quinta-feira, dezembro 01, 2016

Sintonia entre olhar e poesia




Dois jovens, a cuja porta bateu
desemprego, um foi para a gricultura
de courelas d'outrem, de terra dura,
ela p'ra lavar roupa já acedeu.

Mãos à obra: nenhum esnoreceu.
Não vimos de barões de envergadura,
do peito lusitano, da bravura?
Mas há quem outro destino escolheu...

Vê-se estendal p'ra roupa bem secar?
Há improviso. Carece o dinheiro.
limpas as grades, elas estão mesmo a calhar.

Nos ferros o colorido dá ao terreiro
brilho para a Natureza alegrar.
Eis como o Amor foi um bom conselheiro.


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sexta-feira, novembro 25, 2016

Pelos caminhos de Portugal...



O Aqueduto Renascentista de Miranda do Douro , construído em 1587, serviu para o abastecimento de água à cidade até 1956, data em que a Hidroeléctrica do Douro construiu os depósitos que ainda hoje abastecem a cidade.









terça-feira, novembro 22, 2016

um olhar





Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera e o insecto, à sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!


Olavo Bilac

sábado, novembro 19, 2016

quarta-feira, novembro 16, 2016

Um olhar




No acoitar pleno da noite
vislumbro um eco;
já não é saudade,
é só uma flor
desabrochada
de um jardim
outrora meu.

(Paula Raposo)


domingo, novembro 13, 2016

Pelos caminhos de Portugal...



Praça da República, em Tomar,  com a estátua a D. Gualdim Pais ( fundador da cidade), o edifício da Câmara Municipal e a igreja de São Joao Baptista.











quinta-feira, novembro 10, 2016

um olhar





O meu fruto é mais doce,

Que o milho fabricado

Todos o comem com gosto

Cru, cozido ou assado?



(adivinha)


segunda-feira, novembro 07, 2016

Pelos caminhos de Portugal...

Aqueduto dos Pegões (Tomar)

Edificado para abastecimento do Convento de Cristo, este aqueduto inicia o seu percurso de 6 Kms no lugar de Pegões, freguesia de Carregueiros, sendo constituído por um total de 180 arcos, formado em alguns troços por duas filas sobrepostas e termina na Cerca num tanque de rega.

Reúne a água de quatro nascentes tendo resolvido o problema de abastecimento do Convento que até então era feito por cisternas.

A obra foi iniciada em 1593, altura em que foram compradas as fontes e os pinhais, no reinado de D. Filipe I sob a direcção de Filipe Terzi e  foi concluída em 1614 por Pedro F
ernandes de Torres. 

Em 1617 foi prolongado até ao Convento chegando aos lavabos dos dormitórios.

Em 1619 chegou ao C
laustro de D. João III.

Está classificado como Monumento Nacional desde 1910









sexta-feira, novembro 04, 2016

terça-feira, novembro 01, 2016

Sintonia entre olhar e poesia



Previdência esta imagem nos ensina.
Quem dera que seguíssemos o exemplo.
Já se sentem o frio e o vento gelado.
Olha a lenha, cujo calor domina
tudo como o sagrado em qualquer templo.
Caldo quente mais tora bem regado
com uma garrafa de tinto bom
não faria melhor ao coração?


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)

Coimbra

domingo, outubro 30, 2016

Pelos caminhos de Portugal...



Igreja Matriz de Atenor / Igreja de Nossa Senhora das Candeias e São Bartolomeu


A aldeia de Atenor situa-se numa área contígua ao Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), a cerca de 5 Km de distância da vila de Sendim (Miranda do Douro). 

O nome da aldeia de Atenor é de origem árabe e significa “boca de poço”, “forno” e “vasilha”. Nos anos 50, era nos “fornos” de Atenor que se fabricava a melhor telha de rebordo da região. Num documento datado de 1230, a aldeia é denominada “Natanor”, por erro de um escriba e ainda hoje o mirandês assim o pronúncia. 








terça-feira, outubro 25, 2016

Pelos caminhos de Portugal...

A Ponte Velha, ou Ponte de Dom Manuel, é um dos símbolos da lindíssima Cidade de Tomar, na região Centro do País. 

Construída sobre o bonito Rio Nabão, um afluente do grande rio Zêzere, que nasce entre as serras de Sicó e da Lousã e atravessa a cidade de Tomar. As suas origens são indefinidas. 

Pensa-se que possa ter sido construída sobre ou no aproveitamento de uma anterior edificação Romana, ou ter mesmo origem nesse período. 
A Ponte localiza-se junto ao Convento de Santa Iria, e é ainda hoje um dos acessos ao bonito centro histórico da cidade. 
A Ponte Velha já terá tido algumas alterações ao longo dos séculos, como em 1480 e 1550, tendo em 1710 o Rei D. João V mandado construir guardas na ponte um uma estátua de São Cristóvão (hoje no Convento de Cristo), tendo sofrido outras obras de restauro mais recentemente.
























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