Onde está agora o amigo engraxador? Nas aldeias, aos domingos, brilhava o calçado. Rodeavam-no os homens na murmuração: uns piropos às moças que no seu rubor achavam graça e ouviam com agrado se eram proferidos sem mal intenção. Oh! mas fazem bem estas lembranças, sinal que já não somos crianças.
O Castelo da Lousã, conhecido também como Castelo de Arouce, situa-se num estreito contraforte da Serra da Lousã, a poucos quilómetros de Arouce.Não se conhece ao certo quando foi edificado, mas a tradição popular conta que na época da ocupação muçulmana, um emir de nome Arunce, o terá construído para proteger uma filha. Este emir teria sido expulso de Conimbriga, pelas forças cristãs e antes de se dirigir ao Norte de África, para pedir reforços, terá construído este castelo para proteger a sua filha, de nome Peralta e as suas riquezas. Com esta história é também justificado o nome da povoação de Arouce. Pondo de parte a lenda, o castelo poderá ter sido edificado por volta de 1080, na época de Fernando Magno, que dominava esta região, depois de a ter reconquistado ao árabes, que voltariam a conquista-la em 1124, para voltar a ser reconquistada por, Teresa de Leão e passar para o domínio português, com a independência do Condado Portucalense. Toda a região da Lousã pertenceu aos duques de Aveiro até 1759, passando depois para a posse da Coroa portuguesa. Já no século XX foi classificado como Monumento Nacional, desde o que tem vindo a ser alvo de obras de conservação do edifício e da paisagem florestal que o rodeia. O castelo tem pequenas dimensões, as muralhas estão construídas em alvenaria de xisto, cuja Torre de Menagem se salienta entre a vegetação, para quem de longe observa a encosta da Serra da Lousã.
Localizado na freguesia do Lumiar(Lisboa), o Parque Botânico do Museu do Traje e da Moda teve origem no século XVIII como jardim botânico privado, sendo um dos três primeiros em Portugal, a par do da Ajuda e do de Coimbra, tendo como mentor comum Domenico Vandelli. Depois, no século XIX, estando já a Quinta na posse do duque de Palmela, manter-se-á a continuidade desse espírito de representação da diversidade botânica, através da introdução das espécies mais notáveis que ainda hoje possui.