sexta-feira, dezembro 10, 2010

Recordando o Bazar Egípcio (Istambul/ Turquia)

Este Bazar foi construído no século XVII para fazer parte do conjunto da Mesquita Nova, em frente ao Bósforo.
O Bazar Egípcio também é conhecido como Bazar das Especiarias, porque durante vários séculos foi esta a principal mercadoria ali vendida.


Fotos minhas

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Escada Em Caracol



É uma escada em caracol
e que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
mas nunca passa do chão.

Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
o lastro do coração.

Sobe-se numa corrida.
Corre-se p'rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão.

David Mourão Ferreira

Foto minha

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Um olhar




Finalmente o povo português convenceu-se que a CRISE bateu à porta de alguns milhões de "infelizes". Mas ela envolveu até as desprotegidas avezinhas. De olhar atento fixo nas janelas esperam que algum ser humano - geralmente uma velhinha - lhes lance umas migalhas de pão, que ficaram na humilde toalha de mesa.
Este triste "fado", com raras excepções, perseguiu sempre o Portugal de D. Afonso Henriques.


Fotos minhas

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Um olhar

Indiferente à crise, a autarquia continua a esbanjar, iluminando a cidade, em detrimento do essencial.


Fotos minhas

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha



Décimo mês dos tempos idos
e, actualmente, o décimo segundo;
zangam-se as gentes peninsulares a fundo
e Portugal foge aos bandidos;
mas olhemos para a agricultura:
bonitas árvores se vão plantar,
rasga-se a terra com brandura
onde haverá flores de bom cheirar.


Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

segunda-feira, novembro 29, 2010

Recordando Pamukkale ( Turquia )

Visto à distância, o panorama lembra um manto de algodão. Daí o seu nome "Pamukkale" que traduzido significa "Castelo de Algodão".
Obra da natureza, várias nascentes de águas quentes e calcárias formaram piscinas com os seus sedimentos.

Deixo-vos aqui um pouquinho da sua beleza.



Fotos minhas

segunda-feira, novembro 22, 2010

Momento de Poesia com Agostinho Fardilha

Poesia do século XVII

A poesia lírica Cultista e Conceptista

O cancioneiro barroco: a “Fénix Renascida” e o “Postilhão de Apolo”



E a “viagem” é retomada. Agora com o poeta

Jacinto Freire de Andrade


A uma mosca bisbilhoteira


Sextilhas


És uma mosca audaz,
co’a esperteza suplantando o tamanho;
julgo-te até capaz
d’entrares em baú forrado a estanho.
Penetras e escondida
bisbilhotas, a rir, de todos a vida.


Como consegues entrar
em suposto fortim impenetrável?
Tal cupido a picar
um, o corpo; outro, o coração afável.
Devias ter pudor,
não dizendo às amigas o teu penhor.


Foste velhaca e má
ao contar-lhes o que viste na alcova
de um casal por Deus já
abençoado. Outro assunto te mova:
corrupção dos políticos,
mercância poluta dos sibaríticos.


És noctívago bicho
para melhor acometeres a vítima;
ébrios por capricho
escolhes para tua cor legítima
tentares encobrir:
serás sempre feia ora e no porvir.


Insecto repelente
pela tua porca alimentação.
Nem parece contente
o vidraceiro com a dejecção.
Tens sonido irritante,
que todos consideram aviltante.


Ao criar o Universo,
parece que Deus de ti se esqueceu;
do nada e ao inverso
te fez, mas dizem que se arrependeu.
Do ser a brevidade
não se compara co’ a tua maldade.


Corpo tão reduzido,
sempre na sombra; o Sol nem te descobre.
Provocas alarido,
quando aferroas algum rico ou pobre.
E se uma mão pesada
em ti cair? Ficarás esmagada.


Se promessa fizeres
de igualmente revelares ao Mundo
d’homens e de mulheres
o desejo do regresso profundo
d’amor e caridade,
rogarei que a lenda seja verdade. (a)


a) referência à lenda de que, no princípio do Mundo, os seres irracionais eram dotados da linguagem dos humanos.


Imagem:internet

Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra

sábado, novembro 20, 2010

Li e gostei



...lembra-te sempre que a vida não se mede pelo número de vezes que respiraste, mas pelos momentos que o teu coração palpitou forte:
de muito rir...
de surpresa...
de êxtase...
de felicidade...
e sobretudo...
de amar sem medida.

Desconheço o autor

Foto minha

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