pormenores do interior da mesquita
Fotos minhas
terça-feira, maio 10, 2011
Um olhar
" Uma só gota de água tem a mesma solenidade que a cascata inteira."
(autor desconhcido)
Foto minha
sábado, maio 07, 2011
Noite de Lua Cheia
(…)A noite é nua na noite de lua cheia
O céu flutua na noite de lua cheia
O amor actua na noite de lua cheia
Ocupa a rua na noite de lua cheia(…)
Gilberto Gil
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