domingo, fevereiro 07, 2010
Morreu há 58 anos
Sebastião da Gama foi poeta e professor.
Ficou para a história pela sua dimensão humana, nomeadamente no convívio com os alunos.
Da sua vasta obra poética destaco este .
Madrigal
A minha história é simples
A tua, meu Amor,
É bem mais simples ainda:
"Era uma vez uma flor.
Nasceu à beira de um Poeta..."
Vês como é simples e linda?
(O resto conto depois;
Mas tão a sós, tão de manso,
Que só escutemos os dois.)
Sebastião da Gama, Cabo da Boa Esperança
sábado, fevereiro 06, 2010
Faria hoje 65 anos
Bob Marley foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano.
O mais conhecido músico de reggae.Da sua discografia destaco uma das canções que gosto.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Um olhar
Em pleno Inverno fui surpreendida por esta maravilha da natureza. Parece que a Primavera se antecipou como que a dizer:
- Estou a chegar!
Alegrem-se!
Foto minha
- Estou a chegar!
Alegrem-se!
Foto minha
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Li e gostei
"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam; mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre."
Cecília Meireles
Foto minha
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Momento de Poesia com Agostinho Fardilha

Fábula ou não; oh! não sei;
e na cand’lária se diz:
vem a chorar, tempo feliz
e a rir, borrasca terei;
romanos se purificavam
e seus erros expiavam;
iam, de seguida, aos templos
rogar aos deuses as bacanais,
orgias de irracionais.
e na cand’lária se diz:
vem a chorar, tempo feliz
e a rir, borrasca terei;
romanos se purificavam
e seus erros expiavam;
iam, de seguida, aos templos
rogar aos deuses as bacanais,
orgias de irracionais.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
sábado, janeiro 30, 2010
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Um olhar
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Excertos de livros que gostei

(…) A razão porque dói tanto separarmo-nos é porque as nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre o fiquem. Talvez tenhamos vivido milhares de vidas antes desta, e em cada uma delas nos tenhamos reencontrado. E talvez que em cada uma tenhamos sido separados pelos mesmos motivos. (…)
(…) Quando olho para ti vejo a tua beleza e graça, e sei que cresceram mais fortes com cada vida que viveste. E sei que gastei todas as vidas antes desta à tua procura. Não de alguém como tu, mas de ti, porque a tua alma e a minha têm que andar sempre juntas. E assim, por uma razão que nenhum de nós entende, fomos obrigados a dizer-nos adeus.(…)
(…) Adoraria dizer-te que tudo correrá bem para nós, e prometo fazer tudo o que puder para garantir que assim será, mas se nunca nos voltarmos a encontrar outra vez, e isto for verdadeiramente um adeus, sei que nos veremos, ainda noutra vida.(…)
Excerto do Livro de Nicholas Sparks "Diário da nossa Paixão”
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Faria hoje 83 anos
Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violinista brasileiro.
Seleccionei um dos seus êxitos.
Seleccionei um dos seus êxitos.
sábado, janeiro 23, 2010
Li e gostei

" Existem momentos só nossos. Momentos em que o nosso corpo e mente procuram o bem-estar pleno.
Acarinhar, amar e cuidar são alguns dos elementos para que isso possa acontecer".
Foto:internet
Foto:internet
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Um olhar
É uma companhia viva e acolhedora. Olhando-a vou aonde me leva o sonho e o devaneio. Imagino as chamas fortes nos seus tons vermelho, laranja e amarelo que são fonte de energia e enrosco-me nas mantas seduzida pela luz que dela se desprende, acabando por adormecer.
Foto minha
Lareira de uma amiga
Foto minha
Lareira de uma amiga
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Li e gostei
Foto minha
“ Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso “.
“ O homem vive de razão e sobrevive de sonhos.”
Autor: Miguel Unamuno
“ Vivemos uma vida, sonhamos com outra, mas a verdadeira é a que sonhamos “.
Autor: Jean Guéhenno
terça-feira, janeiro 19, 2010
Um olhar
Fruto de extremos: ou se gosta ou se detesta!
Originário da China, sumarento, com um paladar agridoce, de uma beleza encantadora com um tom laranja avermelhado, saboreio-o à colher, bem madurinho.
Originário da China, sumarento, com um paladar agridoce, de uma beleza encantadora com um tom laranja avermelhado, saboreio-o à colher, bem madurinho.
É uma delícia!
fotos.sertago.net
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Um olhar
No cimo do monte da Assunção sinto-me numa varanda sobre Santo Tirso. Dela avisto uma cidade pequenina, fechada, parada no tempo, caída no vale do Ave, onde resta alguma da sua beleza natural e histórica do "Couto" de outrora.
Fotos minhas
domingo, janeiro 17, 2010
Miguel Torga, um dos mais importantes escritores portugueses do século XX, morreu há 15 anos.
Presto-lhe a minha singela homenagem relembrando este poema que os meus alunos recitavam, no dia da Primavera.
Segredo
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...
Miguel Torga
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Ilha Terceira /Açores
Uma paisagem de sonho, onde o azul e verde se sucedem em perfeita sintonia.
Fotos : Suzana Fardilha
Vídeo meu
Vídeo meu
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Momento de Poesia
Ternura
Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão-Ferreira, in "Infinito Pessoal"
Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão-Ferreira, in "Infinito Pessoal"
Foto minha
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Voltei ao baú!!!
Desta vez tirei de lá esta toalha de Natal. Usei-a pela primeira vez, neste último Natal. Só a renda em croché (linha fina) foi feita por mim. Não fiei o linho nem a bordei.
Como sempre sou suspeita.
Acho-a Linda!
sábado, janeiro 09, 2010
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Trovas
(O drama de Inês de Castro, assassinada em 7 de Janeiro de 1355, em Coimbra)
Estava a formosa Inês
com os filhos a brincar,
no seu amante a pensar.
No dia sete do mês
primeiro começa o drama:
o Príncipe está ausente
p’ros lados do Ocidente.
O séquito real brama…
Ora ao mundo contar vou
que sem culpa alguma estou.
D.Pedro, quando me viu,
ficou alheio de tudo,
d’espanto quedou-se mudo.
O olhar sensual traiu
seu rosto. Sou muito linda
e nem o traje disfarça
este meu “colo de garça”.
Logo uma paixão infinda
trouxe ao Pedro e a mim
inquietação sem fim.
Onde é que está o pecado
se ele é o meu Senhor,
o culpado deste amor?
Nada lhe foi recusado
e ele deu-me três rebentos
que são, oh!, o nosso encanto,
mas do pai vão ser o pranto
ao saber dos meus tormentos.
Imoral? Há boa-fé;
Anti-Estado não é.
Sabias, querido bem,
que a corte estava ali perto
e o caminho logo aberto
p’ra me tornarem refém.
Diz-me: por que te ausentaste?
Por que me deixaste só?
Nem dos filhos terás dó?
Em nada disto pensaste?
Perdoo tal desmazelo
que será teu pesadelo.
Podias ser meu esposo;
assim queria teu Pai.
Lágrimas ora chorais,
que o fado é invejoso
da nossa felicidade.
Dizias que, sendo Infante,
somente era tua amante;
em Rei, mulher de verdade.
O destino foi veloz
e destruiu um de nós.
Meu Deus, abriram o portão:
entram El-Rei, conselheiros
e sanhudos cavaleiros .
Arrastada pelo chão,
sou levada até El- Rei,
que diz ser eu ré de morte.
Pergunto: porquê tal sorte?
Cometi crime? Dizei.
Se querer bem é pecar,
então, o que é odiar?
Tua união com meu filho
pode fazer muito mal
ao reino de Portugal.
Basta de tanto sarilho!
Peço a D. Afonso, o Bravo,
compaixão e não me mate,
sou dos filhos baluarte.
Vosso filho, em desagravo,
porá tudo a ferro e fogo,
se não ouvirdes meu rogo.
Lembra-te, grande monarca,
que estes três são teus netos
e sob todos os aspectos
nasceram com nobre marca.
Serão órfãos, culpa Vossa.
Melhor lição dão as feras:
não são, ó Rei, tão severas.
Vê como a loba na choça
acariciou os dois.
E Vós, o que fazeis, pois?
Aceito ser afastada
p’ra longínquo deserto.
Os filhos comigo , é certo
ficam.Mas estou privada
do amor da minha vida.
As palavras d’Inês n’alma
do Rei produziram calma:
na dureza aí havida.
Os conselheiros acodem
e destroem quanto podem.
Os algozes Inês mataram.
Os filhos sem mãe. Que pena!
Como o touro na arena,
todos a Pedro escaparam.
Mas não tardou a vingança:
chacinou os três carrascos,
guardando as tripas em frascos.
Foi uma horrenda matança!
Dos pobres foi sempre amigo.
A justiça andou consigo.
Fym (Fim)
A “mísera e mesquinha”,
“bonina”talhada cedo,
casou com Pedro em segredo
e já morta foi Rainha.
Pelas quebradas dos montes
ecoou de Inês o nome
e daí o seu renome
que se acrescentou às fontes
d’Amores, onde Cupido
a ambos tinha ferido.
(Trovas, em coplas de dez versos de arte real, com “fym”, segundo esquema semelhante em todas as estrofes (abbacddcee).
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
quarta-feira, janeiro 06, 2010
terça-feira, janeiro 05, 2010
Li e gostei
"Os povos antigos ou são tristes, ou são cínicos. A nós, portugueses, coube ser tristes".
Fonte: "Máscaras de Salazar, Fernando Dacosta"
Tema: Portugal
Foto minha
segunda-feira, janeiro 04, 2010
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Mudança de visual

Acabado o mês de Dezembro e sendo Inverno, o blog, entristecido, acompanha a estação e cobre-se de cinza, até que a natureza renasça.
Foto:Patty
quinta-feira, dezembro 31, 2009
Mensagem de Fim de Ano
terça-feira, dezembro 29, 2009
Momento de Poesia

Acreditar
Acredito em todas as crianças
Acredito em alguns adultos
mas desses acredito em todos os que acreditam nas crianças.
Acredito no amor
e em todas as formas de que ele se veste e escreve
escondido num sorriso pendente num ramo de árvore
vestido de pequeno bicho que pára e nos olha do campo.
Acredito na verdade
embora haja muitas verdades
e nunca saibamos bem qual delas é de quem
ou de qual ou até mesmo para que serve.
Acredito na justiça
e no que ela separa de bem e de mal
e naquilo que ela serve para que o bem ajude o mal
porque de verdade nunca ninguém permanece sozinho
abandonado em apenas um dos lados
Acredito na paz
é a arma mais forte que existe
porque com ela tudo
emesmo quando ausente dos gestos diários
escondida mesmo desaparecida e combate
ela há-de voltar pois é coisa absolutamente incontornável
Acredito na alegria
um bom dia de sol
uma música suave e terna
momentos de silêncio os nossos segredos
quando parece que o mundo fica sem mexer à volta
Acredito no abraço
de uma mão quando procura outra
e com ela fica junta terna quente
as festas que mais ninguém sente
quero essa pele qualquer pele
da mais lisa branca à mais escura ou rugosa
Acredito nos olhos
no que sempre dizem
porque os olhos nunca mentem
são sempre verdadeiros
falam de coisas que por vezes a alma não fala
pois não sabe não aprende ou
simplesmente porque não estão ainda inventadas
todas as palavras que dizem o que sentimos
Acredito na vida
ela é como as estações
mesmo depois dos dias de mau tempo
a primavera há-de voltar sempre diferente
por vezes inesperada ora precoce ora tardia
porque por cima das nuvens a luz continua a brilhar
Acredito que nada começa e nada acaba
não há definitivo
pois tudo se recompõe deixa correr
e há nas coisas um sentido que não se explica
se explicasse deixava de fazer sentido
e vida sem mistério não é coisa que se viva
Acredito que nenhum sofrimento é sem destino
e que tudo quanto é mais difícil agora
terá uma qualquer recompensa amanhã
porque acredito que no fim nem que seja mesmo só aí
a vida é como um filme de final feliz
Acredito que muitas vezes deixamos de acreditar
há coisas injustas ou más ou feias demais
para não conseguirmos evitar dizer é mentira
isto não devia estar a acontecer
Acredito que é possível voltar a acreditar
Só não acredito na morte
como um passo sem retorno
é verdade que todos continuam vivos
luz na memória dos outros
enquanto baterem à porta do coração.
Pedro Strecht
Foto: Suzana Fardilha(anazus)
Acredito em todas as crianças
Acredito em alguns adultos
mas desses acredito em todos os que acreditam nas crianças.
Acredito no amor
e em todas as formas de que ele se veste e escreve
escondido num sorriso pendente num ramo de árvore
vestido de pequeno bicho que pára e nos olha do campo.
Acredito na verdade
embora haja muitas verdades
e nunca saibamos bem qual delas é de quem
ou de qual ou até mesmo para que serve.
Acredito na justiça
e no que ela separa de bem e de mal
e naquilo que ela serve para que o bem ajude o mal
porque de verdade nunca ninguém permanece sozinho
abandonado em apenas um dos lados
Acredito na paz
é a arma mais forte que existe
porque com ela tudo
emesmo quando ausente dos gestos diários
escondida mesmo desaparecida e combate
ela há-de voltar pois é coisa absolutamente incontornável
Acredito na alegria
um bom dia de sol
uma música suave e terna
momentos de silêncio os nossos segredos
quando parece que o mundo fica sem mexer à volta
Acredito no abraço
de uma mão quando procura outra
e com ela fica junta terna quente
as festas que mais ninguém sente
quero essa pele qualquer pele
da mais lisa branca à mais escura ou rugosa
Acredito nos olhos
no que sempre dizem
porque os olhos nunca mentem
são sempre verdadeiros
falam de coisas que por vezes a alma não fala
pois não sabe não aprende ou
simplesmente porque não estão ainda inventadas
todas as palavras que dizem o que sentimos
Acredito na vida
ela é como as estações
mesmo depois dos dias de mau tempo
a primavera há-de voltar sempre diferente
por vezes inesperada ora precoce ora tardia
porque por cima das nuvens a luz continua a brilhar
Acredito que nada começa e nada acaba
não há definitivo
pois tudo se recompõe deixa correr
e há nas coisas um sentido que não se explica
se explicasse deixava de fazer sentido
e vida sem mistério não é coisa que se viva
Acredito que nenhum sofrimento é sem destino
e que tudo quanto é mais difícil agora
terá uma qualquer recompensa amanhã
porque acredito que no fim nem que seja mesmo só aí
a vida é como um filme de final feliz
Acredito que muitas vezes deixamos de acreditar
há coisas injustas ou más ou feias demais
para não conseguirmos evitar dizer é mentira
isto não devia estar a acontecer
Acredito que é possível voltar a acreditar
Só não acredito na morte
como um passo sem retorno
é verdade que todos continuam vivos
luz na memória dos outros
enquanto baterem à porta do coração.
Pedro Strecht
Foto: Suzana Fardilha(anazus)
segunda-feira, dezembro 28, 2009
domingo, dezembro 27, 2009
sexta-feira, dezembro 25, 2009
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Parabéns Mamã! Um beijo do tamanho do Mundo!
domingo, dezembro 20, 2009
Auto “um Presente divino”

Com o Auto “Um Presente Divino”, pretendemos imitar, modestamente, Gil Vicente, “único génio verdadeiramente dramático que Portugal teve”; “é o artista e escritor que dá a nota mais pessoal na literatura portuguesa”.
Deus
Mãos à obra: vou criar Céu e terra.
Tudo estará bem feito? Não e não!
Falta a arte que o Meu Amor encerra:
o homem, a quem darei o nome de Adão.
Irá habitar formoso jardim
com cheirosas flores e boa fruta.
Reservarei somente para mim
a árvore, no meio, impoluta.
É a árvore do conhecimento
do bem e do mal. Dela fugirás.
Mas Iavé, estando sempre atento,
queria vê-lo contente e em paz.
Da sua costela fez a mulher.
Olhou, sorriu e mostrou-se feliz.
O nome de Eva, se a ambos aprouver,
será e também do Mundo a raiz.
Tudo estará bem feito? Não e não!
Falta a arte que o Meu Amor encerra:
o homem, a quem darei o nome de Adão.
Irá habitar formoso jardim
com cheirosas flores e boa fruta.
Reservarei somente para mim
a árvore, no meio, impoluta.
É a árvore do conhecimento
do bem e do mal. Dela fugirás.
Mas Iavé, estando sempre atento,
queria vê-lo contente e em paz.
Da sua costela fez a mulher.
Olhou, sorriu e mostrou-se feliz.
O nome de Eva, se a ambos aprouver,
será e também do Mundo a raiz.
Serpente (Satanás), Eva e Adão
Bom dia. Como és formosa!
Queres maçã saborosa?
Aquelas, ali, são especiais.
Dessas não posso comer.
Tretas! ficareis, p’ra sempre, imortais.
Prova e o teu poder
oh! será imenso.
Comeu e ficou nua.
Ouviu-se da serpente a gargalhada.
Dele foi-se o senso
e a vergonha acentua;
tremendo, espera de Deus a chamada.
Deus, Adão, Eva e Serpente
Onde estás, ó Adão?
Estou de roupa vão.
Tenho vergonha de Ti.
Que fizeste, desgraçado?
Aquela maçã comi.
Por Eva fui enganado.
Ela acusa a serpente
de tanta maldade.
A ira de Deus sobre eles caiu:
vida dura presente
na Humanidade;
a serpente de peçonha feriu.
Deus, Pecado Original e a Virgem Maria
O homem a Deus desobedeceu.
Primeiro pecado ele cometeu.
É o pecado original.
Mas Iavé do homem teve dó
e logo esqueceu todo o mal.
E para que não ficasse só,
prometeu enviar o Messias Redentor,
que da “nova Eva”, chamada Maria,
de toda a mancha isenta por Deus,
cooperando o Santo Espírito Criador,
o Deus-Menino um dia nasceria,
cumprindo-se a promessa aos hebreus.
O Anjo S.Gabriel, a Virgem Maria e S.José
Salve, ó Maria, ó cheia de Graça,
diz Anjo à Virgem, judia de raça.
Alegra-Te, o Senhor Contigo está.
Maria, corando, perturbou-se:
nunca tinha ouvido esse dito cá.
Mas o Anjo logo adiantou-se:
não temas, Maria, vais ter um Filho;
O Pai será o Espírito Santo.
Dar-Lhe-ás o nome de Jesus.
Terra e Céu render-se-ão ao Seu brilho.
E tu, José, entoa a Deus um canto,
porque sob a tua guarda O pus.
Em Belém terminou a gravidez.
Maria, algures não teremos vez.
Entremos nesta gruta, diz José.
Vê, há manjedoura com palha.
Jesus nasceu. Sorriu. Os três, com fé,
louvam Deus-Pai, que logo atalha:
Maria e José, a Vós o Senhor
Seu Filho confia, enchei-O de amor.
Maria, algures não teremos vez.
Entremos nesta gruta, diz José.
Vê, há manjedoura com palha.
Jesus nasceu. Sorriu. Os três, com fé,
louvam Deus-Pai, que logo atalha:
Maria e José, a Vós o Senhor
Seu Filho confia, enchei-O de amor.
Perto, nos montes, uns pastores
até da manhã aos alvores
vigiavam seus rebanhos.
Do Céu surge um exército de Anjos,
enchendo os ares de hinos tamanhos
com seus belos e afinados banjos.
Ide, correi depressa a Belém.
Nasceu Jesus para vosso bem.
Correram e encontraram o Deus- Menino.
Adorando, cantaram ao pequenino:
Cantiga paralelística
Com refrão
Com refrão
Refrão
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
porque o Deus-Menino veio morar cá).
I
Deus visitou a Terra. Noite feliz!
O homem pecou, mas Deus é brando Juiz.
(abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus –Menino veio morar cá).
Enviou Seu Filho para nos salvar
e das trevas eternas nos resgastar.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus- Menino veio morar cá).
O homem pecou, mas Deus é brando Juiz.
(abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus –Menino veio morar cá).
Enviou Seu Filho para nos salvar
e das trevas eternas nos resgastar.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus- Menino veio morar cá).
II
O homem pecou, mas Deus é brando Juiz.
Sua Morada vai ser nosso país.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
E das trevas eternas nos resgatar
prometeu. Ora, alegres, vamos cantar.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
Sua Morada vai ser nosso país.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
E das trevas eternas nos resgatar
prometeu. Ora, alegres, vamos cantar.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
III
Sua Morada vai ser nosso país.
Olhai p’r’Ele. Seu Amor sempre nos quis.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
Prometeu e, alegres, vamos cantar:
Deus é bom e nunca soube castigar.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
IV
Olhai p’r’Ele. Seu Amor sempre nos quis.
Veio o Filho e ninguém será infeliz.
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
Deus é bom e nunca soube castigar:
Que Deus é este para só perdoar?
(Abriu-se o Céu e a Corte sorriu lá,
porque o Deus-Menino veio morar cá).
Vilancete
Mote
Cantai, ó Anjos, um hino,
louvai todos o Deus-Menino
Cantai, ó Anjos, um hino,
louvai todos o Deus-Menino
Noite fria em Belém,
era noite de Natal.
Jesus, para nosso bem,
a nós se tornou igual.
E foi cumprida, afinal,
promessa do Pai Divino,
enviando o Deus-Menino.
era noite de Natal.
Jesus, para nosso bem,
a nós se tornou igual.
E foi cumprida, afinal,
promessa do Pai Divino,
enviando o Deus-Menino.
Loas
(à Virgem Maria)
(à Virgem Maria)
Maria, és a Aurora que anunciou
a vinda do Senhor.
És a Lua, que sempre nos guiou
até ao Céu nos pôr.
És o Sol, que de Deus recebe a Luz
e ao Filho nos conduz.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
Foto:internet
sábado, dezembro 19, 2009
Momento Musical
Apeteceu-me recordar!
Dance with me?
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Dossier de Recordações
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Mensagem de Natal
“A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio dos nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham na nossa caminhada pela vida.”
Foto minha
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Momento de Poesia
Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
Fernando Pessoa
Foto minha
terça-feira, dezembro 15, 2009
A pobreza dos outros
O padre que, na infância, nos dava a catequese pregava a pobreza no púlpito mas, fora dele, tinha vinhas e senhorios e dizia-se que pagava as jornas mais avaras da região. Um dia em que apareceu com um carro novo, um Taunus azul escuro, o Américo, filho do taberneiro, pôs-lhe uma inocente questão teológica: porque é que Cristo andava a pé ou de burro e não de automóvel? O padre António ofendeu-se; respondeu que burro era ele, Américo, porque no tempo de Cristo não havia automóveis e que, se houvesse, Cristo teria um carrão. Nesse dia, a catequese foi sobre o pecado da inveja e o Américo teve que prometer que se iria confessar. Ocorreu-me esta história ao ler no DN que o Papa virá a Portugal (três horas de viagem) num avião adaptado para lhe assegurar o máximo conforto. "O espaço ocupado pela 1.ª classe terá um quarto com cama para o Papa, outro para o seu secretário pessoal, uma casa de banho com chuveiro, um salão social e até uma pequena capela". Aprendi a lição do padre António e não duvido que, se no seu tempo houvesse aviões, Cristo também andaria com cama, salão social e capela atrás de si.
Manuel António Pina
JN- 14/12/2009
Subscrevo
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Um símbolo de Natal
Este ano não falarei, pormenorizadamente, dos símbolos de Natal. Não querendo deixá-los no esquecimento, sorteei-os e ?!
The winner is!

A história:
Fonte:Tradições de Natal
The winner is!

Meias
A tradição de pendurar meias na lareira teve origem numa das histórias que envolvem São Nicolau, o santo que inspirou a figura do Pai Natal.
A história:
Nicolau ainda era jovem, quando deu mostras da sua extrema bondade. Na sua cidade vivia um homem muito pobre, que não tinha posses para realizar o casamento de suas filhas.Sabendo dessas dificuldades, Nicolau, que era de família muito rica, deixou escondido um saco de ouro na janela da filha mais velha. Repetiu a boa acção com as outras duas.Conta a lenda que Nicolau colocou o saco de ouro pela chaminé, onde secavam as meias.Daí o hábito das crianças deixarem as meias na chaminé ou janela à espera dos presentes.
Fonte:Tradições de Natal
sábado, dezembro 12, 2009
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Um olhar
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Dossier de Recordações: "Lenda do Pinheirinho de Natal"
Para saudar a chegada do Menino, a oliveira ofereceu azeitonas, a tamareira as suas tâmaras, não tendo o pobre pinheiro nada para oferecer.
No céu, as estrelas, vendo a tristeza do pinheirinho desceram, pousaram nos seus ramos, enfeitando-o.
O pinheirinho ofereceu-as, a Jesus, como presente.Assim nasceu a árvore de Natal.Resumo(colectivo) dos meus alunos (1991)
Imagem:internet
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