quarta-feira, março 04, 2009
Eugénio de Castro nasceu a 4 de Março de 1869

Foi o introdutor do simbolismo em Portugal, com o livro de poemas Oaristos (1890).
A esta fase simbolista sucedeu uma outra, de feição neoclássica.
As últimas obras do autor correspondem a uma maior simplificação da sua escrita poética, inspirada na poesia tradicional.
Inseri um dos seus poemas
Tua frieza aumenta o meu desejo
Tua frieza aumenta o meu desejo
Fecho os olhos para te esquecer
e, quanto mais procuro não te ver,
quanto mais fecho os olhos, mais te vejo.
Humildemente atrás de ti rastejo,
humildemente, sem te convencer,
enquanto sinto para mim crescer
dios teus desdéns o frígido cortejo.
Sei que jamais hei-de possuir-te. Sei
que outro, feliz, ditoso como um rei,
enlaçará teu virgem corpo em fllor.
O meu amor, no entanto, não se cansa:
amam metade os que amam com esp’rança,
amar sem esp’rança é o verdadeiro amor.
(Foto:internet)
A esta fase simbolista sucedeu uma outra, de feição neoclássica.
As últimas obras do autor correspondem a uma maior simplificação da sua escrita poética, inspirada na poesia tradicional.
Inseri um dos seus poemas
Tua frieza aumenta o meu desejo
Tua frieza aumenta o meu desejo
Fecho os olhos para te esquecer
e, quanto mais procuro não te ver,
quanto mais fecho os olhos, mais te vejo.
Humildemente atrás de ti rastejo,
humildemente, sem te convencer,
enquanto sinto para mim crescer
dios teus desdéns o frígido cortejo.
Sei que jamais hei-de possuir-te. Sei
que outro, feliz, ditoso como um rei,
enlaçará teu virgem corpo em fllor.
O meu amor, no entanto, não se cansa:
amam metade os que amam com esp’rança,
amar sem esp’rança é o verdadeiro amor.
(Foto:internet)
Subscrever:
Mensagens (Atom)