Foi compositor e músico italiano do estilo barroco tardio.
Ficou conhecido como autor da série de concertos para violino e orquestra “Le quattro stagioni (“As Quatro Estações”).
Vivaldi escreveu quatro sonetos para serem lidos com os concertos.
Para informação mais detalhada sobre a sua vida e obra leiam aqui.
Inseri vídeo com o concerto “Verão”, por ser a estação em curso, e o soneto (traduzido) que era lido antes do concerto.
O Verão
Sob a dura estação, pelo Sol incendiada, Lânguidos homem e rebanho, arde o Pino; Liberta o cuco a voz firme e intensa, Canta a corruíra e o pintassilgo.
O Zéfiro doce expira, mas uma disputa É improvisada por Borea com seus vizinhos; E lamenta o pastor, porque suspeita, Teme feroz borrasca: é seu destino [enfrentá-la].
Toma dos membros lassos o repouso O temor dos relâmpagos e os feros trovões; E de repente inicia-se o tumulto furioso!
Ah! No mais o seu temor foi verdadeiro: Troa e fulmina o céu, e grandioso [o vendaval] Ora quebra as espigas, ora desperdiça os grãos [de trigo].
Faz hoje 39 anos que morreu o maior português de todos os tempos...
"Eu tinha 22 anos quando Salazar abandonou o governo, em 27 de Setembro de 1968, e 24 quando ele morreu, em 27 de Julho de 1970. (...) Na memória tenho aquela voz característica, com convicção mas ainda clerical e guardando sempre um fundo de pronúncia beirã. - Jaime Nogueira Pinto, in Salazar, o outro retrato.
Durante 40 anos, António de Oliveira Salazar comandou os destinos de Portugal. 39 anos após a sua morte, o seu nome continua a suscitar polémica. Defendido por uns, acusado por outros. Idolatrado ou odiado, símbolo de uma época de ouro recortada com saudade ou da estagnação e do "atraso português".
Para mim Salazar será sempre o pensador, político e homem de Estado que transformou Portugal num país melhor. Restaurou as Finanças Públicas, substituiu a Ditadura Militar por um Estado constitucional autoritário, disciplinou os seus "amigos" e aliados de direita e conduziu uma arrojada e bem sucedida política externa na década de grandes conflitos europeus. Salazar quando abandona o poder, deixa um país mais desenvolvido, material e espiritualmente, do que aquele que encontrou em 1928.
Hoje é um dia triste, sem dúvida, mas com os dias que correm ele surge não como um motivo de tristeza mas como um incentivo a trazer Salazar para os nossos dias. Adaptar a força, a determinação, a convicção, a humildade, o patriotismo, o trabalho, a devoção, o sucesso do Obreiro da Pátria aos nossos dias apresenta-se como um desafio às gerações vindouras. Que se encham manuais de História e Geografia com a sua obra, com o seu legado, para que de uma vez por todas percebam que a mudança é urgente e acima de tudo fácil. Basta recuar 39 anos de história e trazer a glória e o progresso de volta ao nosso país.
Comemora-se o Dia dos Avós a 26 de Julho. Este dia foi escolhido para a comemoração, porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
Celebrar o Dia dos Avós significa celebrar a vida e a sabedoria.
No lugar da Ponte Velha (Santo Tirso) iniciam-se hoje as Festas de Sanguinhedo (nome do rio que por ali corre.)
Devem o seu brilho e originalidade à bela cascata construída sobre o leito do rio e à iluminação do lugar.
A cascata sobre o rio é composta por réplicas de monumentos e edifícios mais significativos do concelho de Santo Tirso, bem como de profissões e artes em vias de extinção.
A cascata natural é inaugurada na noite de sábado pelas 22 horas. Ao som do estalar de um foguete, apaga-se a iluminação pública e a população em simultâneo acende luminárias colocadas nas portas e janelas das casas, formando assim uma cascata de rara beleza.
Cliquem e leiam os preparativos para a elaboração da cascata sobre o rio
Fogo de artifício
Foto cedida por Amália Santos
Pormenor da cascata natural Foto cedida por Amália Santos
Tu és o poeta Que me beija os silêncios E adivinha As minhas palavras E se as não escrevo Tu as memorizas Nos teus poemas, És tu o poeta Que enlaça os meus desejos E perscruta O meu pensamento, Mil vezes delirante Mil tantas outras vezes Colorido de façanhas, Tu és o meu poeta Das cores e dos sons E te entrelaças No rio que corre em mim E é na tua foz que Desagua o poema Que a mim dedicas!
Desta vez tirei de lá um trabalho muito mais simples e menos vistoso. Não tem a sumptuosidade das toalhas já publicadas. É um jogo de quarto em croché(linha fina).
Apesar de simples, acho-o delicado! Claro!...sou suspeita!
O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte.
Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.
No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.
O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito.
Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.
As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo.
Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima.
Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.
O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?"
Miguel Esteves Cardoso, revista K, 1990 Imagem:internet
A sua obra foi classificada de “surrealista”, mas a pintora declarou:
“Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.”
Em 2002 é lançado o filme que narra a sua história. Em 2008, a banda inglesa 'Coldplay' lançou um CD intitulado "Viva La Vida” inspirado no quadro da artista Frida Kahlo, também chamado de Viva La Vida.
Para informação mais detalhada sobre a vida e obra da pintora leiam aqui.
A história de Santo Tirso começa com a fundação, em 978, do Mosteiro, por obra de uma mulher Unisco Godinhes.
A povoação seria dada como couto a Soeiro Mendes da Maia com o “Bom”, irmão do “Lidador”, Gonçalo, ambos da íntima confiança do Conde D.Henrique.
Soeiro Mendes deixou o couto em testamento ao mosteiro.
No séc. XII, o mosteiro que se chamava de Moreira de Riba de Ave passa a denominar-se Mosteiro de Santo Tirso de Riba de Ave.Divirtam-se!