quarta-feira, abril 14, 2010
segunda-feira, abril 12, 2010
Momento de Poesia com Agostinho Fardilha
ANTÓNIO FERREIRA
É um dos grandes poetas do séc.XVI; nasceu, em Lisboa, a 1528 e faleceu em 1569.
Toda a sua obra lírica está compilada num volume intitulado “Poemas Lusitanos”.
“É um autor significativo e pode considerar-se o mais completo expositor português quinhentista dos padrões e valores humanos, sobretudo os relacionados com a arte literária”.
Vamos lembrá-lo através de um
Soneto
Éramos jovens e o Amor despontava
como a noite que dá lugar ao dia
e como o maná que do Céu caía.
A nossa paixão em paz vicejava.
Um dia parti, dizendo voltar.
Atrasei-me. Outro Amor a encantou.
Ardo em fogo brando, que a alma inflamou.
Tudo lamenta esta mágoa e pesar.
Embora de idade já avançada,
não esqueço desses olhos o clarão,
palavras que disseste à despedida.
Hoje minha alma chora amargurada,
mas tua doce voz, nunca esquecida,
alimenta a saudade e a solidão.
e de uma
Ode(cívica e laudatória)
cedo Deus te levou.
Tua obra seria valiosa
como a que nos deixou
Horácio. Uma leira
nele semeaste; mais rigorosa
e muito mais formosa
ficou a portuguesa
língua. Nunca usaste o castelhano.
Preferiste à riqueza
coisa mais preciosa:
a razão é útil e não causa dano;
é verdadeiro engano
apenas a coragem
física. Deste valor ao estudo
e à firme aprendizagem,
pondo em segundo plano
a inspiração. Imitar sobretudo
os clássicos em tudo.
Afirmaste que a crítica
ao poeta era uma necessidade;
também a auto-crítica
da obra ao conteúdo.
A negação da mediocridade
e a fé na verdade
por ti sempre apoiadas.
Tiveste a coragem e a ousadia
de dizer às camadas
que era uma brevidade
mudar este tipo de monarquia.
Somos todos iguais na natureza:
no nascer e no morrer, com certeza.
Frente a frente puseste
e sempre defendeste
que a aristocracia do saber
o sangue nobre devia exceder.
És contrário à rima,
que restringe a liberdade do verso;
embora seja assunto controverso,
só isso o tempo encima.
Querias que epopeia fosse escrita;
porém, só com Camões ficou bonita.
Sempre estarei contigo.
Abraça-te este amigo,
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
Nota: respeitei a estrutura das odes quinhentistas, melhoradas pelo insigne poeta António Ferreira.
Vocabulário:
Camada =população, gente.
Encimar = concluir
Imagens:internet
sábado, abril 10, 2010
quinta-feira, abril 08, 2010
Li e gostei
"Certos olhares podem valer mais do que mil palavras; Certos momentos fazem-nos esquecer que existe um mundo lá fora. Certos gestos, parecem sinais guiando-nos pelo caminho. Certos toques parecem estremecer todo o nosso coração. Certos detalhes dão-nos certeza de que existem pessoas especiais".
"Vinicius de Morais"
Foto minha
terça-feira, abril 06, 2010
domingo, abril 04, 2010
quinta-feira, abril 01, 2010
Momento de Poesia com Agostinho Fardilha
Abril, chamam-te ,e bem, mês de águas mil;
benvindo sejas. És amor da juventude!reduzes, ainda, a cinzas carro e carril;
inicia-se o mês que a todos ilude; (a)
lindas crias, oh!, já saem do redil.
(a) alusão ao dia 1, dia dos enganos.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
terça-feira, março 30, 2010
Vincent van Gogh nasceu a 30 de Março de 1853
Apreciem a sua obra ao som da canção composta em sua homenagem, por Don Mclean.
domingo, março 28, 2010
Um olhar
Tenho-a à porta, semanalmente. Raramente lá vou, pois não aprecio feiras, embora lhes reconheça o seu valor histórico e comercial.
De madrugada, ouço o ruído do montar das tendas e de manhã, da janela aprecio a mistura do movimento e do colorido envolvidos pelos diversos sons.
Fotos e slide meus
De madrugada, ouço o ruído do montar das tendas e de manhã, da janela aprecio a mistura do movimento e do colorido envolvidos pelos diversos sons.
Vista geral
"Um cheirinho" da feira
Fotos e slide meus
sábado, março 27, 2010
Momento Musical
Ouçam-na comigo. É linda! É eterna!
sexta-feira, março 26, 2010
A 26 de Março de 1827 morreu Ludwig van Beethoven (compositor alemão)
Recordem-no comigo ouvindo a famosíssima Bagatela para piano "Für Elise" ("Para Elisa")
quarta-feira, março 24, 2010
Pequena amostra da exposição "Sem Rede" de Joana Vasconcelos
Clicar para ler
Contaminação(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
A noiva (feito com tampões o.b)
Spin
Sofá feito com aspirinas
Cama feita com comprimidos valium
Passerelle
Floresta do meu desejo
Cinderela
Burka (1)
(2)
Coração Independente
Néctar
Sr. Vinho
Fotos minhas
segunda-feira, março 22, 2010
domingo, março 21, 2010
Dia Mundial da Poesia e da Árvore
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
Foto minha
Um "mimo" Especial!
A Milai, uma amiga especial ,partilhou comigo o aniversário do seu "cantinho".Obrigada!
Visitem-no. Vale a pena!
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