segunda-feira, janeiro 07, 2013

Um olhar


Foto minha

A vida é uma luta constante
em busca do pão de cada dia.
Todos anseiam, mesmo à porfia,
fazer parte da classe importante.
Com o tempo já em agonia,
a pé, de carro, sem abulia,
ao lar regressam, qual emigrante.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Um olhar



Fotos minhas


(...)
Já sem o receio de outras eras
Os meus tempos foram outros
Terminei a minha faina habitual
Não sei se estou pior se mais feliz
Sou um símbolo do passado nacional
Dei ao mundo a conhecer o meu país
Agora sou um souvenir de Portugal

(André Moa)
(...)

terça-feira, janeiro 01, 2013

Momento de poesia com Agostinho Fardilha


Foto minha

Janeiro (signo do Tigre)

Já conheço virtudes tuas:
amor, coragem e até aventura;
no orgulho, porém, não recuas
e a teimosia, ela perdura:
inflexível muitas vezes és,
rareando ,em ti, o revés;
o tigre e tu, de lés-a-lés.



Horóscopos Chineses (segundo Rita Danyliuk)


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra


Feliz Ano Novo


Foto minha

para todos VÓS

domingo, dezembro 30, 2012

Li e gostei (mensagem de fim de ano)


Foto minha


Para você ganhar belíssimo Ano Novo...
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

(...)

Para ganhar um Ano Novo que mereça
este nome, você, meu caro, tem de
merecê-lo, tem de fazê-lo novo,


Eu sei que não é fácil mas tente,
experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
dorme e espera desde sempre.



(autor desconhecido)

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Um olhar


Foto minha


Inverno, tens peculiar beleza.
Não faltam enamorados com certeza:
lembram-se dos desportos e da caça?
Há germinação p'ra que a seguir nasça!
O pinheiro não se despe e o alegra;
candeeiro raro cenário integra:
um refresca o ar com sua cor,
d'outro, o frio ilude, a luz e calor.


Agostinho Fardilha (o meu pai)
Coimbra

domingo, dezembro 23, 2012

Li e gostei


Foto minha


(...) Quem alguma vez amou
e quem ainda sente o amor,
 sabe que ele é uma ALEGRIA

onde também palpita a dor.

Porque o abraço envolve dois.
Não se pode ABRAÇAR sozinho.

(...) Quanto às pessoas, a sua linguagem
dos abraços é muito multicor.
Porque é INFINITA a criatividade
que um abraço contém.

Por exemplo:
Há os que gostam de se abraçar de verdade,
corpo contra corpo,

e os que gostam de se abraçar,
leve, ao-de-leve, nas pontas dos dedos.

Há os que gostam de se abraçar à distância,
ATRAVÉS DOS OLHOS.
O abraço entre eles é discreto, subtil.

abraços tão  LONGOS
que conseguem alcançar os céus
e abraços que nos percorrem dos pés à cabeça.
Em certos abraços as mãos ficam inquietas.
abraços feitos de sorrisos e de risos
e um abraço que conforta e vence a solidão.
E há abraços de alegria
e também abraços onde receamos
a hora em que teremos de nos separar.

Depois de uma briga, é muito consolador e jamais magoa
aquele abraço de reconciliação onde se recupera a paz.

A luz invade o escuro, a noite procura o dia.
Eis o abraço que envolve os contrários.

Um abraço quando se dança,
um abraço dentro do abraço
e, súbito, o abraço de despedida.

Um abraço carinhoso a desejarmos "boa noite"
e um abraço especial que nos diz "olá"
e aquele que nos fala apenas de "adeus".

O abraço que vem de MUITO LONGE NO TEMPO,
repleto de saudades,
mergulha no nosso coração
e jamais o esqueceremos.


quarta-feira, dezembro 19, 2012

domingo, dezembro 16, 2012

Momento de poesia com Agostinho Fardilha

João de Deus

(João de Deus Ramos)

(1830-1896)

“Foi estudar Direito para Coimbra, onde levou dez anos a completar o curso e conheceu alguns componentes da Geração de 70, de entre os quais se ligou sobretudo a Antero e Teófilo Braga. Em Coimbra, tornou-se popular como poeta e improvisador à guitarra, consagrando-se no ambiente de boémia estudantil da época. Depois de casado, leva uma vida mais ordeira e dedica-se à pedagogia, criando a célebre CARTILHA MATERNAL, publicada em 1876, método racional de ensinar a ler que propicia uma campanha contra o analfabetismo e que foi adoptada em todo o País.
João de Deus pertence cronologicamente à segunda geração romântica, mas afasta-se do chamado ultra- romantismo, cujos excessos sentimentalistas e funéreos condena. Já então defende uma depuração do lirismo romântico, propondo, na senda de Garrett, um regresso às fontes do lirismo tradicional galaico- português, do romanceiro e de Camões, de que retoma a arte do soneto.
A poesia de João de Deus impõe-se imediatamente pela sua enorme simplicidade e beleza. Toda feita de palavras simples, num tom coloquial, ora irónico, ora melancólico e sentimental, ela consegue ainda hoje impressionar pela técnica segura,pelo grande domínio de todos os metros, nas mais variadas combinações.
A poesia de João de Deus não deixa, pela sua simplicidade, de revelar interesse por tudo o que o rodeava à sua volta, e, à sua maneira, não deixou de ser um poeta militante, militante da poesia.
Teófilo Braga, que tinha por ele uma enorme admiração, organizou uma colectânea das suas poesias, em 1893, a que foi dado o  nome de CAMPO DE FLORES.
Se houve poeta que fosse celebrado em vida e durante ela recebeu as maiores honrarias, este foi sem dúvida o imortal cantor de “ A Engeitadinha”, que nem as gerações mais modernas esquecem de saber de cor”.


Recordemo-lo com as modestas composições que se seguem



I

Até do céu caem lágrimas


          1
Quem no Céu chorou?
Talvez Deus- Menino:
frio suportou,
sendo pequenino.

          2
Cá na Terra viu
d’Herodes a maldade
e com Pais fugiu,
não sem piedade.

           3
Foram degolados
muitos inocentes,
agora sentados
em divos aposentos.

                4
Com tanta injustiça,
o pobre de fome
à Virgem castiça
pede que p’ra ele olhe.

              5
Rota, quase nua
vai esta criança.
Como a Terra é crua
e sem esperança!

           6
Olha os sem- abrigo.
Que dor d’alma vê-los!
Coração amigo,
p’r’eles faz apelos.

Vocabulário:
castiça= pura

II

Os teus beijos


           1
Um beijo dás;
lesta serás?
     Não?
Na minha face
uma flor nasce:
   quão?

          2
Que aconteceu?
Um Anjo desceu.
         Só?
P’ra nós olhou
e não corou.
      Oh!

        3
Mais beijos, Amor.
Tens outra cor.
     Dois?
Junto de ti
E sempre aqui.
       Pois!

            4
Quero mais um;
logo, nenhum.
         Vês?
Beijos dão vida.
Já são, querida,
         três.


Vocabulário
Quão= como?
Pois= sim


III

Os meus Namorados

         1
Namoro com três
de desigual cor
um de cada vez.
O branco é uma flor;
do preto o nariz,
em nada pequeno,
brilha c’o verniz.
O outro é moreno.

               2
Todos o casamento
pedem. Serei tola?
Em mim há assento:
destreza vou pô-la,
querendo o melhor.
Já provei os beijos:
nenhum tem bolor.
Tenho outros desejos:

             3
apertados abraços;
mas que mal há nisso?
Não furam os regaços,
nem causam o enguiço.
O calor dos corpos
dá-nos excitação,
porém não aos mortos.
Tudo entra em acção.

              4
Temos de gozar,
porque curta é a vida.
P’ra saborear
qual boa comida,
não façais asneiras:
dizei que os amais,
mas ficai solteiras:
forras valem mais.



 Vocabulário:
Bolor= velhice
Forra= livre
Destreza= sagacidade


IV

Os olhos são janelas do coração


1
És planta em flor que cuidei.
Serei
dela seu tronco e amparo;
de rosas e cravos conjuntos,
juntos
muitos faremos, pois claro.

2
Choras. Olha para mim;
assim
vejo que estás a sofrer.
No teu coração há dor,
amor
também. A qual vais ceder?

3
Comigo podes falar,
gritar
até, pois essa tua Alma,
cristalina e muito pura,
agrura
não quer, mas somente calma.

4
Compaixão de ti eu tenho,
            e venho
mui ligeiro em tua ajuda.
Quero que toda a ternura,
candura
se erga e nunca fique muda.

Vocabulário
pois claro= certamente


V
A Engeitadinha

Por que choras, queridinha?
“Quero comer e agasalho”.
Não tens medo de andar sozinha?
Acabada de nascer,
pareces-me uma avezinha
que descuidada caiu
do ninho, no alto instalado.
A mãe (e)stá no povoado?
“Nunca a vi. Ela fugiu”.
A minha inda me criou,
mas Deus p’ro Céu a levou.




                                                                                  VI
                                                               
Saudades de Coimbra


Já tenho as solas rotas de subir
e descer as ladeiras por dez anos,
tornando-me o mais velho dos decanos
do Curso de Direito a concluir.

(E)studar e da guitarra o seu tinir
das cordas eram inimigos veteranos.
Até pielas e bródios os ufanos
e façanhudos lentes punham a rir.

E as tricanas roliças, boa perna,
n’águas do Mondego eu ia ver;
porém, no final d’ano vem paterna

reprimenda por mais um chumbo haver.
O coração terá saudade eterna,
pois qual tu, ó Coimbra, outra não ser.


Vocabulário:
Façanhudo= mal-encarado


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra


quinta-feira, dezembro 13, 2012

Um olhar


O Inverno bate à porta!
Há um prenúncio de "morte"!
Num último alento, os caducos ramos debruçam-se sobre o rio, tentando "beber" a vida!


segunda-feira, dezembro 10, 2012

Um Olhar




Embora o dia estivesse cinzento e melancólico, as flores iluminavam-no com a sua frescura, beleza e cor, sorrindo a quem por ali passava.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Um olhar




Percorro a estrada do meu Outono rumo ao  Inverno que não muito longe me acena.



segunda-feira, dezembro 03, 2012

Um olhar


Foto minha

Desalentada,  preferindo não se "erguer", qual imagem do nosso povo.

sábado, dezembro 01, 2012

Momento de poesia com Agostinho Fardilha


(Rei e Rainha nascidos neste mês)




Deram-te o cognome de o “Conquistador”
e bem o mereceste; és o fundador
zelante e sempre activo de Portugal:
em nossos corações serás imortal!
m (M) aria I era muito devota,
bom augúrio havia, mas logo se nota
ruim doença mental; Pedro auxilia:
obras e muitas Academias ela cria.

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

Imagem : internet


terça-feira, novembro 27, 2012

sábado, novembro 24, 2012

Pelos caminhos de Portugal...

Englobado na zona do Chiado, encontra-se o Largo do Carmo, com seus jacarandás. Neste largo, residem as ruínas do Convento do Carmo, construído no séc. XIV, onde se encontra, actualmente, o Museu Arqueológico do Carmo.

Em frente ao convento, encontra-se o Chafariz  pombalino do Carmo, construído em 1711, abastecido pelo Aqueduto das Águas Livres.

Paredes meias com o convento, encontra-se o Quartel do Carmo, pertencente à Guarda Nacional Republicana que teve um papel muito importante aquando do 25 de Abril de 1974, por ter sido escolhido por Marcelo Caetano para se refugiar da revolução.

Para perpetuar este momento, encontra-se no chão do largo uma inscrição dedicada a Salgueiro 
Maia.














Alguns pormenores do Chafariz do Carmo





Fotos minhas

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