segunda-feira, maio 24, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha



Frei Agostinho da Cruz


(1540 – 1619)



Era irmão de Diogo Bernardes. Nasceu em Ponte da Barca. Aos 20 anos de idade tomou o hábito de capuchinho (Ordem de S. Francisco), ingressando no Convento da Arrábida.


No século, o seu nome era Agostinho Pimenta.


“ Foi o grande poeta da Arrábida, um dos primeiros (se não o primeiro) a considerar a Natureza como objecto. Os seus temas são a “saudade” do Céu e a evocação da Cruz”.


Vamos lembrá-lo com este


Soneto

Na mocidade cego foi o meu estro.
Das margens do Lima e sua verdura
me despedi. Pode existir ventura,
estando eu, inquieto, em sequestro?


Queimei os versos e com Deus palestro
agora. Vivo em Serra agreste e dura;
aqui abrirei minha sepultura.
Com as aves e fontes p’ra Deus orquestro!


Quando me lembro da vida d’enganos
d’outrora, os olhos na Cruz logo ponho.
Digo-Lhe que na Cruz o Amor nasceu.


Mereço castigo por tantos danos,
mas viver no Céu é ainda um sonho.
Esquecei, Senhor, o desvairo meu.




Vocabulário
Desvairo= desvario
Obs: respeitei a estrutura de sonetos do Poeta: (ABBA abba CDE cde)



Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)

Coimbra

Foto:internet

sábado, maio 22, 2010

Faz hoje 86 anos

Charles Aznavour é um dos mais populares cantores de França.
Da sua vasta discografia destaco esta.

Dancei-a tannnnnnnto!

sexta-feira, maio 21, 2010

Um olhar (costela de Adão)


Prefiro vê-las nos jardins do que em vasos. Embelezam qualquer destes espaços.
Originária do México, mas vulgarizada em todo o mundo. A sua flor é aromática e os seus frutos comestíveis.O seu sabor  é um misto de ananás, manga e banana.

Fotos: Zé Fardilha

segunda-feira, maio 17, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha


Diogo Bernardes

(1530 (?) – 1605)

É conhecido pelo “poeta do Lima”, em cujas margens nasceu e passou grande parte da sua vida.


“Exceptuando Camões, Diogo Bernardes é talvez, do ponto de vista formal, o cume mais alto atingido, em Portugal, pelos padrões estilísticos italianos”.


Recordemo-lo com este

Soneto

Ó límpidas e frescas águas do Lima,
ó verdes prados, onde vacas e bois
se deleitam. Vós testemunhas sois
dos meus cuidados e da profunda estima


pelo nobre D. João, que Deus tem.
Amava o povo e no seu coração
queria que o filho Sebastião
dilatasse o Império mais além.


Com Rei estive em Alcácer – Quibir.
Ele morreu e eu, em cativeiro
doloroso, fiquei por quatro anos.


São lembranças para sempre carpir…
Mas no meu túmulo ponham o letreiro:
“ a intolerância é fonte de danos”.


Obs: respeitei a estrutura de sonetos do Poeta:
(abba cddc EFG e fg)


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sábado, maio 15, 2010

Recordando...

1
2
3
4
5
6

O abacate ou pera abacate é um fruto originário do México ,vulgar em Angola e muito cultivado na Madeira, aonde foram tiradas algumas destas fotografias(1 a 4).
É muito utilizado em saladas e sobremesas. A sua textura é macia e suave.
Aprecio-o ao natural, mas há quem o prefira com açúcar, canela ,vinho Madeira ou Porto.

Fotos (1,2,3 e4) Zé Fardilha
Fotos (5 e 6) minhas

terça-feira, maio 11, 2010

Parabéns PAPÁ


Fazes hoje 84 anos.
Tens dado o teu contributo ao meu blog, enriquecendo-o com os teus poemas.
Obrigada Papá!

Um beijo enorme da tua filha Lisa

domingo, maio 09, 2010

Um olhar








Escondem histórias, vidas fechadas, mas também libertam quem precisa de companhia. São palavras que se trocam em diálogo com os vizinhos.


Fotos minhas

sexta-feira, maio 07, 2010

Momento de Poesia com Paula Raposo


Em chamas e fogo

Oiço a tua voz
macia e quente
no tom baixo que usas
para te expressares,
inquietas-me
e arrepias-me
e eu vibro feita chamas
e fogo
ao calar a tua boca
nos meus lábios,
na língua que te procura
na entrega infinita
e intemporal
de tudo o que é meu.


Oiço a tua voz macia
que me lambe e lambuza
e me contrai,
neste desejo de te repetir.


Alongando o teu tempo
em mim...

Paula Raposo

Foto minha

quarta-feira, maio 05, 2010

Um olhar

A hera, uma trepadeira verde, todo o ano, de uma beleza simples, delicada e clássica, decora muros, troncos de árvores, paredes de casa...até é usada em arranjos florais.
Adoro vê-la em sebes, como esta, vedando um jardim.

Fotos minhas

domingo, maio 02, 2010

Dia da Mãe





Tradicionalmente a figura materna simboliza o amor incondicional, a dedicação, a força silenciosa, o estar sempre presente...

Deixo aqui um beijo a todas as mães do mundo, em particular à minha, pois ainda tenho o previlégio de a ter presente.

sábado, maio 01, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha


Mês das flores. És o "Maio florido";
a (`) Virgem Maria, a nossa devoção;
início do mês, reivindicação
obreira ao capitalismo indevido.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

quinta-feira, abril 29, 2010

Um olhar

A frescura e beleza da Primavera atenuando a dureza da pedra.

Fotos minhas

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