terça-feira, junho 25, 2013
domingo, junho 23, 2013
sexta-feira, junho 21, 2013
Chegou!
Foto minha
Não é o habitual "formigueiro" que o anuncia, mas uma nota bucólica junto das nossas praias, onde se pode disfrutar do sol, das dunas, do mar, do sossego...
quarta-feira, junho 19, 2013
domingo, junho 16, 2013
Momento de poesia com Agostinho Fardilha
Guerra Junqueiro
Abílio Manuel Guerra Junqueiro
(1850 – 1923)
“ Oriundo do meio social duriense,
muito tradicionalista e clerical, a família destinara-o à vida eclesiástica.
Chegou a frequentar a Faculdade de Teologia, quando Coimbra ainda vibrava na sequência
da recente Questão do Bom Senso e Bom Gosto. Acabou por se formar em Direito.
Conviveu de perto com o poeta João Penha, tendo-se estreado na sua famosa
revista A FOLHA. Tentou sempre conciliar a sua vida entre a cidade e o campo,
entregando-se à exploração agrícola na sua terra de Barca de Alva. Aquando do
Ultimato inglês, Junqueiro vibrou de patriotismo e, renunciando à monarquia,
passou a antever no advento da república o princípio da regeneração da vida
nacional. Com António Cândido, Junqueiro foi um dos”Vencidos da Vida” que mais
tempo viveu, podendo assim ter uma imagem mais completa do que a sua geração
fez ou deixou por fazer. Junqueiro foi um dos poetas mais admirados e odiados
do seu tempo. Aderira ao grupo do Cenáculo, alinhando-se com os outros membros
mais vivos da geração de 70. A sua poesia é ao mesmo tempo satírica e
religiosa. A visão junqueiriana da comédia humana é muito complexa. Quis ser
poeta/profeta como Víctor Hugo. Desejou fundir Ciência e Poesia, arvorando-se
em vago mentor da revolução emancipadora de todos os ancestralismos. O momento
culminante da sua actividade panfletária foi atingido com a publicação de A
VELHICE DO PADRE ETERNO. Na sua visão jacobina de Deus e da Igreja, falta a
Junqueiro a fina ironia voltairiana. A irreverência da linguagem e dos chascos
atraiu sobre si a maldição eclesiástica e o interdito de leitura da VELHICE DO PADRE ETERNO. A
Velhice do Padre Eterno é uma sátira bíiblica e anticlerical deformadora,
atenuadas por algumas jóias poéticas de pura religiosidade, de sabor
humanitário e panteísta na moda. Será, aliás, esta corda final que o poeta
saberá fazer vibrar com perfeição na parte final da sua vida. O próprio poeta
não pode deixar de reconhecer o grosseiro facciosismo nas suas sátiras FINIS
PATRIAE e PÁTRIA. Calaram-se as suas diatribes voltairianas e o poeta de OS
SIMPLES, da ORAÇÃO DO PÃO, da ORAÇÃO À LUA, envereda por trilhos metafísicos,
sem nunca desprezar preocupações científicas e progressistas”.
Lembremos este Grande Homem e
Poeta, autor de vasta obra multiforme, através das insignificantes composições
poéticas com que tentamos imitá-lo.
I
Para onde vais, mulher?
Do casebre saiu,
era noite cerrada,
um gemido se ouviu,
vindo duma trouxada.
De fome agonizava
o fruto das entranhas.
Ela tudo tentava,
mas isenta de sanhas.
Ao longe há luzes e
festa.
Pula nos matagais,
chega lá muito lesta.
Pede atendam seus ais.
Como peste foi tida,
incómodo a evitar.
E dali foi corrida:
lá vai recomeçar.
Já é dia, o Sol raia.
Ouve duma choupana
choro de mãe ou aia.
A terra tem por cama.
Ambos eram meninos e
Jesus os chamou.
Mistura dos Anjos os
hinos e choros destas mulheres.
Recorda que Tua Mãe
junto à Cruz chorou.
E Tu podes também levá-las, se quiseres,
premiando os quatro com
alegria e amor.
Os Céus aclamar-Te-ão,
chamando Senhor!
II
Os Vampiros
De noite o sangue
chupam ao inocente.
De dia encantam com
falinhas mansas.
Nos negócios usam
outras danças,
iludindo às avessas o
mais crente.
Acordo com os Lusos de
repente
falha e ameaçadoras vizinhanças
rompem as seculares
anglo – alianças:
expulsam – nos de terra
afro a serpente,
em que se transformou
suja Inglaterra,
sendo famosa por
pirataria,
estando pronta para
toda a guerra.
De Portugal Ingleses
expulsaria,
mas ficando com tudo
quanto encerra
seu cofre, deixando-os
em agonia.
III
A Moleirinha e o seu Burrico
Ergue-te, moleirinha,
de brancas cãs.
Teu burrico, de orelhas
erguidas, está
como é seu hábito todas
as manhãs.
Leva trigo e milho e
traz farinhas sãs.
A Lua disse adeus e o
dia vem lá.
Moinho longe e virás no
mesmo dia.
Burrinho vai à frente,
ela atrás tangendo.
Ao ribeiro chegaram e
ela sorria.
A farinha p’ros pobres
será alegria.
Nos céus Querubins os
estão bem dizendo.
No regresso, o toc, toc
é mais apressado;
o calor foi-se e a
escura noite a cair.
A cama os espera: o
corpo está cansado.
Que encanto: até o asno
todo esbranquiçado.
Um à beira do outro,
parecem sorrir.
O mundo agradece à
linda moleirinha
e ao seu lesto, dócil e
humilde jumento.
Com meigo toc, toc,
devagar ou asinha,
transformam o grão em
macia farinha.
Vi este quadro em
vetusto convento!
IV
A Velhice do Padre Eterno
Junqueiro, nunca foste
tão infeliz,
atribuindo idade ao
Deus Criador.
Deus é Ser incriado.
Ele assim o quis.
Gerou Seu Filho, Jesus,
com muito amor.
E os exemplos que
usaste, isso não se diz:
causam asco e p’ra mim
ofendem O Senhor.
Teu coração está podre;
e tu inda te ris.
Arrepia o caminho pleno
de dor.
Sei que, ao entardecer
da vida, mudaste.
As blasfémias eram
pecados que aos Céus
bradam e das culpas
tuas te afastaste.
Tua Alma do pecado
limpa tais véus
das puras noivas que tu
outrora ultrajaste.
Também perdão quero
p’ros pecados meus.
V
Hino ao Sol
Deus o criou,
e alumiou
quem procurou
o Sol!
Fermento de vida
logo que é sentida.
Sempre agradecida
ao Sol!
Hóstia consagrada
por ele iluminada;
meu corpo é a pousada
do Sol!
Quando brilhas nas
frescas águas,
dos peixes fogem as
mágoas,
pedindo suaves fráguas
ao Sol!
És lanterna do
pescador,
abres caminho ao
lenhador;
toda a Natura quer
calor
do Sol!
Aparece a seguir à
Aurora:
multicor é onde ele
mora.
Tudo é escuro quanto
está fora
do Sol!
O Sol contribui para o
nosso pão
como se fosse o mais
querido irmão.
Quem é do Homem o mais
forte bordão?
o Sol!
Havendo pão, no lar
existe harmonia.
E quem é o fautor de
tanta alegria?
É o Sol que germina a
Terra todo o dia.
E para o Homem será uma
mais valia!
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
sexta-feira, junho 14, 2013
quarta-feira, junho 12, 2013
segunda-feira, junho 10, 2013
sexta-feira, junho 07, 2013
quarta-feira, junho 05, 2013
Pelos caminhos de Portugal...
Pequena praia de pescadores rodeada de falésias, areia grossa, águas calmas e transparentes.
( Praia de Benagil - Lagoa/Algarve)
Fotos minhas
segunda-feira, junho 03, 2013
Um olhar
Foto minha
(...)
Brinca-me de amor vermelho,
cereja de rubi vivo,
mordisca-me o sabor doce
da boca que te entrego!
Brinca-me de amor frutado
e apetite arrebatado...
...como se eu cereja fosse!...
Teresa Teixeira
sábado, junho 01, 2013
Momento de poesia com Agostinho Fardilha
Foto minha
Junho (signo de Carneiro)
Juntos, macho e fêmea são pacíficos,
uma é delicada, sendo o outro terno;
não são em nada cruéis , nem terríficos;
haja da fêmea o amor materno;
o exemplo do Carneiro é, pois, fraterno.
Horóscopos Chineses (segundo Rita Danylink)
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
quinta-feira, maio 30, 2013
terça-feira, maio 28, 2013
Pelos caminhos de Portugal...
O Jardim dos Sentimentos no Palácio de Cristal é uma espécie de labirinto. Atribuíram a cada planta o nome de um sentimento. O mesmo está "protegido" por uma estátua, simbolizando a "Dor" de autoria de Teixeira Lopes.
De lá, podemos desfrutar de uma vista imperdível sobre o rio Douro e as cidades do Porto e Gaia.
De lá, podemos desfrutar de uma vista imperdível sobre o rio Douro e as cidades do Porto e Gaia.
domingo, maio 26, 2013
Um olhar
Acabadinha de chegar
Viajou nas asas do vento
Noutras terras além mar
Aqui vem pra procriar
Novas crias ver nascer
Na primavera em flor
Volta ao ninho com amor
Viajou nas asas do vento
Noutras terras além mar
Aqui vem pra procriar
Novas crias ver nascer
Na primavera em flor
Volta ao ninho com amor
(...)
Desconheço o autor
sexta-feira, maio 24, 2013
Pelos caminhos de Portugal...
Assente em estruturas muito antigas, o Castelo de Mértola foi edificado já na época cristã, tendo sido alvo de muitas transformações e obras de requalificação ao longo da sua história.
Classificado como Monumento Nacional, a fortaleza guarda ainda duas torres e a imponente Torre de Menagem de onde é possível alcançar toda a vila e apreciar a paisagem.
Classificado como Monumento Nacional, a fortaleza guarda ainda duas torres e a imponente Torre de Menagem de onde é possível alcançar toda a vila e apreciar a paisagem.
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