quinta-feira, junho 23, 2011

Um olhar


O mosteiro de Santa Clara reflecte o silêncio das águas calmas do Mondego e espelha a sua ancestralidade.

Foto minha

sábado, junho 18, 2011

Um olhar


O tempo aquenta, os dias medram, as férias avizinham-se e os grelhados ao ar livre, apetecem...

Foto minha

quinta-feira, junho 16, 2011

Um olhar


Um pouco por todo o país deixam a sua marca: a cinza da destruíção, o cheiro da desolação, uma paisagem de sofrimento...

Foto minha

terça-feira, junho 14, 2011

Parabéns


a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos  de vida

Hoje é dia de festa 
cantam as nossas almas
para o menino Blog
uma salva de palmas.

Foto minha

domingo, junho 12, 2011

Um olhar


Desci compassadamente as escadas e em cada degrau senti um olhar teu.

Foto minha

quinta-feira, junho 09, 2011

Momento de poesia com Agostinho Fardilha

Domingos dos Reis Quita
(1728-1770)

“ Nasceu em Lisboa em 1728. Filho de um negociante arruinado, teve de seguir o ofício de cabeleireiro, aos 13 anos, para ajudar a sustentar a família. Nos ócios da oficina, tomado de amor pelas letras, lia com entusiasmo, sobretudo Rodrigues Lobo. Começou a ensaiar-se na poesia e adquiriu certa popularidade.
O poeta cabeleireiro frequentava a casa de um amigo, por cuja filha se apaixonou, fazendo dela a sua musa, sob o nome poético de Tirceia. Esta, porém, casou com outro e o pobre Quita desfez-se em poéticas lamentações. O terramoto de 1755 deixou-o sem recursos.  Então Tirceia, já viúva, recolheu-o em sua casa.
Em 1761 Quita tuberculizou. Tirceia, casada segunda vez com um médico, conseguiu que o marido  tratasse da sua cura. Mas o poeta, em 1770, sucumbiu, correndo o rumor que fora o marido quem envenenara o estranho hóspede de sua mulher.
A obra de Quita, vasada nos moldes clássicos, embora ressinta falta de cultura, adquire, por vezes, um tom brando, langoroso e melancólico, que anuncia a nova disposição das almas, que o pré-romantismo dá vida”.

Lembremo-lo com o “idílio”, que se segue.






Idílio

I          
Ó Tágides do rio caudaloso,
ó côncavos rochedos, que guardais
os meus e de Dulcineia meigos ais,
dai-me um coração menos  lutuoso

II

Rústicas e odorantes flores os prados
enfeitam.É a úbere Primavera:
das louçãs pastoras meiga quimera,
pr’os rebanhos pastos de muitos grados.

III

P´ra mim sois desvelo e também receios
d’ela faltar ao combinado encontro.
Vinde depressa assistir ao recontro
dos meus suspiros, lágrimas e anseios.

IV

Algo no meu coração me avisava
que ela algures ficaria retida
e contra sua vontade impedida
de abraçar por quem tanto suspirava.

V

Como as lágrimas dos olhos secar?
Haverá quem suporte esta amargura?
Para a minha dor não encontro cura;
dia p’ra dia aumenta o meu pesar.

VI

Meu amor, o que daria p’ra ver
agora os teus formosos e tristes olhos,
que, de repente, se tornaram abrolhos,
que rasgam a Alma, fazendo-a sofrer?

VII

O pensamento só em ti repousa.
Sou companheiro do céu estrelado;
ainda vivo, mas descontrolado:
não durmo e confortar-me ninguém ousa.

VIII

Soube hoje que teu par noivo arranjou
p’ra ti. Mas as nossas juras de amor
não são perenes? Sofres e a minha dor
p’ro corpo a sepultura já cavou.

IX

Choro quando recordo de, ao sol posto,
ver-te sentada na areia, brincando,
e com a espuma da água molhando,
rindo-te, esse teu belo e alvo rosto.

X

Disseram-me que já enviovaste
e que outro marido, rico, já tens.
Não foste leal, mas presa manténs
quem ainda te ama, e atraiçoaste.

XI

No corpo habita doença mortal.
Meu pecado foi entregar-me a ti.
Valeu a pena pelo que senti!
Sê feliz; perdoo-te todo o mal.


Vocabulário:
lutuoso = triste
grado = gosto
recontro = peleja
abrolho = espinho

Agostinho Alves Fardilha( o meu pai)
Coimbra
 Foto:internet 

segunda-feira, junho 06, 2011

Um olhar


Os Santos Populares, curiosos,  espreitam:
Será que ouvi?
Pareceu-me que apregoavam:
- Olha a  bela sardinha assada!

Foto minha

sexta-feira, junho 03, 2011

quarta-feira, junho 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha





Junho é o mês dos santos populares:
um dos Santos em o nome de António;
nunca (de) João, Pedro e Paulo nos lares
houve ingratidão também. O demónio
ou esbrabeja ou vai p'ro pandemónio.


Vocabulário
pandemónio = lugar onde os demónios se reunem

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

segunda-feira, maio 30, 2011

sábado, maio 28, 2011

Passaram-se 114 anos, mas continua actual



Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com orelhas é capaz de sacudir as moscas...

Guerra Junqueiro, in Pátria (1896)

Imagem:internet

quarta-feira, maio 25, 2011

Um olhar




Um castelo...história e património de um povo, outrora espaço defensivo e residencial.
Hoje, olhando-o, vejo também o seu lado romântico e lendário, imaginando as histórias ocultas que as suas muralhas encerram.


Foto minha (castelo de Fougéres /Bretanha)

domingo, maio 22, 2011

Um olhar


Qual calçada íngreme assim é hoje o dia a dia de grande parte da população deste país.

Foto minha

quinta-feira, maio 19, 2011

Um olhar


Prazenteiros, brotam da terra os legumes. Apreensivos, olham para quem os observa. Morrem no silêncio de uma panela, saciando com seus sabores o apetite de quem os aprecia.

Foto minha

segunda-feira, maio 16, 2011

Momento de poesia com Agostinho Fardilha

António Dinis da Cruz e Silva
(1731 – 1799)

“Nascido em Lisboa, de família humilde, consegue, mesmo assim, as protecções que lhe permitiram seguir estudos secundários no Oratório e cursar a Universidade de Coimbra. A experiência da Lusa Atenas constitui-se, também, em traumatismo para este notável satírico. Mas é este um dos momentos culminantes de ataque ao fradismo mental dos lentes.
Em 1764 encontramo-lo como juiz auditor em Elvas. O “Hissope” é a obra-prima de Cruz e Silva. Ele baseia-se num assunto trivial: a disputa entre o Deão da Sé de Elvas e o Bispo. Quando este visitava a Sé, era costume ser recebido pelo Deão, que lhe fazia a entrega do hissope para as aspersões rituais. Certo dia, o Deão recusa-se a cumprir com esta praxe. E das querelas daí derivadas nasce a matéria para o “Hissope”. Neste poema o que está em questão é todo um mundo ainda eivado de feudalismo, em plena época das Luzes.
O “Hissope” cristaliza a crítica iluminista ao alto clero da terra. É uma sátira social.”

Relembremo-lo com um pequeno poema satírico e humorístico, mas respeitando (excepto na rima e na métrica) a sua intencionalidade e personificação de imagens abstractas (alegorias).





O Turíbulo
I
Pr’as bandas, onde a bela Aurora o Sol beija,
um recanto era, chamado Quimeras:
diferentes costumes e muita Inveja,
todos discutiam por Bagatelas:
a Excelência, da Senhoria,
mesmo de falsa geneologia,
se afastava: então medrava a Discórdia.
A Lisonja tinha agora bom pasto,
à Depêndencia perdeu-se o rasto.

II

No rincão viviam um sábio Arcipreste,
mui versado na “Summa” Teológica,
tudo contestando oposto ao Celeste;
a moda do francês, pr’ele, era alógica;
o Sacristão, devotado tomista,
de hábitos de antigo seminarista,
e o Acólito, de mente brilhante,
que assimilou o ensino de Descartes,
mas espalhou o Ódio em várias partes.

III

Ira e Afronta mal-estar geraram
entre o Acólito e o Sacristão:
ambos o Turíbulo cobiçaram
e queriam segurá-lo na mão,
quando o Predendado lhe punha o incenso.
Um citava a Tradição e o bom senso;
o outro considerava isso trapaça.
Um,  direito medievo invocava;
p’ra o outro, iluminismo tudo inovava.


IV

Ao Clérigo levaram a pendência.
Ambos alegaram os seus argumentos:
p’ra Acólito, Escolástica, falência;
p’r outro, Tomismo, o melhor dos alimentos.
O Arcipestre, douto e prudente, assim
decidiu: algum de Vós viu o fim
da Impaciência e de outras fúrias?
Acalmem-se e reine sempre a Paz.
Alternem o serviço e isso me apraz.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

Fotos:internet

sexta-feira, maio 13, 2011

Recordando a Mesquita Azul em Istambul/Turquia

A Mesquita Azul ou Mesquita do Sultão Ahmed construída no séc.XVII na antiga cidade de Byzantium é a maior mesquita de Istambul e famosa pelos seus seis minaretes. Deve o seu nome à cor azul e verde predominante nos azulejos das paredes e da cúpula.


Mesquita Azul


Porta do átrio interior


Cúpula da Mesquita (átrio interior)


Alguns pormenores do interior da mesquita







Fotos  minhas

terça-feira, maio 10, 2011

Um olhar



" Uma só gota de água tem a mesma solenidade que a cascata inteira."

(autor desconhcido)

Foto minha

sábado, maio 07, 2011

Noite de Lua Cheia


(…)A noite é nua na noite de lua cheia
O céu flutua na noite de lua cheia
O amor actua na noite de lua cheia
Ocupa a rua na noite de lua cheia(…)

Gilberto Gil

Foto minha

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