sexta-feira, julho 01, 2011

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha





Já vos lembrais ainda dos avós?
um mês é pouco para os recordar;
lá um c’o neto, mas aqui dois sós;
hoje poucos os querem aturar:
o que pode o futuro a esses dar?

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

11 comentários:

Anónimo disse...

Brilhante homenagem aos avós, cada vez mais esquecidos.

Uma forma linda de abrir o mês.

Abraço.

AA.

mfc disse...

Desempenham um papel único!

Anónimo disse...

Se me lembro dos meus queridos avós!
Quanta ternura recebida!
Quanto amor demonstrado a todo o momento!
Que disponibilidade tinham para nos ouvir!
Que lições de vida se aprendiam com as suas brincadeiras?
Não faço nada demais ao escrever o quanto recebi de tão ternas pessoas!

Que bela e singela poesia!

Sim,senhora.É uma chamada de atenção para quem quiser aprender.
O nosso poeta Agostinho Fardilha nada escreve por acaso.
Boa intenção!PARABÉNS!
"O mundo humano" está a levar um rumo pouco desejável.
Sim.Não receio em dizê-lo.

«hoje poucos os querem aturar;»

Esquece-se muito depressa o bem que se recebe.Neste caso dos avós, é claro.
Infelizmente sou testemunha de muitos deles estarem completamente esquecidos.
Passam-se meses e meses sem que sejam visitados!
Quantas esperanças os avós mantêm em ter " uma visita relâmpago" dos seus queridos netinhos!?
Quantas lágrimas derramadas ou pior quantas lágrimas secaram sem Fé que algo possa "tocar " o coração dos que foram tanto amados?!

«o que pode o futuro a esses dar?»

Pensemos e ajudemos a pensar.

Não iremos ser porventura, também avós?
Fazer aos outros o que gostávamos que nos fizessem.
assim «o futuro a esses dar» seria de Ternura e Amor.

Todo o tempo do mundo será pouco para agradecer o AMOR recebido pelos avós

Recordei-os ,hoje, com saudade ao ler este poema.Foi bonito este tempo de pausa.
Se todos os dias parássemos um pouco e meditássemos o bem ou o menos bem que fizemos, talvez

O MUNDO FOSSE MELHOR .

Mais uma vez obrigada pela homenagem feita aos avós.
Parabéns!
Para ti, Elisa,também Parabéns pelo teu papel de «uma avó muito muito especial».

Lilá(s) disse...

Tenho pena mas, não conheci nenhum avô...
Bjs

Lis disse...

Todo primero dia do mês lembro do Sr.Agostinho e venho apreciar o acróstico dele , sempre interessante.
Falando em avós , lembro do poeminnha que é uma constatação:
" neto e neta são Netos, no masculino/filho e filha são Filhos, no masculino/pai e mãe são Pais, no masculino.
Avô e avó são avós."
essa é a boa diferença.rs
Prefiro pensar que há ainda muitos avós que corujam seus netos aturando-os com doçura.
Parabéns Sr.Fardilhas

Mariz disse...

Uma linda homenagem aos avós, parabéns pelo belo poema escolhido.

beijos querida e ótimo fds!


Mariz

Nilson Barcelli disse...

Mais um belíssimo exemplo da boa poesia que ele fazia.
Querida amiga Lisa, tem um bom fim de semana.
Beijo.

artes_romao disse...

olá,td bem?
mais um belíssimo momento.
tal como os olhares lindíssimos.
bom fdsemana,fica bem.
jinhos***

rouxinol de Bernardim disse...

Simples mas recheado de significado...
gostei.

JPD disse...

Boa noite

Simples
Eficaz
Bem disposto
Belo

Bjs e abraços

Anónimo disse...

Como os textos de Português nos podem levar a interpretações tão diversas!
Recordo os meus tempos de estudante e que "adorava" escrever, escrever , escrever até me cansar.Porém nem sempre escrevia o que se esperava.
Recordo também que os meus avós também eram amigos da Língua Portuguesa.E assim com o seu carinho tão peculiar me acarinhavam e me aconselhavam o que devia fazer nas situações de dúvida.Isto a todos os níveis.
Não eram formados, mas a sua experiência de vida sobrepunha-se e gritava mais alto.
Era certo e sabido que o que diziam era indiscutível e nós netinhos nem nos passava pela cabeça que estes não tinham razão.
E as gerações passam como o tempo ...
Com o meu filho , que foi "um sortudo"
também beneficiou de toda a Paciência, Amor e Carinho do seu avô.
Toda a parte emocional , religiosa, inteletual e física foi desenvolvida e aperfeiçoada com o "tempo todo disponível" para o seu neto.
Não era dispensado o papel dos pais ,mas complementava-se com outra maneira de estar com quem ama de verdade.
Cresceu com os valores que hoje "não se ligam".
Não há tempo.E há quem diga:
Isso é com o teu avô ou avó que tem tempo!!!!

Hoje há muitas condicionantes na vida.
Há uma grande mudança na sociedade.
Que pena! Que falta fazem os avós.
Os pais não têm paciência "para aturar os filhos" e os avós têm toda a paciência.
Que pena quem não assume o papel de avós.

«Ser avó é ser mãe duas vezes»

A pergunta que o nosso poeta Agostinho Fardilha faz é pertinente:

«o que pode o futuro a esses dar?»

Nada este poeta escreve sem atingir uma meta:sensibilizar e alertar para que sempre que se possa permitir o contacto , o relacionamento com os avós.
Estes tem um papel importantíssimo na educação das crianças.
Felizes daqueles que os tiveram e que os podem ter consigo para mimá-los de uma foram especial.
É um Amor cheio de Carinho.

Muito obrigada por este acróstico onde é feita uma homenagem justíssima aos avós.

A experiência do nosso poeta revela que
«A experência é madre de todas as coisas.
Parabéns avô Agostinho Fardilha.
Parabéns Elisa pois também desempenhas um belíssimo papel de avó.

Mona Lisa " Animada"

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