quarta-feira, outubro 05, 2011
segunda-feira, outubro 03, 2011
Um olhar
Na calma envolvente desta paisagem bucólica espreguiça-se, pachorrento e dolente o rio, deixando que alguns tufos de relva se refresquem, aproveitando o dia quente outonal. Ao longe, a ponte vetusta olha complacente, o seu irreversível caminhar para a foz...
Foto minha
sábado, outubro 01, 2011
Momento de Poesia com Agostinho Fardilha
Outubro leva-nos a Balasar;
uma donzela, p'ra salvar a honra,
trata d'uma alta janela saltar:
uma paralisia e não desonra
bafejaram a só Jesus amar;
rogou a cura; respondeu Maria:
o teu alimento é a Eucaristia.
Vocabulário
bafejar = auxiliar
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
quarta-feira, setembro 28, 2011
Um olhar
Foto minha
Sempre que o Sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrocel. (...)
Vinícius de Moraes
domingo, setembro 25, 2011
Momento de poesia com Agostinho Fardilha
Frei José de Santa Rita Durão
(1722 – 1784)
“ É um poeta brasileiro, nascido em Minas, da fase neoclássica. Colaborou na política antijesuita de Pombal. É o autor do poema épico Caramuru, de feitio camoniano, no qual o poeta penetra na alma e nos costumes dos indígenas. Inspira-se nas aventuras semilendárias de Diogo Álvares Correia, pioneiro da colonização brasileira, no século XVI, que naufragou na Bahía, vindo a casar com uma ameríndia.”
Lembremo-lo com as seguintes estrofes:
Os amores do náufrago
(Luada e Machu)
I
Descoberto o Brasil, percorre a fama
de riquezas naturais a Colónia.
Nobres e burgueses de dinheirama
arrebatam ou compram sem cerimónia
famílias de índios. Oh! Que drama!
Vão acorrentados e com acrimónia
são tratados. Alguns, de alta linhagem,
prefiguram o chamado bom selvagem.
II
A notícia, prenhe de avidez,
qual deus Mercúrio em velocidade,
sacode o Reino mais do que uma vez;
agita de um tal Diogo a vaidade:
contrata centenas, apenas num mês,
de camponeses, fugindo à herdade.
Mais deserto fica este Portugal:
antes, cultura; agora, matagal.
III
Partem, rumando p’ra costa africana,
onde pilham, a esmo, magotes de pretos,
sem respeito p’la sua regra arcana;
bocas gritando, corações com espetos.
Negreiros e a chorosa caravana,
regando de lágrimas os amuletos,
suportando dificuldades mil,
ancoram, enfim, nas costas do Brasil.
IV
Para concubinas tomou Luada,
sendo de Diogo a mais preferida
esbelta de corpo. Outra, a Calulada,
bem talhada, foi por ele acolhida.
Arrebanha a esguia e bela Murada
e a altiva Quibanda já apetecida.
Completam o “serralho” a jovem Kienda
e ainda a sua triste irmã Xipenda.
V
Nos areais, fronteira que será
um dia de S.Paulo grande Estado,
lançam âncoras. P´ra onde a turba irá?
Embrenham-se no mato. Único fado:
exploração e o resto surgirá.
Agarram índios e o grupo é aumentado.
Diogo amplia o seu concubinato:
toma algumas e com Machu fará acto.
VI
Uns vão mais além: são os bandeirantes.
Outros vasculham os rios: garimpeiros
são. O café e açúcar importantes
ganhos deram àqueles que em cativeiros
tinham pretos, índios e filhos de amantes;
são estes do Brasil os pioneiros!
Foi a Igreja quem lhes deu dignidade,
com missionação e liberdade.
VII
A mescla de três civilizações,
(europeia, africana e amaríndia),
atravessa os tempos e até canções
as noites preenchem com nostalgia.
Onde foram geradas as devoções
ao laico António e Cícero abadia?
E os carnavais, mais cultos com feitiços?
E alimentos naturais tão castiços?
VIII
Luada, ferida de grande inveja,
insulta Diogo e sua mulher.
Mas ele novos horizontes deseja.
Parte e vai até onde Deus quiser.
Porém, o Mar é quem tudo maneja;
na Baía naufragou: que mister!
Poucos, nadando, salvaram a vida.
No sertão, a voz de Luada era ouvida!
Vocabulário
fazer acto = casar-se
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
imagens:internet
sexta-feira, setembro 23, 2011
quarta-feira, setembro 21, 2011
Li e gostei
" O silêncio é como se fosse água. Daquela água pura da montanha que se bebe directamente pelo coração".
( Jorge Sousa Braga)
Foto minha
segunda-feira, setembro 19, 2011
Um olhar
Um belo recanto da nossa costa nortenha, quase inóspito, devido à forte nortada que a protege da avalanche humana.
Foto minha
sexta-feira, setembro 16, 2011
Um olhar
A dureza, agressividade, respeito e imponência da natureza, contrastando com a força da vida, que ali nasceu, torna tudo pejado de magia e irresistível.
Foto minha
terça-feira, setembro 13, 2011
Um olhar
Foto minha
Serão as coisas naturais mais satisfeitasse tudo estiver despido de sordidez.
Havendo receptáculos e mais límpidez,
até a vida fica isenta de maleitas.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
Vocabulário
satisfeita= farta
sábado, setembro 10, 2011
quarta-feira, setembro 07, 2011
Um olhar
Foto minha
De dia aromatizas o ambiente,
de noite destróis a escuridão.
Alumia pois meu coração
e de amor sejas aí nascente.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
domingo, setembro 04, 2011
Um olhar
Foto minha
A serenidade da gaivota rodeada pela calmaria da àgua que se "esperguiça" indolente num fim de tarde de Verão.
quinta-feira, setembro 01, 2011
Momento de Poesia com Agostinho Fardilha
Santa Beatriz da Silva, o amor
especialmente à Virgem Maria
teve em ti da fundação o motor
e sua regra de uma Ordem Pia,
matriz de Instituto, cujo Mentor
b(B)eatriz escolheu como seu guia;
rápido prosperou, dando nas vistas,
o Instituto das Concepcionistas.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
terça-feira, agosto 30, 2011
Excertos de livros
"É tão estranha a sensação de não viver. De estar só à espera que aconteça. Olhar para trás e ver que em quase meio ano nada aconteceu. Pelo menos comigo. (...) eu estou em stand by. (...) Como os passageiros à espera de um outro destino naquelas salas de aeroporto que são onde melhor se ouve a solidão de estarmos tão perdidos assim como eu aqui, que por momentos nos transformamos em verdadeiros fantasmas, sem sombra sequer, sem nada. Até acontecer alguma coisa. Vai ter de acontecer alguma coisa. E não acontece."
Pedro Paixão in Viver Todos os Dias Cansa
Foto:internet
domingo, agosto 28, 2011
Li e gostei
" É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe, mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti."
Nuno Júdice
Foto minha
quinta-feira, agosto 25, 2011
Um olhar
A bebida mais consumida no mundo.
Preto, vermelho, verde, branco, de frutos ou infusões. Faz parte do meu quotidiano.É sempre um momento de pausa para relaxar.
Acompanham-me?!
Foto minha
segunda-feira, agosto 22, 2011
Um olhar
Ora adivinhem lá o que vos diz a foto?!...
Isso mesmo, um gelado! Para quem acertou uma colher deste saboroso gelado!
Hummm...já estou a salivar...
Foto minha
sexta-feira, agosto 19, 2011
terça-feira, agosto 16, 2011
Morreu há 110 anos
Relembro-o com uma das suas citações sempre actuais.
"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm autoridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos.Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidade e por interesses, por espelaculações e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"
Eça de Queiroz (in " O distrito de Évora" (1867)
Foto minha
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