Nem só de ramos despidos se faz o Inverno
segunda-feira, dezembro 14, 2015
sexta-feira, dezembro 11, 2015
Um olhar
A alegria da vida, essa alegria d'oiro
A pouco e pouco em mim vai-se extinguindo, vai...
Melros alegres de bico loiro
Ó melros negros, cantai, cantai!
(...)
(Guerra Junqueiro)
terça-feira, dezembro 08, 2015
sábado, dezembro 05, 2015
quinta-feira, dezembro 03, 2015
Um olhar
Ninguém sabe andar na rua como as crianças. Para elas é sempre uma novidade, é uma constante festa transpor umbrais. Sair à rua é para elas muito mais do que sair à rua. Vão com o vento. Não vão a nenhum sítio determinado, não se defendem dos ohares das outras pessoas e nem sequer, em dias escuros, a tempestade se reduz, como para a gente crescida, a um obstáculo que se opõe ao guarda-chuva. Abrem-se à aragem. Não projectam sobre as pedras,sobre as árvores, sobre as outras pessoas que passam, cuidados que não têm. Vão com a mãe à loja, mas apesar disso vão sempre muito mais longe. E nem sequer sabem que são a alegria de quem as vê passar e desaparecer.
Ruy Belo - Homem de Palavra(s) 1969
terça-feira, dezembro 01, 2015
Sintonia entre olhar e poesia
Duas primeiras estações
se encontram: uma se despede,
outra imagina as canções
p'ra festa que tudo enrede.
Sol morno e o ar está calmo:
nada altera o ser idoso,
que talvez entoe um salmo,
por a vida dar-lhe gozo
ou condene, revoltado,
quem tantas penas causou
ao ente, embora enganado,
sua vida lhe entregou.
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
11-5-1927 / 23-5-2015
sábado, novembro 28, 2015
Um Olhar
…Penso,
A vida é como a cebola
Vai-se tirando camada a camada
E às vezes…
Chora-se!...
Fátima Porto.
quinta-feira, novembro 26, 2015
segunda-feira, novembro 23, 2015
sexta-feira, novembro 20, 2015
Um olhar
"O pão que sobra à riqueza, distribuído pela razão, matava a fome à pobreza e ainda sobrava pão".
António Aleixo
terça-feira, novembro 17, 2015
Um olhar
Quando algo acontecer ou simplesmente for embora, lembre-se que as folhas do Outono não caem porque querem, mas sim porque chegou a hora!
(Karol Correia)
sábado, novembro 14, 2015
Pelos caminhos de Portugal...
A Igreja Matriz de Vila Nova de Foz Côa , Monumento Nacional quinhentista, destaca-se pelo seu alçado frontal de feição gótico - manuelista.
quarta-feira, novembro 11, 2015
Um olhar
"Eu nasci dentro dum
berço,
Que ninguém tocar ousava,
Aquele que lhe mexia
a pôr a mão não tornava."
( Adivinha )
segunda-feira, novembro 09, 2015
Um olhar
Respeito e medo o vulcão a todos impõe, mas os rubros clarões espelham a sumptuosidade que emerge das entranhas da Terra.
sábado, novembro 07, 2015
Pelos caminhos de Portugal...
Ermida de São Sebastião
De origem medieval, esta ermida
foi reconstruída a partir de 1745 pelas mãos do arquitecto Diogo Tavares de
Ataíde. Pertencia à confraria de São Sebastião, composta essencialmente por
oficiais da Câmara de Tavira. O exterior simples e despojado não deixa adivinhar
a riqueza e envolvência decorativa do interior, de tipologia barroca. Várias
disciplinas artísticas - talha polícroma, imaginária e pintura em trompe l’oeil e cavalete – concorrem para fazer deste
espaço o que vulgarmente se designa de Obra
de Arte Total.
Após obras de conservação e restauro em 2008, esta
particularidade da ermida passou a ser oferecida como valor acumulado e
suscetível de disfrute.
quarta-feira, novembro 04, 2015
Um olhar
A
Torre Eiffel é um monumento da cidade de Paris, França, sendo reconhecida em
todo o mundo como um símbolo da França.Foi construída para a Exposição mundial
de 1889 a fim de demonstrar toda a tecnologia dominada na época em estruturas
metálicas. Originalmente seria apenas uma estrutura temporária, a ser
desmontada com o fim da Exposição. Segundo alguns, a Torre é uma espécie de
alimento para o ego humano, sempre faminto por demonstrar sua suposta
grandiosidade.
domingo, novembro 01, 2015
Sintonia entre olhar e poesia
Eis o espelho fiel de Portugal!
População velha e metida em casa.
nem (e)scassos cêntimos o negócio dá.
O bem secou e prosperou o mal.
A desventura aos poucos tudo arrasa.
Será melhor morrer ou ficar cá?
Agostinho Alves Fardilha (o meu pai)
Coimbra
11-5-1926/ 23-4-2015
11-5-1926/ 23-4-2015
sexta-feira, outubro 30, 2015
Um olhar
O Verão, à semelhança do mar, espraia-se no Outono, que o recebe, ao entardecer, com frescura e sombreado, conciliando, em uníssono, humanos e singelas pombas.
quarta-feira, outubro 28, 2015
Pelos caminhos de Portugal...
A Capela do Socorro é uma capela mandada construir em Vila do Conde, em 1599, por Gaspar Manuel, junto ao rio Ave, com vista para a sua foz; é notável não só pela sua relativa antiguidade, mas pelo seu aspecto singular, que a aproxima dos pagodes orientais, por onde estanciou o "piloto-mor da carreira da Índia, China e Japão" que custeou as obras.
Pesquisa internet
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domingo, outubro 25, 2015
O Valioso Tempo Dos Maduros
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial.
(Mário de Andrade)
quinta-feira, outubro 22, 2015
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